De acordo com dados do Scopus, um banco de dados de registros bibliográficos e revistas científicas, o México se posiciona na 28ª posição no mundo em matéria de publicações científicas, ocupando o segundo lugar entre os países da América Latina, depois do Brasil, e também o segundo lugar entre os países hispanofalantes, atrás da Espanha. Em 2010, o índice de alfabetização era de 69% para jovens com menos de 14 anos, e 91% para as pessoas acima de 15, colocando o México em 24.º lugar no ranking mundial de acordo com a UNESCO.
Na década de 1970, o México estabeleceu um sistema de "ensino a distância" através de comunicações de satélite para atingir pequenas comunidades rurais e indígenas inacessíveis por outros meios. Escolas que usam esse sistema são conhecidas no México como telesecundarias. O ensino a distância da educação secundária no México também é transmitido para alguns países da América Central e para a Colômbia, e é usado em algumas regiões do sul dos Estados Unidos como um método de educação bilíngue. Há aproximadamente 30 mil telesecundarias e cerca de um milhão de estudantes de telesecundaria no país.
A produção de energia no México é gerida por empresas estatais: a Comissão Federal de Eletricidade (Comisión Federal de Electricidad, CFE) e a Pemex (Petróleos Mexicanos). A CFE é responsável pela operação de usinas geradoras de eletricidade e sua distribuição em todo o território nacional desde outubro de 2009, quando assumiu a área sob responsabilidade da extinta Luz y Fuerza del Centro. A maior parte da eletricidade é gerada em usinas termoelétricas, embora a CFE opere várias usinas hidrelétricas, bem como a energia eólica, geradores de energia geotérmica e nuclear.
Os recursos naturais são "propriedade da nação" pela constituição. Como tal, o setor petrolífero é administrado pelo governo, com diferentes graus de investimento privado. O México é o sexto maior produtor de petróleo do mundo, com 3,7 milhões de barris por dia.
A Pemex, empresa pública responsável pela prospecção, extração, transporte e comercialização de petróleo e gás natural, bem como a refinação e distribuição de produtos petrolíferos e petroquímicos, é uma das maiores empresas na América Latina, fazendo 86 bilhões de dólares em vendas por ano. No entanto, a empresa é fortemente tributada, sendo uma importante fonte de receita para o governo. Em 1980 as exportações de petróleo representaram 61,6% do total das exportações, enquanto em 2000 foram apenas 7,3%.
Desde o início da década de 1990, o México entrou em um estágio de transição em relação à saúde de sua população e alguns indicadores, como o índice de mortalidade, estão similares àqueles encontrados nos países desenvolvidos. Apesar de todos os mexicanos poderem receber tratamento médico pelo estado, 50,3 milhões de mexicanos não possuíam plano de saúde em 2002. Têm sido feito esforços para aumentar esse número de pessoas, e a administração pretendia completar um sistema de saúde universal até 2011.
A infraestrutura médica do México é muito boa na sua maior parte e pode ser excelente nas principais cidades, mas nas áreas rurais e comunidades indígenas a cobertura médica é pobre, forçando as populações a viajar para a área urbana mais próxima para receber tratamento médico especializado.
Instituições do estado, como o Instituto Mexicano do Seguro Social (IMSS) e o Instituto de Segurança e Serviços Sociais dos Trabalhadores do Estado (ISSSTE) são as que mais contribuem para a saúde e segurança social. Serviços de saúde privados também são muito importantes e respondem por 13% de todas as unidades médicas do país. O tratamento de saúde nas instituições privadas e a prescrição de remédios no México tem custo um pouco menor que a média de seus vizinhos da América do Norte.
A rede de estradas pavimentadas no México é a segunda mais extensa da América Latina, com 116 802 km em 2005 (atrás apenas do Brasil, com 212 798) sendo 10 474 km de vias duplicadas ou vias expressas, a maioria das quais pedagiadas. No entanto, como o México tem uma orografia diversificada, com a maioria do território atravessado por cadeias de montanhas altas, além dos desafios econômicos, que levaram a dificuldades na criação de uma rede integrada de transportes, embora a rede tenha melhorado, ainda não é considerada eficaz o bastante para satisfazer as necessidades nacionais de forma adequada.
O transporte de massa no México é modesto. A maior parte das necessidades de transporte doméstico de passageiros é servida por uma extensa rede de ônibus, com várias dezenas de empresas de exploração por regiões. O transporte de passageiros entre as cidades é limitado.
Um dos primeiros países latino-americanos a promover o desenvolvimento do sistema de transporte de ferrovia, o México possui uma extensa rede ferroviária, com 30 952 km. A maior parte da rede ferroviária é usada principalmente para transporte de mercadorias ou carga industrial, operada principalmente pela Ferrocarriles Nacionales de México (FNM), privatizada em 1997. Apesar de vasta, a rede ainda é considerada ineficiente para atender às demandas econômicas de transporte no país.
Em 1999, o México tinha 1 806 aeroportos, dos quais 233 tinham pistas pavimentadas, sendo que, destes, 35 respondiam por 97% do tráfego de passageiros. O Aeroporto Internacional da Cidade do México é o segundo maior da América Latina - atrás apenas do de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo - e o 44.º maior do mundo, atendendo a cerca de 21 milhões de passageiros por ano.