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Abramo Eberle começou sua vida profissional aos 14 anos com sua mãe, Luigia,conhecida como Gigia Bandera, com quem aprendera o ofício de funileiro em uma pequena oficina, produzindo de forma artesanal, lamparinas, canecos, baldes e outros artigos necessários aos colonos. Em cerca de meio século de atividade o negócio se transformou na poderosa indústria metalúrgica conhecida em todo o Brasil e no exterior. A casinha de tábuas da Rua Sinimbu cedeu lugar a um complexo de edificações que ocupavam uma área de 12.153m², com um imponente edifício central de seis andares. Produzia mais de 15 mil artigos metalúrgicos. Abramo Eberle viajou pelas Américas e Europa buscando qualificação. Ergueu quatro unidades fabris, tendo seus produtos premiados em exposições nacionais e estrangeiras. Com uma linha variada de peças, destacam-se pratarias de mesa, talheres, cutelaria, tesouras, facas, produtos para as Forças Armadas, fundição de bronze e metais não ferrosos, bem como máquinas em geral para uso doméstico, motores elétricos industriais e especiais. Em 1957 possuía um majestoso conjunto dos pavilhões centrais, onde funcionava a fábrica principal, com 1745 operários.
O complexo da Metalúrgica Eberle foi tombado pelo Patrimônio Histórico e totalmente revitalizado, após um minucioso projeto que preservou sua arquitetura histórica. Atualmente, o Pátio Eberle, abriga lojas, serviços, ensino, áreas corporativas, espaço para eventos e estacionamento, além de atrações culturais como o Caminho Histórico.