Além do engajamento de estudantes e professores, o mapeamento institucional da competição revela um raio-x fascinante da capilaridade do ensino público e de instituições sem fins lucrativos em todo o território nacional.
Viçosa/MG - 06 de maio de 2026
A Olimpíada Nortista de Geociências (ONGEO) consolidou-se como um marco de integração e popularização científica na educação básica brasileira. Além do engajamento de estudantes e professores, o mapeamento institucional da competição revela um raio-x fascinante da capilaridade do ensino público e de instituições sem fins lucrativos em todo o território nacional.
De acordo com os dados consolidados do projeto, a Olimpíada registra um total geral de 156 escolas participantes, distribuídas em 113 municípios com alunos confirmados, resultando em uma média nacional de 1,38 escola por município.
O protagonismo do Ceará e a presença nacional
Embora a competição abranja todas as regiões do país, o estado do Ceará destaca-se de forma disparada no cenário de adesão escolar. Dos 113 municípios com alunos confirmados na base geral da Olimpíada:
Ceará (CE): concentra 64 escolas, o que representa impressionantes 41% de todas as escolas da competição.
São Paulo (SP): 15 escolas
Maranhão (MA): 12 escolas
Roraima (RR): 11 escolas
Amazonas (AM): 9 escolas
Pernambuco (PE): 7 escolas
Rondônia (RO): 6 escolas
Pará (PA): 5 escolas
Rio de Janeiro (RJ): 4 escolas
Demais estados: Paraíba, Piauí, Goiás e Tocantins contam com 3 escolas cada; o Paraná registra 2; enquanto Amapá, Espírito Santo, Distrito Federal, Acre, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Sergipe e Santa Catarina participam com 1 escola cada.
Essa distribuição revela contrastes notáveis na densidade de participação. O Ceará, por exemplo, possui 42 municípios engajados que somam 64 escolas — alcançando uma média de 1,52 escola por município cearense, índice superior à média nacional. Em contrapartida, o Maranhão apresenta 10 municípios e 12 escolas (média de 1,2 por município).
Os Grandes Polos de Capilaridade Municipal
O ranking detalhado por município demonstra a força de articulação de grandes centros educacionais e polos regionais na formação de equipes e no estímulo ao alunado:
Fortaleza (CE): lidera a capilaridade nacional com 12 escolas, 10 equipes e 47 alunos.
Boa Vista (RR): destaca-se com 7 escolas, 29 equipes e 93 alunos.
Manaus (AM): participa com 5 escolas, 21 equipes e 63 alunos.
Sobral (CE) e Maracanaú (CE): ambas contabilizam 4 escolas, 6 equipes e dezenas de estudantes cada.
Recife (PE) e São José dos Campos (SP): contam com 3 escolas cada.
Além disso, 8 municípios participam com 2 escolas cada (como Acaraú-CE, Acopiara-CE, Cascavel-CE, Parintins-AM, Imperatriz-MA, São Luís-MA, Rio de Janeiro-RJ e Vilhena-RO), ao passo que a grande maioria — 88 municípios — participa com 1 escola.
O Impacto da Ciência Pública
Para a Comissão Organizadora, a capilaridade expressiva em centenas de municípios — onde a maioria das cidades participa com pelo menos uma escola — comprova que a valorização das Geociências e o estudo das particularidades da Amazônia e do território brasileiro encontram solo fértil. Isso ocorre nas redes públicas de ensino de todo o país.
Com o engajamento de 156 escolas rumo às etapas decisivas e à grande final presencial no Pará, a ONGEO reafirma o papel transformador da educação científica na redução de desigualdades regionais e na descoberta de novos talentos.