Imagem: Escola Modelo da Luz/G. E. Prudente de Moraes, 1905 Guilherme Gaensly
Em 28 de setembro de 1893, foi lançada, por Cesário Motta, a pedra fundamental do prédio onde funcionou esse grupo escolar. Junto com outros edifícios importantes que se erguiam no bairro da Luz, o governo de São Paulo escolheu a av. Tiradentes para ali instalar o primeiro edifício projetado para essa escola primária na capital do Estado. Com projeto de Ramos de Azevedo, o prédio seria construído ao lado do jardim público da cidade. A construção teve início em 1893, mas só em 1 º de fevereiro de 1895 foi publicado pelo Conselho Superior de Instrução Pública o decreto n º 280, criando a Escola Modelo da Luz, denominada mais tarde Grupo Escolar Prudente de Moraes. Do projeto original, existem alguns desenhos recopiados ou reproduzidos através de levantamento no local, efetuado entre 1930 e 1933 pela Diretoria de Obras Públicas. Na prancha que contém as plantas, não há registro de uso dos ambientes. Alfredo Moreira Pinto, em “A Cidade de São Paulo em 1900”, apresenta alguns dados sobre o uso do porão. Segundo o autor, nesse pavimento funcionavam três salas de aula, além de oficinas de marceneiro e torneiro, de modelagem em gesso e arrecadação do batalhão escolar. As matrículas tiveram início em 16 de fevereiro de 1895, e o funcionamento em 25 de março do mesmo ano. A inauguração oficial foi em 17 de agosto de 1895, quando Bernardino de Campos era presidente do Estado, e Alfredo Pujol o Secretário do Interior.
A primeira diretora da escola, Miss Marcia Browne, solicitou sua exoneração em 29 de fevereiro de 1896, e foi substituída pelo prof. Pedro Voss, que assumiu em 2 de março do mesmo ano. Pelo decreto n º 427, de 6 de fevereiro de 1897, assinado por Campos Sales, presidente do Estado, e por Antônio Dino da Costa Bueno, Secretário do Interior, foi criada a Escola Complementar, anexa a esse grupo, que funcionou durante 9 anos, diplomando 291 professores em 6 turmas. Em dezembro de 1902, a Escola Complementar foi transferida para Guaratinguetá. Durante a Revolução de 1924, o prédio da escola foi requisitado para servir de Quartel da Força Pública. No início da década de 1930, ainda como quartel, teve suas instalações completamente destruídas por um incêndio.