EDIÇÃO ATUAL: JUN. 26
Bellegarde, meia-campista do Haiti. Foto: IMAGO
Por: João Pedro Marins
Por décadas, a Europa se aproveitou de talentos das suas antigas colônias e das periferias globais para favorecer suas equipes. Esse efeito aconteceu muito por conta da diáspora africana. Um exemplo disso foi a seleção francesa de 1998, que foi campeã mundial com 14 dos 22 atletas convocados sendo frutos desse movimento. Tanto jogadores naturalizados ou filhos dessa primeira geração de imigrantes.
Com a aceleração da globalização no fim dos anos 90, o fluxo de filhos e netos de imigrantes defendendo seleções europeias tornou-se recorrente. Entretanto, o período pós-Copa de 2014 marcou o início da mudança desse cenário. No mundial de 2018, na Rússia, cerca de 11% dos jogadores jogavam por países diferentes de onde nasceram; no Catar, em 2022, esse número subiu para aproximadamente 16%; agora na Copa de 2026 temos quase 25% dos jogadores.
Desses 25%, a grande maioria defende seleções não-europeias. Esse fenômeno no qual estamos passando, é explicado na psicologia e sociologia por Frantz Fanon; federações de países africanos, americanos, asiáticos, oferecem a esses filhos e netos de imigrantes mais do que uma oportunidade esportiva, mas também uma chance de encontrarem sua identidade como pessoa.
Essa escolha muitas vezes está ligada ao racismo estrutural e a marginalização que essas famílias de imigrantes sofrem. Um exemplo são jogadores como Brahim Diaz, Hakimi, Ziyech, Iñaki Williams, Bellegarde entre outros.
O meia-campista Bellegarde, nascido na França mas que joga pelo Haiti, resumiu essa busca de identidade e o peso social de sua escolha. Para ele, vestir a camisa haitiana é uma forma de oferecer perspectiva a um país marcado por crises humanitárias e sociais, convertendo o esporte em uma ferramenta de sobrevivência: "Quero incentivar os jovens. Não há empregos lá, e você pode se tornar um criminoso rapidamente. Aos 15 anos, você pode acabar com uma arma, então é melhor para os jovens no Haiti jogarem futebol.". O mesmo falou da importância que é se sentir representado e representar seu povo. Mesmo que nunca tenha pisado no Haiti.
Embora essa inversão de forças seja algo recente, a tendência é que se acentue com o tempo. Mesmo que o poder econômico e a estrutura do futebol europeu continuem centralizando os holofotes, a busca de identidade ajuda bastante nessa “diáspora europeia”.
Na Copa do Mundo de 2026, os “filhos de outro solo” mostram que o mundo mudou; os talentos formados na Europa, agora mostram que podem reescrever sua história e descolonizar o futebol.
Marquinhos, capitão do PSG, levantando a taça da Champions. Foto: REUTERS
Por: Henrique Pereira
Em partida disputada no último sábado(30/05) na Arena Puskás, em Budapeste, capital da Hungria, o Paris Saint-Germain superou o Arsenal nos pênaltis pelo placar de 4 a 3, depois do empate no tempo normal por 1x1, que persistiu também na prorrogação e se consagraram novamente os donos da Europa. No tempo regulamentar, Kai Havertz abriu o placar para o time inglês e Dembélé empatou cobrando pênalti. Nas penalidades máximas, o zagueiro Gabriel Magalhães isolou o último pênalti e foi o vilão da decisão para os Gunners.
Com o título, o clube francês chegou ao bicampeonato do torneio continental e se tornou apenas o segundo time a conquistá-lo de forma consecutiva na era moderna da Liga dos Campeões, que começou na temporada 1992/93. Apenas o Real Madrid havia alcançado tal feito anteriormente, quando foi tricampeão seguido entre 2015/16 e 2017/18. Somando toda a história da competição, outras sete equipes atingiram essa marca. São eles: Benfica, Inter de Milão, Ajax, Bayern de Munique, Liverpool, Nottingham Forest e Milan.
Em geral, o jogo foi bastante equilibrado, amarrado e sem grandes chances para cada lado, mas enorme excelência tática e qualidade individual, com jeito de final. O Paris teve mais finalizações e mais posse de bola, porém o forte sistema defensivo de Mikel Arteta fez um duelo praticamente impecável. Um jogo de ataque contra defesa do início ao fim e com muita tensão em ambos os lados. E, após um tempo extra de pouquíssimas emoções, a decisão se encaminhou para os pênaltis. Eze, do Arsenal, foi o primeiro a desperdiçar. Logo depois, Nuno Mendes parou no goleiro Raya e deixou o placar empatado. Na última cobrança de cada time, dois brasileiros na bola - Beraldo converteu para os franceses, enquanto seu compatriota Gabriel Magalhães, que foi um dos melhores em campo nos 120 minutos, mandou a pelota na lua e deu o troféu aos parisienses.
O título da Liga dos Campeões coroa mais uma temporada incrível do Paris Saint-Germain, que conquistou também o campeonato francês. Uma vitória merecida para um elenco recheado de craques e que possui como protagonista o treinador Luis Enrique, que, no centro deste processo, é o principal responsável por formar uma equipe que pratica um futebol vistoso e bonito, estruturada para vencer e distante da sombra das estrelas.
O técnico espanhol, inclusive, chegou à sua terceira taça de Champions e igualou Bob Paisley, Zinedine Zidane e Pep Guardiola como o segundo comandante mais vitorioso na competição. Todos possuem três conquistas cada e estão atrás somente do atual mister da seleção brasileira, o italiano Carlo Ancelotti, que possui 5 títulos na galeria.
A má notícia para o PSG e toda a nação francesa foi a substituição de Dembélé, que sentiu dores na parte posterior da coxa direita no final do tempo normal e pode preocupar para a Copa do Mundo, que começa em menos de duas semanas. O camisa 10 é o atual vencedor da Bola de Ouro e uma das principais peças da fortíssima França, uma das candidatas a vencer o torneio mais cobiçado do mundo no meio futebolístico.
Com a conquista neste sábado, o Paris disputará a Copa Intercontinental da FIFA, em dezembro, tendo a chance de levantar novamente o troféu. Além disso, o clube manteve a Copa do Mundo de Clubes de 2029 com apenas seis times classificados até o momento, visto que sua vaga já estava garantida por ter vencido a Liga dos Campeões na temporada passada.
EDIÇÕES ANTIGAS:
Jannik Sinner. Foto: Clive Brunskill/Getty Images
Por: Henrique Pereira
O domínio de Jannik Sinner em 2026 ganhou mais um capítulo histórico neste domingo, quando o italiano transformou a quadra central do Aberto de Roma em um verdadeiro Coliseu. Diante da torcida local, o número 1 do mundo derrotou o norueguês Casper Ruud por 2 sets a 0, com um duplo 6/4, e conquistou pela primeira vez o título do Masters 1000 de Roma, justamente o único torneio da categoria que ainda faltava em sua coleção.
Mais do que um troféu em casa, a vitória representou uma avalanche de recordes para o italiano. Aos 24 anos, Sinner chegou ao sexto título consecutivo de Masters 1000, após vencer, em sequência, os títulos de Paris, Indian Wells, Miami, Monte Carlo e Madri, superando, assim, marcas históricas de Rafael Nadal e Novak Djokovic, que haviam alcançado no máximo quatro conquistas seguidas na categoria.
Tal sequência reforça o momento quase intocável vivido pelo italiano, que soma agora 34 vitórias consecutivas em masters, ampliando a maior série invicta de um atleta, superando o antigo recorde de 31 vitórias pertencente a Djoko.
O triunfo em Roma também teve um peso simbólico para o tênis italiano. Sinner encerrou um jejum de 50 anos sem um campeão local no torneio, desde o título conquistado por Adriano Panatta em 1976. A conquista diante da torcida italiana consolidou ainda mais a idolatria em torno do atual número 1 do mundo, que vive a temporada mais dominante de sua carreira.
A vitória sobre Ruud também ampliou uma rivalidade que, até aqui, tem sido completamente favorável ao italiano. Agora são cinco vitórias em cinco confrontos entre os dois, com Sinner tendo vencido todos os sets disputados contra o norueguês. O retrospecto escancara a superioridade técnica e mental do líder do ranking diante de um dos principais nomes do circuito no saibro.
Com o título, Sinner chegou aos impressionantes 14.700 pontos no ranking da ATP, abrindo quase 3 mil pontos de vantagem para o vice-líder Carlos Alcaraz, que soma 11.960. O espanhol ainda tenta se recuperar de uma lesão no punho direito, problema que o tirou tanto da defesa do título em Roma quanto de Roland Garros, que começa no próximo dia 24.
A ausência do principal rival aumenta ainda mais as expectativas sobre Sinner em Paris. Entre os quatro Grand Slams, Roland Garros é o único troféu que ainda não aparece em sua galeria. Caso conquiste o torneio francês, o italiano completará o chamado “Career Grand Slam”, feito reservado apenas aos tenistas que venceram os quatro principais torneios do esporte ao longo da carreira.
O domínio de Sinner também aparece na longevidade no topo do ranking. O italiano chegou à marca de 72 semanas como número 1 do mundo, igualando Stefan Edberg na 11ª colocação da história da ATP. Agora, precisa de apenas mais oito semanas para entrar no Top 10 da estatística liderada com ampla vantagem por Djokovic, dono de incríveis 428 semanas na liderança do ranking mundial.
Os números de 2026 ajudam a explicar o tamanho da temporada do italiano. Até aqui, Sinner venceu 36 das 38 partidas de simples disputadas no ano, um aproveitamento que o coloca em rota para uma das campanhas mais dominantes da história recente do tênis masculino individual. Em um circuito acostumado a ver hegemonias de gigantes como Federer, Nadal e Djokovic, o italiano se apresenta disposto a inaugurar sua própria era.
Ancelotti na Granja Comary. Foto: Reprodução do Instagram/ @brasil
Por: João Paulo Fonseca
A convocação de Ancelotti que ocorrerá no dia 18 de Maio de 2025 contará com 26 jogadores dentre os 55 nomeados na pré-lista de convocados. Baseando nas convocações prévias, muita expectativa foi gerada em torno do selecionado brasileiro, que carregará o peso de 24 anos sem um título mundial.
Dentre os goleiros, Ancelotti provavelmente trará Alisson, Éderson e Bento para o torneio, uma vez que são figurinhas carimbadas nas convocações. Parte da torcida pede Hugo Souza, já que seria o especialista em pênaltis do time e com Bento sendo contestado pelo nível apresentado no futebol saudita.
Com a baixa de Militão, a defesa deverá contar com Marquinhos, Gabriel Magalhães, Wesley, Danilo, Douglas Santos e Alex Sandro, além deles, como 9 defensores têm sido a preferência do treinador italiano, os nomes de Léo Pereira, Ibañez e Bremer são os mais cotados para preencher as 3 vagas restantes.
O meio-campo é o setor mais crítico do Brasil atual, sendo o setor dos jogadores de linha com menos convocados pelo rumo das últimas convocações com apenas 5 jogadores. Casemiro, Fabinho, Bruno Guimarães e Danilo Santos, o último pelas ótimas atuações recentes com a camisa canarinho, estão com a convocação encaminhada, a última vaga seria disputada entre Lucas Paquetá e Andrey Santos, porém, com a lesão de Estevão e a sua ausência no Mundial, Ancelotti pode repensar o número de Atacantes e Meio-campistas e convocar Paquetá e Andrey.
No ataque, além dos já praticamente garantidos Vinicius Jr., Raphinha, Matheus Cunha e Luiz Henrique, as convocações de João Pedro e Gabriel Martinelli estão encaminhadas, apesar de contestadas por parte dos torcedores canarinhos. E é nos espaços restantes que o debate sobre essa convocação se incendeia, com nomes como Endrick e sua boa temporada no Lyon, além das boas participações nas oportunidades que teve com a seleção, Igor Thiago, um dos artilheiros da Premier League, Rayan, que vem sendo protagonista de um Bournemouth em uma sequência invicta no campeonato Inglês e Neymar, o maior jogador brasileiro da última geração e foco principal dos debates, afinal não é apenas sua técnica que está em jogo, seria Neymar capaz de entregar fisicamente em 8 jogos de um torneio de alta intensidade? As respostas serão dadas pelo Mister Ancelotti na convocação da Seleção Brasileira.
Playoffs. Foto:ESPN
Por: João Pedro Marins
Os Confrontos:
Conferência Oeste
Oklahoma City Thunder x Phoenix Suns
Los Angeles Lakers x Houston Rockets
Denver Nuggets x Minnesota Timberwolves
San Antonio Spurs x Portland Trail Blazers
Conferência Leste
Detroit Pistons x Orlando Magic
Cleveland Cavaliers x Toronto Raptors
New York Knicks x Atlanta Hawks
Boston Celtics x Philadephia 76ers
Os favoritos ao título OKC, Spurs e Pistons, enfrentarão Suns, Trail Blazers e Magic, respectivamente, clubes vindos do Play-in.
Após uma excelente temporada regular defensivamente, os Pistons chegam para os Playoffs com força total, após a volta de Cade Cunningham.
Já o OKC, atuais campeões, tiveram uma excelente temporada regular, chegando a ter um recorde de 24-1. Eles chegam na pós-temporada ainda com o favoritismo de 24-25. Além de ainda ter o atual MPV, SGA.
E por fim, os Spurs, que chegam com um time jovem e fortíssimo nos dois lados da quadra, com o DPOY, Wemby, o jovem Stephon Castle e sua excelente defesa de perímetro.
Fugindo do favoritismo
Correndo por fora, Celtics, Nuggets e Wolves, chegam fortes para o Playoffs. Comandados por Tatum, Jokin e "Ant", buscam o título da liga. Mesmo que dois desses três clubes já saibam qual o gosto do título, são times diferentes dos que foram campeões nos últimos anos.
Com isso, a pós-temporada de 25/26 tem tudo para ser uma das mais fortes e disputadas dos últimos anos. São clubes coletivamente fortes e com grandes estrelas, provando assim, a enorme polarização que está acontecendo na liga durante os últimos anos.
Palpite
O palpite é de um Playoffs difícil, mas que o OKC ainda é o favorito para o bicampeonato, algo que não ocorre desde a dinastia GSW.
Oscar Schmidt eternizado no hall da fama da NBA. Foto: Steven Senne/AP
Por: Pablo Silva
Oscar Daniel Bezerra Schmidt nasceu no dia 16 de fevereiro de 1958 em Natal, Rio Grande do Norte. Ele começou sua carreira no basquete em 1974, na base do Palmeiras. Sendo um grande destaque nas temporadas em que atuou pelo time, foi convocado para a seleção principal em 1977, conquistando o ouro no Sul-Americano e o bronze no Mundial de 1978.
Após ótimo desempenho na seleção, Oscar saiu do Palmeiras para o Esporte Clube Sírio, pelo qual conquistou o Mundial Interclubes em 1979. Depois desse resultado, teve uma passagem rápida pelo América, do Rio de Janeiro, e foi transferido para a Itália, onde jogou por 11 temporadas: oito pelo Juvecaserta e três pelo Pavia. Na Itália, inclusive, tornou-se o maior pontuador estrangeiro da história da liga italiana (13.957 pontos), um feito até hoje não superado.
Durante a passagem pela Europa, foi draftado pelo New Jersey Nets em 1984, em um dos drafts mais importantes da história, que envolveu nomes como Michael Jordan. Mas o “Mão Santa” recusou a proposta para continuar defendendo a seleção brasileira. Anos depois, em 1987, o ala mostrou seu basquete aos americanos com 46 pontos essenciais, conquistando o ouro do Pan-Americano após os estadunidenses abrirem uma vantagem de 20 pontos.
No ano seguinte, em 1988, disputou mais uma Olimpíada, sediada em Seul, na qual a seleção ficou em 5° lugar. Oscar marcou impressionantes 55 pontos contra a Espanha — um recorde de pontuação em uma única partida olímpica que permanece intacto. Após os Jogos de 1992, Schmidt foi para a Espanha jogar no Valladolid, ficando duas temporadas lá e, em seguida, retornando para o basquetebol brasileiro.
Em 1996, jogou sua última Olimpíada pela seleção, na qual estabeleceu mais um recorde: o de maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos (1.093 pontos). No Brasil, encerrou sua carreira pelo Flamengo em 2003 com outra marca histórica — superada por LeBron James apenas em 2024 — de maior cestinha da história do basquete, com 49.973 pontos.
Oscar Schmidt contribuiu imensamente para o esporte e, por isso, foi eternizado no Hall da Fama (Naismith Memorial Basketball Hall of Fame), mesmo sem ter atuado na NBA. Indiscutivelmente, ele é o maior de todos os tempos do Brasil e um dos gigantes do basquete mundial, deixando um legado eterno como lenda do esporte.
Foto: Reprodução Jota Erre/AGIF
Por: Isaque Ramos
A pouco mais de um mês para a convocação final da seleção brasileira para a Copa do Mundo (marcada para o dia 18 de maio), o nome de Neymar Jr. talvez seja a maior incógnita da lista do técnico Carlo Ancelotti. Após um ciclo marcado por lesões graves, como a ruptura do ligamento cruzado anterior e do menisco do joelho esquerdo, ocorrida em outubro de 2023, o craque do Santos luta para mostrar que ainda tem futebol para estar no maior palco do futebol mundial e, mais do que isso, para vestir a camisa 10 da seleção brasileira.
Após as lesões de LCA e do menisco em 2023 que o afastaram por mais de um ano dos gramados, Neymar decidiu, em janeiro de 2025, retornar à sua casa, a Vila Belmiro, em uma tentativa não só de recuperar o seu bom futebol, mas também se aproximar do torcedor brasileiro, e, é claro, ficar em evidência visando a próxima Copa do Mundo. A volta de Neymar Jr. ao futebol brasileiro tem sido marcada por altos e baixos. Embora decisivo tecnicamente, Neymar ainda luta contra seu próprio corpo para estar em campo, motivo pelo qual o craque disputou apenas 25 partidas no ano de 2025, sofrendo quatro lesões durante seu ano de volta ao futebol brasileiro e sendo desfalque do Peixe por mais da metade do Campeonato Brasileiro. Ainda assim, Neymar marcou 11 gols e distribuiu 4 assistências em 25 jogos em 2025, números que são até considerados bons, mas, tratando-se do maior artilheiro da história da seleção, deixa a desejar.
Em 2026, porém, Neymar aparenta estar melhor fisicamente, sem sofrer nenhuma lesão grave na temporada, e, muito por isso, aliado ao fato de ainda ter um enorme apelo popular, a presença do camisa 10 do Santos na lista final de Carlo Ancelotti ainda não é descartada, apesar de seu nome não ter sido chamado para os amistosos contra França e Croácia, os últimos antes da convocação final. O técnico Carlo Ancelotti, sempre que perguntado, faz questão de deixar claro a sua admiração pelo craque, mas afirma que só levará para o torneio quem estiver “100% fisicamente”, nas palavras do treinador. Porém, mais recentemente, o treinador italiano da seleção brasileira declarou que Neymar “está no caminho certo para voltar à seleção”, o que reforça a ideia de que o nome de Neymar nunca é descartado pela CBF.
Vale pontuar que Neymar ainda é visto como a grande referência dos principais nomes da seleção. Rodrygo, que está lesionado e não disputou a Copa, chegou a declarar que “não teria a mesma graça disputar a Copa sem o Neymar”, declaração que gerou debates sobre se a influência do craque santista é realmente benéfica para a seleção brasileira.
Até o dia da convocação final para a Copa do Mundo, o Santos de Neymar ainda tem nove partidas para disputar. Resta saber se essas nove partidas serão suficientes para carimbar a presença do jogador no mundial em junho, mas uma coisa é certa: sendo chamado ou não, o nome do ex-camisa 10 da seleção será muito comentado nesse período.
Ancelotti revela a lista final de convocados no dia 18 de maio, e o Brasil estreia na Copa do Mundo FIFA 2026 no dia 13 de junho, contra o Marrocos, às 19h00, em Nova Jersey.
Alexia Dagba. Foto: Reprodução do Instagram/ @lexia_012
Por: João Pedro Marins
Alexia Dagba é uma das figuras da nova geração do basquetebol brasileiro, destacando-se como uma ala-pivô de rara combinação entre vigor físico e refinamento técnico. A atleta teve uma ascensão meteórica no cenário nacional, fazendo com que, hoje em dia, ela jogue no basquete universitário americano por Georgetown, na NCAA.
“O basquete foi apresentado pra mim em um shopping”
Filha de pai senegalês, Alexia disse ao Portal Echoa que o esporte sempre fez parte de sua vida, por conta de seu pai ter jogado futebol na África durante a juventude. Mas, perguntada sobre seu primeiro contato com a bola laranja, Alexia revelou que foi em um shopping, onde uma treinadora, após vê-la com sua família, a questionou se ela já havia jogado basquete. Na hora a surpresa foi grande, mas Alexia já chamava atenção por sua alta estatura tão jovem. Nesse momento, se deu a primeira “bola ao alto” da carreira da jogadora.
Ao ser questionada a que momento se foi dada a virada de chave em perceber que o basquete deixou de ser diversão e virou profissão, ela disse que foi quando chegou no SESI ARARAQUARA. Após ver diversas jogadoras profissionais e se atentar que era uma das mais jovens do elenco, pensou: “Cara, eu tenho que ir bem. Eu não posso errar, não posso atrapalhar”. Esse pensamento ajudou bastante com o amadurecimento do jogo e a profissionalização.
Mesmo não tendo participado em quadra do campeonato paulista e brasileiro pelo SESI ARARAQUARA, a jogadora reforçou a importância de fazer parte do grupo “Eu sinto que foi super essencial para minha carreira. Pois eu vi que para ganhar eu tenho que lidar com diversas situações, vi o que devo fazer estando atrás do placar, como ajo para ajudar meu time…”, Alexia disse que esses momentos foram de extrema importância para a conquista do sul-americano e o MVP. “O resultado foi o sul-americano, foi o mvp, foi o basquete universitário americano”.
A atleta disse ao Portal Echoa, que as principais dificuldades no basquete americano foram o físico e a exigência de um preparo físico maior para aguentar um basquete mais corrido e mais forte. “O basquete americano é completamente diferente porque eles são mais intensos, mais rápidos e mais fortes”. Além da barreira linguística, que foi um “problema” no início — “Quando eu vim pra faculdade, eu vim sem falar muito inglês”. Alexia falou que além de melhorar sua forma e seu inglês, ainda teve uma melhora em seu português.
Ela deixou claro a vontade e o prazer que é jogar pela seleção brasileira feminina de basquete. “Representar o Brasil sempre dá um frio na barriga, como se fosse a primeira vez. É uma honra sem tamanho saber que você está representando seu país.”, relatou ao Portal Echoa.
Érika, Adrianinha, Michael Jordan, dentre outros, foram espelhos no início da carreira de Alexia. “O primeiro que eu tive foi o Jordan. O que é uma loucura, porque hoje eu estudo em uma universidade patrocinada pela Jordan”. A atleta disse que desde nova assistia vídeos do 23, no YouTube e tentava replicar em uma quadra perto de casa. “Ele foi meu primeiro espelho. Penso como ele pensa. Foi a maior inspiração do meu processo no basquete.”
A falta de apoio financeiro no basquete feminino e a visão misógina de que a mulher “não é capaz de jogar basquete” foram fatores lembrados e falados por Alexia ao Portal Echoa.
“Eu não falo só no Brasil, mas sim em todo basquete mundial. Enquanto tiver essa visão da mulher no esporte, não iremos evoluir. Essa visão de que a mulher não é capaz, não é boa o suficiente, só prejudica o esporte feminino. Quando a gente corta essa visão e vê os dois gêneros com igualdade, conseguimos o apoio necessário para o esporte. Não sei como iremos mudar esse problema hoje, mas mudando ele, resolveremos todos os problemas de apoio financeiro.
A atleta também falou sobre o cenário do basquete universitário brasileiro e a necessidade de ajuda. Entretanto, a falta de apoio e projetos de base foram um problema destacado por Alexia. “Se você ajudar essas meninas no início, na base, com certeza no futuro terão muito mais garotas talentosas no Brasil. Tenho certeza.” Encerrando, assim, sua entrevista ao Portal Echoa.
A matéria foi escrita 1 (um) dia antes da jogadora sair do time de Georgetown pela NCAA.
Foto: Managing Madrid
Por: João Paulo Fonseca
Com o fim da Data Fifa, muito se comentou sobre o desempenho da Seleção Brasileira nos jogos amistosos, com alguns torcedores apontando cenário de terra arrasada após a derrota para a França, enquanto depois da vitória sobre a Croácia um ar mais esperançoso pairou sobre os brasileiros. É do DNA do torcedor ser passional, porém, é possível traçar os erros e acertos de Ancelotti nos confrontos.
O desempenho da seleção contra a França deixou a desejar em diversos aspectos, o sistema coletivo brasileiro foi superado com relativa facilidade pelo do time francês, porém o que mais chamou atenção foi a falta de capacidade de alteração individual pelos craques do elenco, principalmente por Vini Jr. e Raphinha, que realizaram uma de suas piores atuações com a amarelinha. O principal destaque individual positivo foi a atuação de Luiz Henrique, que ao entrar conseguiu criar grandes chances desde sua entrada e praticamente carimbou sua vaga na Copa do Mundo.
Mas é importante manter em mente que a seleção francesa possui um trabalho estável desde 2012, com Deschamps mantendo a identidade, um tipo de jogo que varia conforme o ciclo dos jogadores, mas a base se mantém, enquanto o trabalho de Ancelotti é recente, que se iniciou ano passado. Tal pensamento expõe a diferença dos trabalhos, e explica os motivos da disparidade entre os jogos coletivos de França e Brasil. Por isso, o resultado não é algo dramático, é possível prever uma superioridade de um dos 3 favoritos para a Copa do Mundo sobre a seleção brasileira, porém ainda faltam cerca de dois meses para a competição, e é de conhecimento geral como as coisas podem mudar na Copa, mas pra isso acontecer, é necessário a aparição do brilho individual dos craques brasileiros.
No jogo contra a Croácia, a seleção demonstrou uma superioridade sobre a seleção croata, que possui um ciclo mais fraco em relação a 2018 e 2022, com superioridade em chutes ao gol e com uma posse de bola mais objetiva, mesmo que não tenha sido uma atuação brilhante da seleção. O que faltou no jogo contra a França, sobrou contra os croatas, o talento individual apareceu, no primeiro gol um belo passe de Matheus Cunha para Vini Jr. realizar uma belíssima assistência para o volante Danilo, ao driblar três marcadores ao mesmo tempo. Enquanto no segundo tempo, após o gol de empate da Croácia, a estrela de Endrick brilhou novamente com a camisa da amarelinha, um pênalti sofrido e uma assistência realizadas pelo atacante de 19 anos que mudaram o jogo e garantiram a vitória para a seleção canarinho.
Com isso, o debate sobre a convocação final de Ancelotti retorna aos holofotes ao final dessa Data Fifa, com poucas vagas em aberto, alguns jogadores que ainda não estão garantidos circulam entre os possíveis convocados para a lista final, como Endrick, Neymar e Lucas Paquetá, cabe ao mister analisar o momento atual de cada um dos jogadores, a forma física e o poder de decisão que vem sendo demonstrado nos últimos anos com a camisa do Brasil para decidir quem terá seu lugar na competição de clubes mais importante do planeta.
Yago Dora, Gabriel Medina, Filipe Toledo e Ítalo Ferreira. Fotos: Nic Stephens/WSL, Tiago Diz/WSL e Cait Miers/WSL
Por: Henrique Pereira
A nova temporada do surfe mundial será marcada por diversas alterações, tanto no regulamento quanto no calendário. A principal delas é a volta do formato antigo para a definição do campeão. De 2021 até o ano passado, os 5 melhores colocados no ranking feminino e masculino se reuniam no Finals, evento em dia único para definir os vencedores de cada categoria. O título ficava com quem levasse a melhor no sistema de mata-mata. No entanto, para o ano de 2026, a WSL retorna ao modelo utilizado até 2019. O surfista que acumular mais pontos ao longo das 12 etapas do calendário será coroado campeão do mundo.
Somado a isso, também houve mudança na parada final do circuito. Até 2019, o campeonato sempre foi finalizado em Pipeline, no Havaí, a mais famosa etapa do surfe mundial. Em 2026, as ondas havaianas voltam a fechar a temporada, assim como ocorria antes da pandemia da Covid-19. E diferentemente das outras etapas do CT, que distribuem 10.000 pontos padrões, o Pipe Masters valerá 15.000 pontos para o ranking, sendo mais uma novidade na modalidade.
Além dessas modificações, também há o lançamento de uma inédita parada no circuito - Raglan, na Nova Zelândia. A etapa vem para substituir Jeffreys Bay, na África do Sul, e será a quarta da temporada, após as três primeiras na Austrália. A justificativa para tal alteração é a tentativa da organização em equilibrar o CT com mais manobras para a esquerda, característica das ondas neozelandesas.
Em adição à nova etapa e à final em Pipeline, outra grande mudança para 2026 está no formato das baterias. O round de repescagem foi excluído e não existirá mais a possibilidade de segunda chance após a estreia, ou seja, os surfistas que perderem serão eliminados do evento. Com isso, não haverá baterias com três atletas, apenas confrontos diretos de um contra um.
Para finalizar as alterações, um novo formato será utilizado. No atual CT, nove eventos da chamada “temporada regular" serão realizados antes que o número inicial de competidores - 36 homens e 24 mulheres - seja reduzido. Após a linha de corte, 24 homens e 16 mulheres disputarão os três eventos finais da "pós-temporada", em Abu Dhabi, Portugal e Pipeline, na sequência. Os surfistas levarão apenas seus melhores sete dos nove resultados da temporada regular para a próxima fase. Por fim, vale ressaltar o aumento da quantidade de mulheres na disputa, passando de 18 para 24 surfistas.
Para 2026, o Brasil chega ainda mais forte na busca do título. A renomada Brazilian Storm conta com 10 atletas neste ano, sendo 9 homens e 1 mulher. O país conta com um quarteto de elite, formado por campeões mundiais: Ítalo Ferreira, campeão em 2019, Filipe Toledo, bicampeão em 2022 e 2023, Yago Dora, atual vencedor do FInals e defensor da lycra amarela, e Gabriel Medina, tricampeão em 2014, 2018 e 2021. Além do esquadrão, Miguel Pupo, João Chianca, Alejo Muniz, Samuel Pupo e o estreante Mateus Herdy completam a delegação brasileira no masculino. Já no feminino, Luana Silva é a única representante, visto que a medalhista olímpica Tatiana Weston-Webb está afastada após a sua primeira gravidez e só deve retornar ao Tour em 2027.
Para a atual temporada, os olhos dos fãs se voltam para Medina, que volta como “wildcard” ao circuito após mais de um ano longe dos mares, em um momento de “novo começo”, definido por ele mesmo com essas palavras. Aos 32 anos, a maior esperança do povo brasileiro sonha com a conquista do título para se tornar tetracampeão mundial.
A temporada do surfe tem início neste mês de abril, com a etapa de Bells Beach, na Austrália, cuja janela ficará aberta entre os dias 1º e 11, e segue até dezembro, finalizando com Pipe Masters. A tempestade brasileira vai com tudo na missão de defender o título no masculino e trazer o troféu inédito no feminino.
Marty Reisman. Foto: People
Por: Rafael Bittencourt
Marty Reisman foi um dos personagens mais importantes para o tênis de mesa. Nascido em 1930, em Manhattan, ele teve uma infância bem complicada devido às relações com seus pais. Com um pai taxista e viciado em apostas, Marty precisava encontrar uma forma de preencher sua cabeça para fugir da realidade e assim encontrou o pingue-pongue.
Enquanto criança, achou uma mesa de pingue-pongue comunitária no parque que era próximo a sua casa e rapidamente tomou gosto pelo esporte. Aos 12, já apostava dinheiro em partidas e, em poucos meses, foi levado para um bar clandestino por um agiota que apostava e ganhava dinheiro em cima de suas partidas. Lawrence´s Broadway Table Tennis Club era o bar que Marty teve mentores, rivais e amigos que fizeram parte da construção da sua identidade e da forma de jogar. Após ir se aperfeiçoando, aos 14, já conseguia se sustentar com o dinheiro do jogo.
Completamente obcecado pelo esporte, ele passava o dia todo, todo dia, treinando e jogando, algo que acarretou a sua expulsão da escola. Mas para Marty, isso não era um problema, tudo que ele precisava aprender, para ele, estava na mesa do jogo. Com seu jeito peculiar de jogar, Reisman ficou conhecido pela forma de jogar fazendo acrobacias e truques que entretinham o público.
Apesar de ser um dos melhores jogadores da sua época, Reisman nunca foi campeão mundial. O mais longe que ele chegou foi em 1949, onde conquistou 3 medalhas de bronze: individual masculino, equipe masculina e duplas mistas. Ainda assim, continuou acumulando diversas medalhas, vitórias e reconhecimento ao longo do tempo.
Devido ao seu carisma e habilidade, no início de 1950, começou a fazer apresentação com os Harlem Globetrotters, grupo de basquetebol americano que viajava o mundo fazendo apresentações performáticas, transformando assim o tênis de mesa em entretenimento para grandes plateias.
Fora do esporte, sua vida foi bastante intensa. Visando conseguir mais dinheiro, Marty acabou herdando o vício em apostas do pai, viajando o mundo e até se envolvendo com contrabando, fazendo com que vivesse no limite.
Suas polêmicas e temperamento não o impediam de demonstrar admiração profunda por grandes jogadores do esporte, em especial, Alex Ehrlich, um judeu polônes, membro da resistência francesa, que apenas foi poupado na câmara de gás após um nazista o reconhecer como campeão de tênis de mesa.
Marty seguiu jogando e ensinando tênis de mesa por muito tempo. Casou-se, teve uma filha e abriu até o seu próprio clube de tênis. Mesmo com crises de ansiedade adquirida com o tempo, nunca abandonou o jogo que construiu sua forma de ver o mundo.
Afinal, além de títulos, sua vida foi marcada pela paixão pelo jogo, visto que o via mais, não só como uma competição, mas como uma forma de viver e se expressar naquilo que ele era realmente bom.
George Russell comemorando a primeira vitória da temporada. Foto: William West / AFP
Por: Henrique Pereira
A temporada de 2026 da Fórmula 1 deu a largada na madrugada deste domingo, no Grande Prêmio da Austrália, realizado em Melbourne. Após conquistar a pole position na classificação de sábado, George Russell confirmou o favoritismo na prova e venceu a primeira do ano. O pódio foi completado por seu companheiro de equipe, Kimi Antonelli, e por Charles Leclerc, da Ferrari. Já o brasileiro Gabriel Bortoleto fez uma prova com muita ação e muitas ultrapassagens no decorrer, fechando na nona posição e garantindo seus primeiros pontos na temporada.
A corrida começou com disputas intensas desde a largada, com Leclerc aproveitando um início ruim do pole position e Russell pulando da quarta colocação para a liderança antes da primeira curva, enquanto Lewis Hamilton também ganhou posições e chegou ao terceiro lugar, após largar em sétimo. Algumas voltas depois, o piloto da Mercedes recuperou o posto de líder do GP, travando diversas batalhas com o monegasco da Ferrari na briga pela posição.
Já o tetracampeão Max Verstappen realizou uma bela corrida de recuperação, sendo eleito pelo público digital o “Piloto do dia”. O holandês bateu no muro nos treinos e deixou a classificatória sem completar nenhuma volta. No domingo, largou em 20º e escalou o pelotão aos poucos, terminando a prova na sexta colocação.
Por outro lado, Lando Norris, atual campeão mundial, fez uma corrida morna e terminou apenas na quinta posição, demonstrando uma notória diferença entre sua McLaren e os carros da Ferrari e da Mercedes. A surpresa negativa do fim de semana foi seu companheiro de equipe, Oscar Piastri, que bateu antes da volta de apresentação e sequer largou com os demais pilotos. Uma decepção para toda a torcida australiana, que esperava por uma boa exibição do piloto da casa.
A temporada de 2026 da Fórmula 1 marca uma das maiores reformulações técnicas da história da categoria. Os novos regulamentos introduzem carros menores, mais leves e mais estreitos, com redução no peso mínimo e mudanças nas dimensões para torná-los mais ágeis.
Além disso, a aerodinâmica foi redesenhada e passou a contar com sistemas de aerodinâmica ativa, capazes de alterar o ângulo das asas durante as corridas, com a substituição do tradicional DRS pela adoção do “overtake mode”. O piloto do carro de trás poderá usá-lo quando estiver a menos de 1 segundo de distância do adversário mais próximo no ponto de detecção na volta. Tal alteração tem o objetivo de aumentar as velocidades nas retas e ampliar as chances de ultrapassagem. No entanto, necessita grande atenção dos pilotos no seu manuseio, exigindo controle para administrar a energia do carro.
Outra mudança importante ocorre nas unidades de potência. Os motores continuam sendo híbridos, mas contam com maior participação elétrica: cerca de 50% da potência. Assim como o “overtake mode”, também é preciso um gerenciamento cuidadoso por parte dos pilotos para o equilíbrio competitivo e estratégico nas corridas. No GP da Austrália, alguns pilotos enfrentaram dificuldades na largada, demonstrando que as novas alterações já impactam bastante na pista.
Além dessas, ainda houve a chegada de mais uma equipe no grid. Trata-se da Cadillac, que veio com um projeto promissor, porém com pouca esperança de disputa entre as primeiras posições entre os construtores. Os veteranos Sergio Perez e Valtteri Bottas retornam à Fórmula 1 para correr pela nova equipe e a categoria volta a contar com 22 pilotos no paddock, fato que não ocorria desde 2016.
Diante desse novo cenário de mudanças na principal competição de automobilismo mundial, a expectativa é de uma temporada marcada por adaptações constantes das equipes e dos pilotos às novas regras. O desempenho dominante da Mercedes na etapa de abertura pode indicar uma vantagem inicial no desenvolvimento do carro, mas é cedo para cravar um favorito em um campeonato que promete equilíbrio entre as principais equipes do grid, diferentemente do que foi visto nos últimos anos com o domínio da Red Bull e da McLaren.
Para o Brasil, o início positivo de Gabriel Bortoleto também gera expectativa ao longo do campeonato. Com pontos já na primeira corrida e demonstrando bom ritmo em meio às mudanças do regulamento, o jovem piloto promete desempenhar ainda melhor em 2026 e entregar orgulho para o povo brasileiro, que há tempos anseia por sucesso no automobilismo.
Charles do Bronxs comemora vitória sobre Max Holloway no UFC 326. Foto: Jeff Bottari/Zuffa LLC
Por: Pablo Silva
Na noite de 7 de março de 2026, a T-Mobile Arena, em Las Vegas, foi palco da quarta disputa do cinturão BMF (Baddest Motherfucker). O título, que coroa o lutador "mais durão" da organização, foi decidido na revanche histórica entre o brasileiro Charles "do Bronx" Oliveira e o havaiano Max "Blessed" Holloway.
O UFC 326 contou com 12 combates, divididos entre sete lutas preliminares e cinco no card principal. Para o Brasil, o saldo da noite foi amplamente positivo: dos cinco atletas do país no octógono, quatro saíram vitoriosos. Logo no início, Rodolfo Bellato garantiu um nocaute técnico sobre Luke Fernandez. Na sequência, o estreante Rafael "Bipolar" Tobias acabou superado pelo cazaque Diyar Nurghozay em decisão unânime. Outro destaque do card preliminar foi a finalização plástica de Alberto Montes, que aplicou um triângulo de mão em Ricky Turcios.
O card principal abriu com o reencontro entre Gregory "Robocop" Rodrigues e Brunno "Hulk" Ferreira. Robocop precisou de apenas 1min e 47s para conectar um direto de encontro devastador, encerrando a fatura por nocaute. O evento seguiu com Drew Dober nocauteando Michael Johnson com um potente direto de esquerda — forte candidato ao bônus de performance da noite. No penúltimo embate, Caio Borralho manteve sua ascensão ao vencer Reinier de Ridder por decisão unânime.
No evento principal, o esperado duelo entre Holloway e Oliveira apresentou um cenário surpreendente. Enquanto muitos previam uma trocação franca em pé, Charles do Bronx demonstrou inteligência estratégica e domínio total no solo. Durante os 25 minutos de luta, o brasileiro impôs um "monólogo" técnico com cerca de 20 minutos de domínio de solo, frustrando as defesas do havaiano e vencendo todos os cinco rounds. Com a conquista do título BMF, Oliveira reafirma sua posição como o problema da divisão e se coloca novamente na rota pelo cinturão dos pesos-leves.
Rodrigo Castillo comemorando gol da vitória contra o Flamengo na Argentina. Foto: Gustavo Garello/AP
Por: João Pedro Marins
A final da Recopa Sul-americana de 2026 será decidida no Maracanã nesta quinta-feira (26), em uma final entre Flamengo e Lanús, no Maracanã
O clube argentino venceu o Flamengo por 1 a 0, no Estádio La Fortaleza, na Argentina. O atacante Rodrigo Castillo marcou o gol que deu a vitória ao clube.
Após marcar 3 gols e ter 2 gols bem anulados por impedimento pelo VAR, o atacante Rodrigo Castillo, marcou o gol que decidiu o jogo aos ‘77 minutos.
Com esse resultado, o Lanús chega ao Rio de Janeiro jogando pelo empate. Mas caso o flamengo ganhe de 1 gol de diferença, o jogo será levado para mais 30 minutos de prorrogação e caso persista o resultado, o jogo será decidido nos penaltis. O Flamengo, comandado por Filipe Luís, terá sua nação apoiando durante os 90 minutos e buscará a reversão do placar no tempo normal.
Esta final de Recopa Sul-americana coloca de frente os campeões dos dois principais campeonatos sulamericanos. O Flamengo que encantou a América e o mundo com seu futebol coletivo e versátil, tem a frente o Lanus, que com um futebol mais cadenciado e objetivo.
Essa é a segunda vez que as equipes se enfrentam em uma competição internacional. A primeira foi em 2011, pela Copa Libertadores, no qual o clube rubro-negro empatou o primeiro confronto em 1-1 e venceu o segundo confronto pelo placar de 3-0. O Flamengo vai em busca do bicampeonato, enquanto o Lanus busca um título inédito para a ‘hinchada’ Argentina.
Para quem gosta de dados, o clube da Gávea tem uma ótima estatística a seu favor, Nas 32 edições da Recopa, o campeão da Copa Libertadores ficou com o título em 21 ocasiões (65,63% das ocasiões).
Entretanto, para os secadores de plantão e para a torcida do Lanus, nos últimos 5 anos, apenas 2 vezes o campeão da libertadores conseguiu levantar a taça.
Teremos um jogo bastante disputado e corrido, com o Flamengo buscando mudar esse cenário a desde do início do jogo.
Foto: João Pires/Fotojump
Por: Henrique Pereira
O Rio Open 2026, de 14 a 22 de fevereiro, ficou marcado por contrastes dentro e fora das quadras do Jockey Club Brasileiro. Entre paralisações causadas pela chuva, partidas interrompidas pelo calor intenso e uma campanha irregular dos brasileiros no simples, o maior torneio sul-americano de tênis terminou com um argentino levantando o troféu mais importante da semana e com o Brasil encontrando alívio apenas nas duplas.
A edição deste ano enfrentou dificuldades climáticas que impactaram diretamente a programação. As chuvas recorrentes provocaram atrasos e suspensões de partidas ao longo da semana, enquanto o forte calor no Rio de Janeiro levantou debates sobre desgaste físico dos atletas e a necessidade de pausas médicas mais frequentes.
A organização precisou ajustar horários e redistribuir confrontos, o que alterou a rotina de jogadores e público. Ainda assim, as arquibancadas mantiveram boa presença, sobretudo nos jogos com brasileiros em quadra.
No simples, a campanha brasileira ficou aquém das expectativas. João Fonseca, a maior esperança brasileira, ficou pelo caminho logo nas oitavas de final, frustrando a torcida que lotou o complexo em busca de uma trajetória mais longa. Além dele, os demais compatriotas também caíram cedo na competição. A falta de consistência nos momentos decisivos e o alto nível dos adversários estrangeiros pesaram contra os representantes nacionais.
A decisão do torneio confirmou o protagonismo estrangeiro. O título ficou com o argentino Tomás Etcheverry, que superou de virada o chileno Alejandro Tabilo na final em uma partida marcada por equilíbrio e intensidade no saibro carioca, fechando em 2 sets a 1 (3-6, 7-6 e 6-4). Com forte desempenho no fundo de quadra e consistência nos ralis longos, Etcheverry confirmou o bom momento do tênis argentino no circuito sul-americano, reforçando a tradição dos hermanos em torneios disputados no saibro, superfície predominante no calendário latino-americano.
Se no simples o saldo foi negativo, nas duplas o cenário foi diferente. A parceria brasileira de João Fonseca e Marcelo Melo conseguiu avançar com regularidade ao longo da semana e garantiu o título, levando a torcida ao delírio na decisão contra o alemão Constantin Frantzen e o holandês Robin Haase. Assim como no simples, o título veio de virada, em 2 sets a 1 para os brasileiros (4-6, 6-3 e 10-8 no “super tiebreak"), com um desempenho que mostrou competitividade e entrosamento, além de servir como resposta positiva diante das eliminações precoces no individual.
O Rio Open 2026 termina com a sensação de que o Brasil ainda busca protagonismo no simples, em especial com João Fonseca, enquanto encontra nas duplas um caminho mais consistente para conquistas. Entre o calor intenso, as interrupções por chuva e a intensidade típica do saibro carioca, o torneio reafirma sua posição como principal evento do tênis sul-americano no calendário da ATP.
Milão-Cortina 2026. Foto: Getty Images
Por:Stela Nunes
ORIGENS:
Realizada de quatro em quatro anos, as Olimpíadas de Inverno são a maior competição do mundo que reúne esportes de inverno disputados no gelo e na neve. O evento possui antecedentes nas competições que ocorriam na Península Escandinava (como Suécia e Noruega), chamados Jogos Nórdicos, em 1901. Contudo, foi oficializado apenas em 1925 como “Jogos Olímpicos de Inverno”, uma vez que a cerimônia teve sua primeira edição em 1924, em Chamonix, no coração dos Alpes Franceses e era chamada de “Semana Internacional de Desportos de Inverno”.
EDIÇÃO DE 2026:
Esse ano, os Jogos acontecem em duas áreas da Itália: Milão, para esportes urbanos, como patinação artística e hóquei no gelo; e Cortina d’ Ampezzo, nos Alpes Italianos, para esqui alpino e snowboard, por exemplo.
Com os mascotes Tina e Milo, que representam o espírito das cidades italianas sediadas nesta edição, a competição que celebra a excelência humana nos esportes conta com dois grandes grupos que dividem as modalidades.
Os esportes praticados na neve, como:
● Esqui nórdico
● Esqui estilo livre
● Snowboard
● Saltos de esqui
E os esportes praticados no gelo:
● Patinação artística
● Patinação de velocidade
● Hóquei no gelo
● Curling
Ainda há modalidades que utilizam da ajuda de trenós, bem como:
● Bobsled
● Luge
● Skeleton
COMO É O BRASIL NESSES ESPORTES?:
Embora, o Brasil não tenha uma forte cultura na realização de esportes no gelo ou na neve, já que somos um país majoritariamente tropical, temos alguns atletas de destaques, como:
● Isadora Williams - Primeira patinadora artística brasileira a se classificar para as Olimpíadas de Inverno em 2014.
● Edson Bindilatti - O piloto de bobsled liderou equipes brasileiras na modalidade e foi o precursor para que chegasse visibilidade e destaque nesses atletas.
● Lucas Pinheiro Braathen - Primeiro esquiador alpino brasileiro, o qual se consagrou como campeão masculino no slalom gigante com sua medalha de ouro nesta edição de 2026.
PRÓXIMAS EDIÇÕES:
O evento que tem duração de, aproximadamente, duas semanas, começou no dia 06 de fevereiro e termina neste domingo (22). Sua próxima edição será em 2030, nos Alpes Franceses, e será a primeira a integrar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno com os princípios da Agenda Olímpica de 2020 e 2020+5, que têm como foco a sustentabilidade, aumento da digitalização e credibilidade, engajar a juventude e proteger os atletas.
Lucas Pinheiro. Foto: Lance!
Por: Manuela Weissmann
Competindo em cinco esportes, brasileiros marcam presença em: esqui alpino, esqui cross-country, snowboard, skeleton e bobsled.
A delegação possui a seguinte divisão: Lucas Pinheiro Braathen, Christian Oliveira, Giovanni Ongaro e Alice Padilha no esqui alpino; Eduarda Ribera, Bruna Moura e Manex Silva no esqui cross-country; Pat Burgener e Augustinho Teixeira no snowboard; Nicole Silveira no skeleton; Edson Bindilatti, Davidson de Souza, Rafael Souza, Luis Bacca e Gustavo Ferreira no bobsled.
O Time Brasil estreou dia 10 de fevereiro, com o esqui cross-country, e encerrará suas participações dia 22 do mesmo mês, com o bobsled.
Na manhã deste sábado, 14, o Brasil se tornou o primeiro país da América Latina a garantir medalha olímpica nos Jogos de Inverno. Lucas Pinheiro Braathen conquistou o primeiro ouro da história do país no torneio. O brasileiro foi o primeiro na ordem de largada, dando início à prova de slalom gigante no esqui alpino. A prova consiste em duas descidas, na qual Braathen não saiu da primeira colocação. O atleta realizou o percurso com o tempo total de 2 minutos e 25 segundos, tendo pouco menos de um minuto à frente do segundo colocado, Marco Odermatt.
Lucas Pinheiro é nascido na Noruega e filho de mãe brasileira. Ele chegou a competir as Olimpíadas de Inverno pelo seu país natal em 2022, mas não alcançou o pódio. Em 2024, então, o esquiador trocou a nacionalidade no esqui alpino, passando a defender a delegação brasileira.
Foto: CBF
Por: Pablo Silva
A final da Supercopa do Brasil foi disputada pelo campeão brasileiro, Flamengo, e o campeão da Copa do Brasil, Corinthians, no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, com cerca de 71.244 pessoas fazendo uma linda festa principalmente por parte da torcida do time Paulista, que parecia estar jogando em Itaquera e não no Distrito Federal.
O primeiro tempo de jogo foi bastante disputado, com 13 finalizações e 16 faltas, e as duas equipes sempre brigando, principalmente entre os jogadores Pulgar e Matheuzinho, ex jogador do Flamengo
Logo nos primeiros minutos, o Flamengo teve uma boa chance com o chileno, Erick Pulgar, com um chute de fora da área, mas a bola foi desviada pela defesa do Corinthians e não conseguiram aproveitar essa chance.
Após uma jogada aérea do Timão lançada na área em um cruzamento, a bola acabou sobrando para Gabriel Paulista que conseguiu fazer seu primeiro gol pelo Corinthians, no qual Léo Pereira não conseguiu afastar a bola.
No fim do primeiro tempo, o colombiano Jorge Carrascal, acertou uma cotovelada em Breno Bidon, que fez os jogadores da equipe Paulista reclamarem acintosamente pedindo o cartão vermelho.
Antes do início do 2 tempo, após a análise do VAR, Rafael Klein expulsou o colombiano em um momento meio peculiar sem o jogo começar. Muitos jogadores acharam isso estranho. Depois disso, o Flamengo ficou com um jogador a menos sendo prejudicado. E não é a primeira vez que o Flamengo é interferido em 2026 por causa da arbitragem de vídeo, pois no último jogo do brasileirão contra o São Paulo, no final do jogo, um pênalti não foi marcado em cima do Arrascaeta.
Mesmo após a estreia do Lucas Paquetá, não surtiu efeito com o jogador perdendo um gol na pequena área e, no fim do jogo, com um contra-ataque matador, Yuri Alberto sacramentou a vitória.
Flamengo comemorando Libertadores. Foto: Wagner Meier/Getty Images
Por: João Paulo Barbosa
Supercopa e Recopa Sul-Americana
No futebol masculino brasileiro, o ano começou com a disputa da Supercopa Rei, entre Botafogo e Flamengo, campeões do Brasileirão e da Copa do Brasil de 2024, respectivamente. O vencedor foi o clube rubro-negro, após a vitória por 3x1 no estádio Mangueirão, em Belém.
O Botafogo, campeão da CONMEBOL Libertadores 2024, também disputou a Recopa Sul-Americana, contra o Racing, campeão da CONMEBOL Sulamericana 2024, e acabou sendo derrotado, perdendo ambos os jogos por 2x0.
Estaduais pelo Brasil
Durante os meses de março e abril tivemos as definições dos campeões estaduais do ano de 2025. Alguns campeões do nordeste foram Ceará, no campeonato cearense, chegando ao seu 47° título, enquanto na Bahia, a taça foi para o Bahia pela 51° vez, já em Pernambuco, o título foi para o Sport, que conquistou seu 45° título.
Na Região Sul, o destaque vai para o Campeonato Gaúcho, que terminou com o Internacional levantando a taça após nove anos de jejum, que contaram com o maior rival do colorado, O Grêmio, conquistando um octacampeonato consecutivo.
Enquanto na região Sudeste, O Atlético Mineiro conquistou o campeonato mineiro pela 50° vez, sendo essa a sexta vez consecutiva, após derrotar o América-Mg. No campeonato paulista o Corinthians ergueu o troféu ao vencer o seu maior rival, o Palmeiras, nas finais do campeonato, assim encerrando um jejum de 6 anos sem taças para o alvinegro. Enquanto no Rio de Janeiro, pelo segundo ano consecutivo, O Flamengo foi o Campeão Carioca, batendo o Fluminense nas finais do torneio, com isso, chegando aos 39 titulos do torneio, o que marcou o segundo título do time de Filipe Luís no ano.
Torneios pela Europa
O mês de maio foi um mês de resoluções nos principais campeonatos nacionais na Europa, e claro, na Champions League. A Serie A italiana terminou com o Napoli conquistando o tetracampeonato, após uma corrida ponto a ponto com a Inter de Milão. Já na Bundesliga, após uma quebra de sequência na temporada 23/24, O Bayern de Munique voltou a conquistá-la, chegando ao seu 34° título alemão. Em La Liga, O Barcelona voltou a conquistar o Campeonato Espanhol com Lamine Yamal e Raphinha liderando o 28° título para o time catalão. Na Premier League, o Liverpool venceu o Campeonato Inglês pela 20° vez, o treinador Arne Slot venceu o torneio em sua primeira temporada no comando dos Reds. Já em território francês, O PSG venceu novamente a Ligue 1, vencendo pela 13° vez. Porém, não foi apenas isso que os Parisienses venceram, eles também conquistaram o torneio mais importante da Europa, a Champions League, após uma vitória histórica sobre a Inter de Milão por 5x0, sendo esse, mais um vice amargado pelo time italiano na temporada.
Copa do Mundo de Clubes
A Copa do Mundo de Clubes da Fifa teve a sua primeira edição no ano de 2025, e contou com 4 clubes brasileiros, Fluminense, Flamengo, Botafogo e Palmeiras. Botafogo e Flamengo foram eliminados nas oitavas de final, por Palmeiras e Bayern de Munique, respectivamente. O Palmeiras caiu nas quartas para o Chelsea, enquanto o Fluminense foi o brasileiro que chegou mais longe, até as semi, quando também foi derrotado para os Blues, que posteriormente, se sagrariam campeões após derrotarem o PSG na final por 3x0.
Retorno ao continente Sul-Americano
No último trimestre de 2025, terminaram os principais torneios do futebol sul-americano. Na Copa Sul-Americana, O Atlético-MG foi derrotado pelo Lanús nos pênaltis, a derrota contou com Hulk desperdiçando sua cobrança. Enquanto pela Copa do Brasil, o Corinthians derrotou o Vasco nas finais do torneio, com o último jogo sendo uma vitória sobre o cruzmaltino por 2x1 em pleno Maracanã.
Já o Flamengo terminou 2025, com chave de ouro, após vencer o Campeonato Brasileiro pela Nona vez, com 79 pontos, e ao vencer a CONMEBOL Libertadores, se sagrando o primeiro clube brasileiro tetracampeão após a vitória sobre o Palmeiras por 1x0 no embate final.
Porém, o clube rubro-negro amargou uma derrota na final do Intercontinental de Clubes, ao confrontar o Paris Saint-Germain, no tempo normal, o jogo terminou em um empate por 1x1, porém nos pênaltis, o PSG venceu o Flamengo por 2x1.
Memphis Depay foi o autor do gol do título da Copa do Brasil para o Corinthians. Foto: Wanderson Oliveira/PxImages/GazetaPress
Por: Pablo Silva
O Rio de Janeiro foi palco de uma grande festa alvinegra na tarde deste domingo. Mesmo com o apoio massivo da torcida vascaína (67.111 presentes) no Maracanã, o Vasco não conseguiu pelo menos o empate necessário para levar a decisão da Copa do Brasil 2025 aos pênaltis e viu o Corinthians confirmar o título nacional, a quarta Copa do Brasil do clube. Com uma atuação defensiva segura e inteligente, gols de Yuri Alberto e Memphis Depay, o time paulista soube administrar a vantagem construída ao decorrer do jogo e saiu com a taça.
Desde os primeiros minutos, o Vasco tentou impor um ritmo intenso, apostando na pressão alta e nas jogadas pelas laterais. Utilizando o Andres Gomez e os seus laterais Pumita e PH. Porém, logo aos 10 minutos, o Corinthians conseguiu esfriar o jogo e assumir o controle do meio de campo. Trazendo o Memphis para fazer a função que o Garro fez no último jogo. Assim, acabou atraindo a marcação de um dos zagueiros. Essa mudança tática foi primordial, pois abriu espaço no limite da linha de impedimento para o Yuri Alberto que abriu o placar e teve a oportunidade logo em seguida de fazer o segundo gol. Com o final do primeiro tempo se aproximando, o Corinthians abaixou suas linhas, fazendo assim o Vasco acabar tendo mais chances de ataque e empatando o jogo com um cruzamento preciso do Andres Gomez e cabeceio firme do português Nuno Moreira.
No segundo tempo, o Corinthians mostrou maturidade e uma excelente defesa em bloco. O que já havia sido mostrado no jogo de ida contra o Cruzeiro. Soube esfriar o jogo quando necessário, controlar a posse de bola nos momentos decisivos e explorar o desespero do Vasco nos contra-ataques. Fazendo assim seu segundo gol, que surgiu de um drible genial do Breno Bidon em cima do Cauã Barros e terminou nos pés do Memphis Depay. Mesmo sob forte pressão nos minutos finais, a equipe paulista manteve a concentração e garantiu o resultado que lhe assegurou o título. Com isso, o clube paulista termina a competição com 100% de aproveitamento fora de casa. Foram 5 jogos e 5 vitórias.
Com o apito final, a festa tomou conta do gramado e das arquibancadas destinadas à torcida visitante. O Corinthians celebra mais uma conquista nacional em sua história, enquanto o Vasco sai de cabeça erguida, reconhecendo o esforço, mas lamentando por ficar mais um ano sem título em sua gigante história.
Foto: Wagner Meier/Getty Images
Por: Henrique Pereira
A cidade do Rio de Janeiro teve ponto facultativo decretado ontem, a partir do período da tarde, em razão da realização de dois jogos de grande apelo popular envolvendo clubes cariocas. A medida esteve diretamente relacionada às partidas entre Flamengo e Paris Saint-Germain (PSG) e Vasco da Gama e Corinthians, que mobilizaram torcedores, alteraram a rotina urbana e impactaram o funcionamento de serviços públicos e privados.
O jogo do Flamengo contra o Paris Saint‑Germain, pela Copa Intercontinental de Clubes, disputado no período da tarde, teve repercussão internacional e concentrou elevada audiência televisiva. Já o confronto noturno entre Vasco da Gama e Corinthians, válido pela final da Copa do Brasil, importante competição nacional, também atraiu grande atenção do público e movimentou bares, praças e espaços de transmissão coletiva pela cidade.
O ponto facultativo decretado ontem, a partir de meio-dia, no Rio de Janeiro, motivado pelos jogos de Flamengo e Vasco da Gama, insere-se em uma prática recorrente da administração pública carioca: a flexibilização do expediente em dias de partidas consideradas excepcionais. A medida repete um padrão já observado em outros momentos do futebol nacional e internacional, quando o impacto simbólico e logístico dos jogos ultrapassa o campo esportivo.
Um dos exemplos mais emblemáticos ocorreu durante a Copa do Mundo de 2014, quando jogos da Seleção Brasileira motivaram pontos facultativos em diversas capitais, incluindo o Rio. Na época, o argumento central foi a redução do fluxo urbano e a prevenção de colapsos no trânsito e no transporte público, diante da expectativa de paralisação espontânea das atividades durante as partidas.
Situação semelhante foi registrada em 2019, quando o Flamengo disputou a final da Copa Libertadores da América. Mesmo com a decisão ocorrendo fora do país, o poder público fluminense adotou ajustes no funcionamento de repartições, reconhecendo a mobilização popular e a ocupação intensa de espaços públicos para a transmissão do jogo. Assim como agora, a justificativa envolveu fatores de ordem cultural, social e administrativa.
Mais recentemente, em decisões nacionais envolvendo clubes de grande torcida, como finais da Copa do Brasil ou jogos decisivos do Campeonato Brasileiro, o município e o estado já recorreram ao ponto facultativo parcial, geralmente a partir do meio-dia ou do fim da tarde. A estratégia busca equilibrar a manutenção mínima da rotina institucional com a previsível alteração do comportamento coletivo da população.
Em comparação a esses episódios, o ponto facultativo decretado ontem apresenta uma particularidade não vista anteriormente: a coincidência de dois jogos decisivos, envolvendo simultaneamente Flamengo e Vasco, os dois clubes mais populares do estado. Esse fator ampliou o alcance social da medida e fortaleceu o discurso oficial de que se tratava de uma situação excepcional, com potencial de impacto urbano superior ao habitual.
Especialistas em administração pública apontam que, embora o ponto facultativo não represente feriado nem obrigue o setor privado a aderir, ele funciona como um reconhecimento simbólico da centralidade do futebol na vida social carioca. Ao mesmo tempo, críticos alertam para o risco de banalização da medida, caso eventos esportivos passem a justificar interrupções frequentes do serviço público.
Para a prefeitura e o governo do estado, a iniciativa buscou conciliar a rotina institucional com um evento de forte impacto social, reforçando a centralidade do futebol na vida urbana carioca. A expectativa das autoridades é de que ações semelhantes continuem sendo avaliadas caso ocorram novos eventos capazes de mobilizar amplamente a população.
A comparação com outros episódios demonstra que o uso do ponto facultativo em dias de jogos não é uma inovação, mas parte de uma tradição político-administrativa que dialoga diretamente com a cultura esportiva local. No Rio de Janeiro, onde o futebol ocupa lugar central na identidade coletiva, decisões desse tipo tendem a se repetir sempre que partidas extrapolam o caráter esportivo e passam a influenciar de forma direta a dinâmica da cidade.
Big Three de Derroit comemorando ponto. Foto: NBA
Por: João Pedro Marins
Após anos no limbo, o Detroit Pistons está de volta ao mapa da NBA na temporada 2025/2026. Com um início de campanha surpreendente, a equipe demonstrou uma garra e uma identidade que remetem aos lendários "Bad Boys" do passado, mas com uma nova geração de talentos à frente.
Liderados pelo armador Cade Cunningham, de 24 anos, a defesa de garrafão de Jalen Duren e com a energia implacável do ala Ausar Thompson, o time de Detroit está mudando os ares da cidade. O front office dos Pistons conseguiu construir um elenco coeso e atlético em torno de seus jovens pilares, e os resultados estão aparecendo imediatamente. Com uma defesa impecável, física e que não dá espaço para os adversários, Detroit encontra o bom basquete que não era visto há anos.
A equipe, que passou por um processo de reconstrução intenso, conquistou 13 vitórias seguidas em 17 jogos. O que é um tanto quanto surpreendente, pois há 2 anos atrás, o Pistons teve uma sequência de 28 derrotas seguidas. Terminando a temporada com um doloroso 14-68. Pior temporada da história da franquia.
“O mais importante é que ainda estamos famintos por vitória. Nem todos aqui passaram [pela sequência de 28 derrotas] conosco, mas os caras que estavam aqui realmente entendem e ainda sentem que temos muito a provar”, disse Jalen Duren no final do mês passado. “Ainda temos muito espaço para crescer. Vai ser divertido, cara, acho que vai ser uma jornada incrível enquanto continuamos nesta temporada, melhorando e mostrando ao mundo, porque acho que as pessoas ainda não acreditam em nós. Conforme continuarmos provando que estão erradas, vai ser uma jornada divertida.”
Evolução de Cade Cunningham
Cade Cunningham, o líder indiscutível desta nova safra, está vivendo o seu melhor basquete na temporada 2025/2026. Superando as lesões que o assombraram no passado, o guard está atuando em nível de All-Star e se estabelecendo firmemente como um dos melhores armadores da liga.
Com médias de cerca de 26.9 pontos, 6.1 rebotes e 9.1 assistências, Cade não é apenas um pontuador de elite; ele é todo um time. Além de uma capacidade única de ser clutch (decisivo em momentos finais).
Após anos sendo uma incógnita, o armador se provou valer e virou o xodó da cidade. Decidindo jogos e entregando tudo que se esperava dele quando foi draftado.
Todo Isaiah Thomas tem seu Bill Laimbeer
Se Cunningham é o motor do ataque, Ausar Thompson, de 22 anos, é a âncora da defesa e o provocador dos Pistons. Thompson se consolidou como um dos defensores de perímetro mais temidos da liga, lembrando a ferocidade dos Bad Boys originais. Um jogador “chato” de ser enfrentado. Não tem tempo ruim para ele. Agressivo, feroz, rápido, imparavel… esse é Ausar Thompson no Perímetro.
Sua combinação de atletismo de elite, envergadura e instinto defensivo permite que ele marque múltiplas posições e force turnovers cruciais. Alem de uma defesa sólida, Ausar demonstrou uma constante evolução em outros pontos da quadra, sendo crucial para momentos de defesa quanto de ataque.
A volta dos Bad Boys
Com esse elenco jovem, atlético e sólido em Detroit, não é nada lunatico falar que “Os Bad Boys estão de volta!”.
Mantendo essa solidez que foi vista no início da temporada 2025/26 e a manutenção dos principais nomes, o Detroit se mostra assim como o OKC, Spurs e Wolves como um time jovem, forte e com sede de ser campeão. Sendo assim, um forte candidato a título nos próximos 10 anos.
Brahim Diaz e Hakimi. Foto: Reprodução do Instagram/@brahim
Por: Isaque Ramos
É cada vez mais claro como fatores socioculturais e históricos influenciam o esporte mais popular do planeta, às vésperas da Copa do Mundo FIFA 2026, é muito importante observar como a história e dinâmicas da sociedade atual ultrapassam fronteiras e passam a se manifestar dentro de campo, principalmente no futebol entre seleções. Um exemplo disso são as seleções de países com um passado marcado pela colonização perpetuada por países europeus e que, cada vez mais, contam com jogadores nascidos em países do velho continente.
Se levarmos em conta que na Copa de 2018 tivemos uma forte representação de jogadores frutos do intenso fluxo migratório em seleções europeias, caso da campeã França que contava com 19 atletas ou descendentes de imigrantes ou imigrantes em si (caso de Umtiti, nascido em Camarões e um dos melhores zagueiros daquela Copa), na Copa de 2026 podemos ter um cenário contrário, atletas formados em solo europeu mas que decidem jogar pela pátria dos seus pais/avós. Entre essas seleções, os casos mais notáveis talvez sejam de países do norte da África, como Marrocos e Argélia, e da África Ocidental, como Senegal e Mali.
Se observarmos a seleção Marroquina esse cenário fica mais claro, na última copa, dos 23 convocados pelo técnico francês Hervé Renard, apenas seis nasceram no Marrocos, oito nasceram na França, cinco na Holanda, dois na Espanha, um na Bélgica e um no Canadá. Renard inclusive já declarou que as instruções pré-jogo eram dadas em Inglês e Francês, mas nenhuma delas é a língua oficial do Marrocos, onde se fala o Árabe. Esse trabalho de trazer jogadores que não nasceram no Marrocos para jogar pelo país começou depois do sucesso da vizinha Argélia na Copa do Mundo de 2014, onde foi até as oitavas de final, e, 8 anos depois, já rendeu frutos para a seleção marroquina, já que a seleção fez história ao chegar até as semi-finais, a melhor colocação de uma seleção africana na história das copas.
O Marrocos talvez seja a melhor amostra desse modelo de “filhos da diáspora” no futebol, e isso devido a diversos fatores, desde a proximidade com a Espanha, que torna o fluxo migratório pela Europa fica bem mais fácil, o passado colonial frânces e a própria busca por trabalho no Velho Continente, mais notadamente na já citada Espanha.
Falando em Espanha, é de lá que vem o principal “reforço” da seleção Marroquina para a Copa de 2026, o meia-atacante Brahim Díaz, que tem pai marroquino, mas nasceu e foi criado na Espanha. Brahim Díaz chegou a jogar pela seleção espanhola de base e principal, mas optou em 2024 por defender a seleção de origem de seu pai, e estará presente com a seleção do Norte da África na copa do ano que vem. Aliás, Lamine Yamal, craque do Barcelona e da seleção Espanhola também tem origens Marroquinas, mas optou por defender a La Roja.
O Marrocos estreia na Copa do Mundo FIFA de 2026 contra a seleção Brasileira, no dia 13 de Junho, às 19h, no MetLife Stadium Nova Iorque.
Troféu do Campeonato Brasileiro de Futebol. Foto: Lance!
Por: Manuela Weissmann
Diferente do Brasileirão 2024, ao chegar na última rodada, o campeão já estava decidido, estando em aberto apenas os quatro clubes que irão jogar a série B do torneio.
Estando 21 rodadas na liderança, Flamengo se torna eneacampeão. Em sua primeira temporada completa comandando o Flamengo, Filipe Luís, além da taça, colocou sua equipe como melhor mandante do Brasileirão, somando 14 vitórias em 19 jogos. Além de possuir o melhor ataque do torneio, marcando 78 gols e sofrendo 27.
O Palmeiras, que também brigava pelo título, teve a melhor campanha jogando fora de casa, alcançando 11 vitórias em 19 jogos.
Em contraponto, Ceará, Fortaleza, Juventude e Sport não obtiveram tal êxito na temporada, ocupando as quatro últimas posições da tabela, confirmando, assim, suas presenças na Série B em 2026. O Sport foi o lanterna do torneio, sofrendo 75 gols e marcando 28. O clube de Recife somou, ao total, 17 pontos corridos.
A edição atual do Brasileirão teve média de cerca de 25.500 pagantes. O recorde dessa temporada ficou com Flamengo x Ceará, pela 37ª rodada. O jogo no Maracanã teve 73,2 mil presente com 66.785 de público pagante. Além disso, o Flamengo teve a maior média de público da competição, levando mais de 58,5 mil pagantes às arquibancadas.
A artilharia ficou com Kaio Jorge, do Cruzeiro, ao marcar 21 gols no campeonato nacional. Arrascaeta, jogador do Flamengo, ocupou o lugar de melhor garçom com 14 assistências.
A maior goleada da edição foi por conta do Flamengo, que marcou 8 x 0 contra o Vitória no Maracanã, pela 21ª rodada.
Chegam para disputar o Brasileirão 2026: Coritiba, Athletico Paranaense, Chapecoense e Remo.
Josh Giddey comemorando cesta convertida. Foto: NBA
Por: Pablo Silva
Começo animador
Após uma troca de destaque que o trouxe ao Chicago Bulls, o armador australiano Josh Giddey iniciou a temporada de 2025-2026 com um impacto estrondoso, consolidando-se rapidamente como uma peça central na reconstrução da franquia. O jovem de 23 anos está transformando as expectativas sobre os Bulls, provando ser o talentoso maestro que a equipe precisava para ditar o ritmo em quadra.
O time de Chicago não tinha um início tão promissor na NBA desde a temporada 2021/2022, quando emplacou o mesmo número de vitórias neste começo de jogos. Naquela época, a equipe era liderada por DeMar DeRozan e Zach LaVine. O atual início de temporada acabou chamando a atenção do público com boas vitórias em cima de franquias que devem brigar por vagas nos playoffs, como o New York Knicks de Jalen Brunson, o Orlando Magic de Paolo Banchero e o Detroit Pistons de Cade Cunningham. A torcida, com a liderança de Josh Giddey, começa a criar expectativa em uma classificação direta para a pós-temporada.
Giddey e sua mudança de chave
Após ser absolvido de uma investigação em 2023 por alegações de manter relações com uma menor de idade, o nome de Josh Giddey esteve envolvido na troca com Alex Caruso em 24/25. Essa troca foi muito benéfica para as duas equipes, o Oklahoma City Thunder e o Chicago Bulls. Principalmente para o Thunder que logo em seguida foi campeão da NBA.
Os Bulls acabaram se dando bem também, com um início muito promissor e com a liderança de Giddey, que registra médias impressionantes (cerca de 20.6 pontos, 9.9 rebotes e 9.1 assistências). Sua chegada integra o time com outro jovem promissor, Matas Buzelis, draftado na última temporada como a 11ª escolha geral.
Este time envolvente conta ainda com Nikola Vucevic, que quase sempre entrega duplo-duplo, e Coby White, que em 24/25 fez jogos em nível de All-Star. Com Giddey chamando o jogo para si e contribuindo para a equipe com médias próximas de triplo-duplo, o time se mostra equilibrado e deve brigar por play-in ou playoffs. O começo com cinco vitórias seguidas despertou a alegria da grande torcida dos Bulls.
O contrato multimilionário de Josh Giddey
O Chicago Bulls está apostando na estrela de Giddey, tanto que já assinou uma extensão de $100 milhões de dólares por quatro anos com a franquia. A torcida pode ver a entrega do jogador em quadra, que com seu estilo de jogo, se assemelha a Nikola Jokic, sempre vindo com um triple-double (três dígitos em três estatísticas diferentes).
Ele é um armador de 2,01m de altura, é um playmaker (criador de jogadas) com uma ótima visão de jogo e que sempre prioriza os companheiros, buscando a melhor jogada e evitando jogadas isoladas, uma clara diferença em relação ao estilo de Zach LaVine, que foi o último líder do time.
Arrascaeta e Bruno Henrique erguem a taça da Libertadores 2025. Foto: Hector Vivas / Getty
Por: Henrique Pereira
Primeiro tempo de pouco futebol e muita agressividade
Os 45 minutos iniciais da decisão contou com raros lances de perigo e nenhum chute a gol de ambas as equipes. O rubro-negro começou mais agressivo, com bastante posse de bola e pouca efetividade. O Palmeiras, por sua vez, iniciou mais reativo e explorando o contra-ataque, e na segunda metade do primeiro tempo conseguiu equilibrar o duelo.
No entanto, a primeira etapa foi marcada pelas duras entradas de Raphael Veiga e Erick Pulgar. O jogador da equipe alviverde chegou forte em Carrascal e recebeu apenas o cartão amarelo. O chileno do clube carioca, por sua vez, entrou de sola na canela do zagueiro Bruno Fuchs e também foi somente amarelado pelo árbitro. As comissões técnicas de ambos os times foram para o intervalo muito irritadas com a arbitragem do argentino Darío Humberto Herrera.
Gol do título de um autor inesperado
As equipes voltaram para o segundo tempo com mais vontade e o jogo esquentou para os dois lados. Contudo, as chances claras de gol continuaram escassas.
O grande lance do confronto aconteceu aos 22 minutos. Após cobrança de escanteio magistral de Arrascaeta, Danilo subiu sozinho para cabecear pro fundo das redes de Carlos Miguel para marcar o único gol do tetracampeonato do Flamengo e “dar o troco” no rival pela decisão de 2021.
Precisando empatar a partida, o Palmeiras se lançou ao ataque e por pouco Vitor Roque não levou o duelo para a prorrogação aos 43 minutos, em cabeçada dentro da pequena área, perdendo a melhor chance do clube paulista no jogo.
O sonho do bi-mundial
Com a conquista neste sábado, o Flamengo disputará a Copa Intercontinental da FIFA, em dezembro, tendo a chance de conquistar o tão desejado mundo de novo.
Além disso, carimbou o passaporte na próxima Copa do Mundo de Clubes da FIFA, que será em 2029, sendo o primeiro time sul-americano a garantir a vaga.
Reta final do Campeonato Brasileiro
Faltando duas rodadas para o fim, os times voltam a campo na próxima quarta-feira pela disputa de mais um troféu.
O Flamengo, líder do Brasileirão, recebe o Ceará, no Maracanã, em confronto que pode selar mais um título para a galeria rubro-negra. Com uma vitória simples contra os cearenses, o Mengão ergue a taça diante de sua torcida, a nona de campeonatos nacionais em sua história.
O Verdão, por outro lado, é o segundo colocado e encara o Atlético Mineiro em Belo Horizonte, precisando vencer seus dois jogos restantes, além de depender de tropeços dos cariocas para ser campeão.