Com 24 municípios, 36 escolas e 360 alunos, região tem a maior média de engajamento do país: 15 alunos por cidade, quase o dobro da média nacional.
Viçosa/MG - 10 de maio de 2026
A Olimpíada Nacional de Geografia (ONGEO) 2026 encontrou na Região Norte o seu polo de maior engajamento e capilaridade. Dados consolidados pela organização mostram que o Norte, com apenas 21,2% dos municípios participantes no país, concentra impressionantes 35,9% de todos os alunos inscritos.
No total, a região mobiliza 24 municípios, 36 escolas, 120 equipes e 360 alunos distribuídos em seus 7 estados. A média é de 15 alunos por município — um índice expressivamente superior à média nacional, que é de 8,8.
O destaque absoluto na região é Roraima, que soma 5 municípios, 11 escolas, 39 equipes e 126 alunos.
Boa Vista concentra sozinha 7 escolas, 29 equipes e 93 alunos, figurando como a cidade com o maior número de participantes de toda a ONGEO 2026 no arquivo analisado — mais do que o dobro de qualquer capital do Sudeste.
A rede estadual roraimense também impulsiona a participação em Alto Alegre (15 alunos), Rorainópolis (11 alunos), além de Pacaraima e Normandia, na faixa de fronteira.
Na sequência da liderança regional vem o Amazonas, com 4 municípios e 103 alunos.
Manaus consolida-se como o segundo polo nacional, registrando 5 escolas, 21 equipes e 63 alunos.
O dado mais relevante para a organização, contudo, veio do interior: Parintins destaca-se com 25 alunos e 8 equipes, seguida por Codajás (9 alunos) e Iranduba (6 alunos), demonstrando forte capilaridade na calha do Rio Amazonas e mobilização muito além da capital.
O terceiro caso mais emblemático é o Acre. Com apenas um município no recorte, Cruzeiro do Sul registra 1 escola, 16 equipes e 49 alunos, alcançando o melhor índice de mobilização interna do país ao transformar a olimpíada em um verdadeiro projeto coletivo escolar.
Pará (5 municípios, 37 alunos): Monte Alegre lidera com 18 alunos e 6 equipes, seguido por Cametá com 11. Belém, capital do estado, aparece com apenas 1 aluno no recorte, indicando baixa adesão na região metropolitana paraense.
Rondônia (5 municípios, 26 alunos): Apresenta uma distribuição equilibrada, contando com Porto Velho (9 alunos), Buritis (7 alunos), além de Vilhena e Cacoal.
Amapá (1 município, 10 alunos): Macapá registra 10 alunos e 3 equipes, configurando uma participação pontual, mas com estrutura de equipe formada.
Tocantins (3 municípios, 9 alunos): Gurupi, Sandolândia e Paraná contam com 3 alunos cada, encontrando-se em estágio inicial de adesão à competição.
O que o Norte revela sobre a ONGEO 2026 vai além dos números brutos. Enquanto o cenário nacional aponta 40 cidades com alunos inscritos, mas sem equipe vinculada — indicando inscrições de caráter individual —, a Região Norte apresenta o modelo inverso: 3,33 equipes por escola, contra uma média de 1,56 no Nordeste. Isso demonstra que, onde a ONGEO entra no Norte, ela se consolida como um projeto institucional da escola, e não como uma iniciativa isolada.
Para a organização, o sucesso na região impõe uma nova logística: apenas o eixo Boa Vista-Manaus-Cruzeiro do Sul concentra 205 alunos, o equivalente a 57% de toda a Região Norte. A alta demanda já justifica a criação de polos presenciais exclusivos e o desenvolvimento de ações de formação de professores focadas nas especificidades da Amazônia.