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A Ilíada de Homero é uma das obra que mais transparece o objetivo do gênero narrativo, que é, como visto em classe, a construção de feitos em ordem cronológica, de modo que resulte em uma trama (como o próprio nome sugere, uma teia de relatos interligados).
Um dos símbolos dessa narrativa mais conhecidos é o "Cavalo de Troia" e a sua simbologia alcança desde as expressões populares, como o "presente de grego" que carrega essa mesma ideia, até o âmbito da computação (o conhecido tipo de malware). O cavalo serviu de disfarce para que os gregos invadissem Troia e a destruíssem depois de 10 anos em cerco.
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O primeiro canto da Ilíada retrata os impasses dos dânaos (gregos) já em Ílion, após o saqueamento de uma cidade. O problema surge quando Agamêmnon (rei de Micenas) é obrigado a devolver a mulher que havia "recebido" como espólio (seu nome é Criseida, ou seja, filha de Crises) pois ela é filha de um sacerdote de Apolo, e dada a sua posição, pede para que o deus puna os aqueus (gregos). Como compensação pela sua perda, o líder exige a moça que Aquiles havia pego, causando uma grande fúria no herói e dando abertura a essa narrativa.
Fato interessante: as primeiras palavra usadas por Homero em suas obras são de importância monumental para a construção de toda a narrativa. Como podemos ver na Ilíada com o termo Μῆνιν (mênin) que pode ser traduzido como "da cólera" ou "da fúria" e na Odisseia com Ἄνδρά como "do homem". Essas palavras mostram claramente sobre o que se trata na narrativa, sendo que, na Ilíada, um dos pontos principais é justamente a ira de Aquiles e na Odisseia, como o nome incita, toda a obra se passa em volta do Odisseu.
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Após o fim da guerra de Troia e a separação dos espólios de guerra, Odisseu tem a sua história de retorno à Ítaca (cidade da qual é rei) contada na voz de Homero. A obra conta sobre as adversidades que Odisseu encontra em seu caminho e uma delas foi o ciclope Polifemo, filho de Posêidon, que foi cegado por Odisseu e os nautas (marinheiros sócios de Odisseu). O pai, então, atormenta o herói por anos, deixando-o em desvantagem na volta para casa.
A fuga de Odisseu do ciclope Polifemo é uma evidência da astúcia e engenhosidade desse personagem, podendo ser considerado o tipo trickster de protagonista (ou como o próprio tradutor Trajano Vieira remete, "homem multiversátil").
Esse vídeo é uma adaptação musical da Illíada feita pelo professor Leonardo Antunes (UFRGS). Esses são os primeiros 10 versos e, apesar de não ser metrificada (como os textos), ainda nos dá um vislumbre de como esses textos foram feitos.
Lembrem-se, no momento de leitura dessas obras épicas se fazia uma performance pública, ou seja, a sua estrutura é toda pautada visando isso. Caso seja possível, tente ler em voz alta para ter uma ideia de cadência das informações que são introduzidas (isso vai ser muito importante para a construção do nexus narrativo).
Para quem se interessar: também tem da Odisseia!
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Como nós vimos na nossa leitura das Metamorfoses — assim como no meme acima — o Ovídio adora dramatizar os mitos com uma cena de queda muitas vezes cativante.
No meme acima nós vemos a figura do Faetonte, o filho de Apolo, que por desejar cavalgar no "coche do Sol" acaba encontrando seu fim em uma cena muito trágica. Um dos principais pontos da obra é o poder descritivo do autor e isso fica bem claro nesse episódio.
Assim como nesse mito, o próprio Ícaro encontra seu fim por aproximar-se muito do Sol e esse parece ser um paradigma para a cultura greco-romana — não se aproxime muito do Sol, pois quanto mais alto você chega, maior será a queda.