Nossa
História
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O que começou como um projeto para desmistificar a Amazônia e seus arredores tornou-se uma expedição científica de proporções nacionais, unindo estudantes de escolas públicas de todo o país em torno das Geociências.
Feche os olhos e pense na Região Norte do Brasil. É provável que a primeira, e talvez única, imagem que venha à sua mente seja uma imensidão verde cortada por um rio caudaloso. Embora a majestade da Floresta Amazônica seja inegável, reduzir sete estados a apenas esse cenário é ignorar a complexidade de um dos territórios mais ricos, diversos e estratégicos do planeta.
Foi exatamente para combater esse apagamento e reescrever a narrativa sobre a região que nasceu a I Olimpíada Nortista de Geociências (ONGEO).
A semente do projeto foi plantada quando pesquisadores e educadores perceberam uma lacuna profunda nos materiais didáticos e no imaginário nacional. O Norte era frequentemente retratado sob uma ótica exótica ou distante, quando, na verdade, é um laboratório a céu aberto de Geografia, Biologia e Geologia. Havia a necessidade urgente de mostrar ao Brasil a potência dos geoglifos milenares, a engenharia por trás dos rios voadores, as províncias minerais de alta tecnologia e as zonas de transição únicas onde a floresta abraça o cerrado.
A virada de chave aconteceu com a aprovação do projeto na Chamada Pop Ciência do CNPq/MCTI (nº 38/2024). Sob a liderança da Professora Elisângela Gonçalves Lacerda e com o apoio de uma rede interinstitucional (que envolve desde a concepção em Boa Vista, Roraima, até a coordenação e apoio de universidades como a Universidade Federal de Viçosa - UFV), a ideia saiu do papel. O objetivo era ambicioso: criar um projeto de educação e ensino das geociências nacional, mas com o coração batendo no Norte.
Desde os primeiros rascunhos, a ONGeo foi estruturada para ser muito mais do que um teste de múltipla escolha. A olimpíada foi forjada como uma ferramenta de democratização do conhecimento, voltada exclusivamente para o Ensino Médio de escolas públicas e instituições filantrópicas. A história da ONGeo está intrinsecamente ligada ao compromisso com as relações étnico-raciais e a inclusão. O projeto reconhece que a ciência brasileira precisa ter a cara do Brasil. Por isso, a olimpíada foi desenhada com mecanismos de fomento direto – como a distribuição de Bolsas de Iniciação Científica Júnior – destinados a incentivar a participação de meninas, estudantes negros, indígenas e pessoas com deficiência (PCD). É um movimento para garantir que as mentes que pensarão o futuro das Geociências sejam tão plurais quanto a própria biodiversidade que estudam.
Agora a ONGEO convida estudantes de todos os 26 estados e do Distrito Federal a embarcarem nessa expedição. Dividida em duas fases online e uma grande final presencial, a olimpíada rompe barreiras geográficas para levar a ciência aos municípios mais remotos do país. A ONGEO não é apenas sobre responder perguntas corretamente; é sobre formular novas perguntas. É sobre convidar um estudante do interior do Sul ou do litoral do Nordeste a entender que o clima da sua cidade depende do que acontece no Amazonas. E, acima de tudo, é sobre mostrar aos jovens do próprio Norte que o seu território é o centro das discussões globais sobre o futuro da Terra. A expedição está apenas começando. E o mapa dessa história agora será desenhado por cada estudante e professor(a) que aceitar o desafio.
Gratuita, nacional e com tudo pago: a ONGeo vai levar UMA EQUIPE POR REGIÃO DO BRASIL pra arrasar na grande final no Pará! São só 5 vagas para você e sua equipe representarem seu estado, sua região e viverem uma aventura que não tem preço. Reúne a galera: 3 estudantes do Ensino Médio + 1 profe de Geografia ou Biologia (escola pública ou filantrópica). Corra, porque as inscrições encerram 03/04/2026. Garante tua vaga e vem mostrar que tua equipe manda bem!