A ideia do bloco nasceu durante um dos almoços comunitários das famílias pretas em 2017. A primeira saída aconteceu no ano seguinte, data firmada como a do nascimento do Bloco Pretinhosidade. Após ensaios, o grupo fez uma postagem no Facebook divulgando o primeiro evento. No dia, compareceram aproximadamente mil e quinhentas pessoas.
“A partir dali, a gente viu a necessidade de ter um bloco afro na cidade de Curitiba”, afirma Diorlei, que esteve em Salvador e se inspirou nas vivências do tradicional Ilê Aiyê.
Chica da Silva, coordenadora de dança, afirma que o Pretinhosidade nasceu da ansiedade de um espaço preto dentro de uma sociedade racista. Com algumas inspirações, eles vêm formando sua própria cultura afro diaspórica. “Nossa dança vem do ritmo samba-reggae e procuramos levar os ritmos dos nossos ancestrais em todas as coreografias”, explica.
Além das saídas e desfiles em fevereiro, o Afro Pretinhosidade tem desempenhado papel social e político. Durante todo o ano, são oferecidas aulas gratuitas de percussão e dança para pessoas pretas e indígenas. Para participar, não tem burocracia, basta entrar em contato pelo perfil do Instagram
Fotografias de Vitória Smarci, aluna de jornalismo na Universidade Federal do Paraná
Diorlei do Espírito Santo, presidente do Bloco Pretinhosidade