Os dados consolidados mostram que a região contabiliza 17 municípios, 21 escolas, 24 equipes e 85 alunos, o que representa apenas 8,5% dos 1.003 alunos de todo o país.
Viçosa/MG - 20 de maio de 2026
O volume coloca o Sudeste atrás do Nordeste (50,9%) e do Norte (35,9%). Com uma média regional de 5 alunos por município — a menor entre as regiões com mais de 4 cidades —, o cenário do Sudeste esconde realidades e modelos de engajamento completamente distintos entre os estados. Abaixo, o retrato por estado no Sudeste.
São Paulo: Capilaridade sem equipe
Números: 12 municípios, 15 escolas, 10 equipes e 42 alunos.
Análise: São Paulo é o estado com o maior número de cidades participantes no Sudeste, mas apresenta a menor conversão em equipes, registrando uma média de 0,66 equipe por escola.
Das 12 cidades paulistas, 7 aparecem com 0 equipe, contando apenas com inscrições individuais de alunos: Araraquara, Araçatuba, Caraguatatuba, Itaporanga, Mogi das Cruzes, Taquarituba e Urupês. Os principais polos que puxam a participação são São José dos Campos (com 3 escolas, 5 equipes e 20 alunos) e cidades como Santos e Araraquara, que participam com 1 aluno cada.
Espírito Santo: O polo de excelência e engajamento
Números: 1 município, 1 escola, 9 equipes e 27 alunos.
Análise: Representado exclusivamente por Marechal Floriano, o estado concentra sozinho 31,7% de todos os alunos do Sudeste. É o modelo oposto a São Paulo: uma única escola gerou 9 equipes, configurando a segunda maior taxa de equipes por escola de todo o Brasil, atrás apenas de Cruzeiro do Sul (AC). O caso prova que uma única escola mobilizada no interior vale mais do que 12 cidades com inscrições pontuais e isoladas.
Minas Gerais: Participação isolada
Números: 1 município, 1 escola, 3 equipes e 9 alunos.
Análise: A participação mineira restringe-se a Arinos, situada no Noroeste mineiro, com um grupo de 9 estudantes.
Rio de Janeiro: Baixa adesão fluminense
Números: 3 municípios, 4 escolas, 2 equipes e 7 alunos.
Análise: Comparticipação reduzida, o estado registra Duque de Caxias (1 aluno) e Miguel Pereira (1 aluno), enquanto a capital (Niterói) não aparece no recorte. O Rio de Janeiro apresenta 50% das cidades com 0 equipe.
Os números do Sudeste escancaram o principal desafio de expansão da ONGEO: embora a região abrigue 89 mil escolas de educação básica, apenas 21 instituições figuram no arquivo de 2026.
Enquanto o Norte registra uma média de 15 alunos por município e o Maranhão alcança 4,3 equipes por escola, o Sudeste patina com 5 alunos por município e 1,14 equipe por escola. O diagnóstico da organização é claro: o problema não é a falta de escolas, mas sim a ausência de projetos institucionais de equipes.
O desempenho de Marechal Floriano (ES) demonstra que o interior do Sudeste possui enorme potencial, uma vez que seus 27 alunos em uma única escola superam o total somado dos estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais (16 alunos distribuídos em 4 municípios).
Para os próximos ciclos, a meta da ONGEO no Sudeste é transformar o aluno avulso em equipe estruturada. Atualmente, das 17 cidades da região, 9 estão com 0 equipe. Caso o estado de São Paulo passe a replicar o modelo de engajamento observado no Espírito Santo, a região tem capacidade de triplicar de tamanho sem precisar abrir novas cidades, convertendo sua vasta rede de ensino no maior polo da olimpíada nacional.