Fogueiras encontradas no Vale do México foram datadas por radoiocarbono como sendo de 21 000 a.C., e alguns fragmentos de ferramentas de pedra foram encontrados perto das fogueiras, indicando a presença de humanos naquela época.
Há cerca de 9 000 anos, antigos povos indígenas domesticaram o milho e iniciaram uma revolução industrial, levando à formação de muitas civilizações complexas. Entre 1.800 e 300 a.C., muitas evoluíram para avançadas civilizações pré-coombianas da Mesoamérica, tais como: os olmecas, os teotihuacanos, os maias, os zapotecas, os mixteacas, os toltecas e os astecas, as quais floresceram durante quase 4 000 anos antes do primeiro contato com europeus.
A estas civilizações são creditadas muitas invenções e avanços em campos como a arquiteturas (templos-pirâmides), matemática, astronomia, medicina e teologia. Os astecas foram notáveis pela prática de sacrifícios humanos em larga escala. No seu auge, Teotihuacan, que contém algumas das maiores estruturas piramidais construídas na América pré-colombiana, tinha uma população de mais de 150 000 pessoas. Estimativas da população antes da conquista espanhola apontam para 6 a 25 milhões de habitantes na região do atual México.
No início do século XVI, a partir do desembarque de Hernán Cortés, a civilização asteca foi invadida e conquistada pelos espanhóis. Introduzida de forma acidental pelos conquistadores espanhóis, a varíola devastou a Mesoamérica em 1520, matando milhões de astecas, incluindo o imperador, e foi-lhe creditada a vitória de Hernán Cortés sobre o império asteca. O território tornou-se parte do Império Espanhol, sob o nome de Nova Espanha. Grande parte da identidade, tradições e arquitetura do México foram criados durante o período colonial.
Após as expedições de Francisco Hernández de Córdoba, em 1517, e Juan de Grijalva (1518), Hernán Cortés e seus homens chegaram em Cozumel e atingiram a costa de Tabasco, sendo combatidos pelos Maias, no que ficou conhecido como a Batalha de Centla. Nesta região foi fundada a Vila de Santa María de la Victoria, onde viveu Malinche, que atuou como intérprete para os estrangeiros e desempenhou um notável papel na conquista espanhola.
Os espanhóis seguiram para a costa de Veracruz, onde adentraram nas regiões interioranas da Mesoamérica. Eles estabeleceram alianças com alguns povos indígenas e avançaram rumo a Tenochtitlán. No caminho, eles derrotaram os aliados dos astecas, como ocorrera em Cholula. Moctezuma II recebeu os espanhóis pacificamente, mas o massacre no templo principal colocou os astecas em guerra.
Cuitláhuac derrotou os invasores em 1520, mas foram mortos devido ao contágio de varíola. Cuauhtémoc, o último tlatoani, foi preso em 13 de agosto de 1521, sendo executado em 1525. Após ocupar Tenochtitlán, os espanhóis passaram a conquistar o resto da Nova Espanha, em um processo que durou todo o período colonial. A conquista militar foi acompanhada pela cristianização e aculturação dos povos indígenas.
Em 16 de setembro de 1810, a independência da Espanha foi declarada pelo padre Miguel Hidalgo y Costilla, na pequena cidade de Dolores Hidalgo, Guanajuato. O primeiro grupo insurgente era formado por Hidalgo, o capitão do exército vicerreinal espanhol Ignacio Allende, o capitão de milícias Juan Aldama e "La Corregidora" Josefa Ortiz de Domínguez. Hidalgo e alguns de seus soldados foram capturados e executados por um pelotão de fuzilamento em Chihuahua, em 31 de julho de 1811. Após sua morte, a liderança foi assumida pelo padre José María Morelos, que ocupou as principais cidades do sul.
Em 1813, foi convocado o Congresso de Chilpancingo e, em 6 de novembro, foi assinada a Ata solene da declaração de independência da América Setentrional. Morelos foi capturado e executado em 22 de dezembro de 1815. Nos anos seguintes, a revolta esteve perto do colapso, mas em 1820 o vice-rei Juan Ruiz de Apodaca enviou um exército sob o comando do general crioulo Agustín de Iturbide contra as tropas de Vicente Guerrero. Em vez disso, Iturbide aproximou-se de Guerrero para juntar forças, e em 1821 os representantes da Coroa espanhola e Iturbide assinaram o Tratado de Córdoba, que reconheceu a independência do México, nos termos do Plano de Iguala.
Agustín de Iturbide autoproclamou-se imediatamente imperador do Primeiro Império Mexicano. Uma revolta contra ele, em 1823, estabeleceu os Estados Unidos Mexicanos. Em 1824, uma Constituição da República foi elaborada e Guadalupe Victoria tornou-se o primeiro presidente do recém-nascido país. As primeiras décadas do período pós-independência foram marcadas pela instabilidade econômica, que levou à guerra dos pastéis em 1836, e uma luta constante entre liberales, adeptos de uma forma de governo federal, e conservadores, adeptos de uma forma hierárquica de governo.
Em 1836 o general Antonio López de Santa Anna, um centralista e ditador por duas vezes, aprovou as Siete Leyes, uma alteração radical que institucionalizou a forma centralizada de governo. Quando ele suspendeu a Constituição de 1824, a guerra civil espalhou-se por todo o país, e três novos governos declararam a independência: a República do Texas, a República do Rio Grande e a República de Yucatán. O Texas obteve com sucesso a sua independência e foi anexado pelos Estados Unidos.
Uma disputa fronteiriça levou à Guerra Mexicano-Americana, que começou em 1846 e durou dois anos; a guerra foi terminada com a assinatura do Tratado de Guadalupe-Hidalgo, que forçou o México a ceder quase a metade de suas terras para os Estados Unidos, incluindo a Califórnia e o Novo México. Uma transferência muito menor de território, em partes do sul do Arizona e do Novo México - Compra Gadsden - ocorreu em 1854.
A Guerra das Castas de Yucatán, a revolta maia, que começou em 1847, foi uma das mais bem-sucedidas revoltas modernas de indígenas americanos. Rebeldes maias, ou cruzob, mantiveram enclaves relativamente independentes até a década de 1930.
Insatisfação com o retorno de Santa Anna ao poder levou ao liberal Plano de Ayutla, iniciando uma era conhecida como La Reforma, depois que uma nova Constituição foi elaborada em 1857 estabeleceu um estado secular, o federalismo como a forma de governo, e várias liberdades. Como os conservadores se recusaram a aceitar esta constituição, a Guerra da Reforma começou em 1858, durante a qual ambos os grupos tinham seus próprios governos. A guerra terminou em 1861 com a vitória dos liberales, liderados pelo presidente ameríndio Benito Juárez.
Nos anos 1860 o México sofreu uma ocupação militar da França, que criou o Segundo Império Mexicano sob o domínio do arquiduque da Casa de Habsburgo Ferdinando Maximiliano da Áustria com o apoio do clero católico romano e dos conservadores, que mais tarde trocaram de lado e se juntaram ao liberales. Maximiliano rendeu-se, foi julgado em 14 de junho e executado em 19 de junho de 1867.
Porfirio Díaz, um general republicano durante a intervenção francesa, governou o México de 1876 a 1880 e depois de 1884 a 1911, em cinco reeleições consecutivas, período conhecido como Porfiriato, caracterizado por notáveis realizações econômicas, investimentos nas artes e ciências, mas também por desigualdade econômica e repressão política.
Díaz governou com um grupo de confidentes que ficaram conhecidos como os científicos, dos quais o mais influente foi o secretário da Fazenda, José Yves Limantour. O regime porfiriano foi influenciado pelo positivismo.
A provável fraude eleitoral que levou à quinta reeleição de Díaz provocou a Revolução Mexicana de 1910, inicialmente liderada por Francisco I. Madero. Díaz renunciou em 1911 e Madero foi eleito presidente, mas deposto e assassinado durante um golpe de Estado dois anos depois, dirigido pelo conservador general Victoriano Huerta. Esse evento reiniciou a guerra civil, envolvendo figuras como Francisco Villa e Emiliano Zapata, que formaram suas próprias forças.
A terceira força, o exército constitucional liderado por Venustiano Carranza, conseguiu pôr fim à guerra, e radicalmente alterou a constituição de 1857 para incluir muitas das premissas e demandas sociais dos revolucionários, e que foi ao final chamada de Constituição de 1917. Estima-se que a guerra matou 900 mil pessoas de uma população de 15 milhões de habitantes em 1910.
Assassinado em 1920, Carranza foi sucedido por um outro herói revolucionário, Álvaro Obregón, que por sua vez foi sucedido por Plutarco Elías Calles. Obregón foi reeleito em 1928, mas assassinado antes que pudesse assumir o poder. Em 1929, Calles fundou o Partido Nacional Revolucionário (PNR), mais tarde rebatizado de Partido Revolucionário Institucional (PRI), para enfatizar a valorização das instituições do país, e iniciou um período conhecido como Maximato, que terminou com a eleição de Lázaro Cárdenas, que implementou várias reformas econômicas e sociais, e mais significativamente expropriou a indústria petrolífera na PEMEX em 18 de março de 1938, mas provocou uma crise diplomática com os países cujos cidadãos tinham perdido negócios pela medida radical de Cárdenas.
Entre 1940 e 1980, o México experimentou um substancial crescimento econômico que alguns historiadores chamam de "milagre mexicano". Embora a economia tenha continuado a florescer, a desigualdade social continuou a ser um fator de descontentamento. Além disso, o governo do PRI tornou-se cada vez mais autoritário e às vezes opressivo (i.e.: Massacre de Tlatelolco em 1968, que custou a vida de cerca de 200-1500 manifestantes).
As reformas eleitorais e os preços elevados do petróleo seguiram a administração de Luis Echeverría, a má gestão destas receitas levou à inflação e agravou a crise de 1982. Naquele ano, os preços do petróleo despencaram, as taxas de juros subiram e o governo honrou sua dívida. O Presidente Miguel de la Madrid recorreu à desvalorização da moeda, que, por sua vez, provocou inflação.
Na década de 1980, as primeiras rachaduras na posição de monopólio político do PRI eram vistas com a eleição de Ernesto Ruffo Appel em Baja California e a fraude eleitoral em 1988, o que impediu o candidato de esquerda Cuauhtémoc Cárdenas de ganhar as eleições presidenciais nacionais, perdendo para Carlos Salinas de Gortari e levando a protestos maciços na Cidade do México.
Salinas embarcou em um programa de reformas neoliberais, que fixou a taxa de câmbio, controlou a inflação e culminou com a assinatura do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA), que entrou em vigor em 1 de janeiro de 1994. No mesmo dia, o Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) iniciou uma rebelião armada de duas semanas de duração contra o governo federal e continuou como um movimento de oposição não violento contra o neoliberalismo e a globalização.
Em dezembro de 1994, um mês depois de Salinas ter sido sucedido por Ernesto Zedillo, a economia mexicana entrou em colapso. Com um rápido pacote de resgate estadunidense autorizado pelo presidente Bill Clinton e com as principais reformas macroeconômicas iniciadas pelo presidente Zedillo, a economia recuperou-se rapidamente e atingiu um crescimento de quase 7% ao ano até o final de 1999.
Em 2000, após 71 anos, o PRI perdeu a eleição presidencial para Vicente Fox do Partido da Ação Nacional (PAN), de oposição. Após as eleições presidenciais, Felipe Calderón, do PAN, foi declarado vencedor, com uma margem apertada sobre o político esquerdista Andrés Manuel López Obrador, também conhecido pelas iniciais AMLO, do Partido da Revolução Democrática (PRD). López Obrador, no entanto, contestou a eleição e se comprometeu a criar um "governo alternativo". Em julho de 2018, Obrador teve uma vitória contundente, vencendo em 31 dos 32 estados do país, inclusive no norte que nunca o apoiara, tomando posse em 1 de dezembro de 2018, para um mandato de seis anos.
Os Estados Unidos Mexicanos são uma federação cujo governo é representativo, democrático e republicano, baseado em um sistema presidencialista de acordo com a Constituição de 1917, que estabelece três níveis de governo: a União federal, os governos estaduais e os governos municipais. De acordo com a constituição, todos os estados constituintes da federação devem ter uma forma republicana de governo composta de três ramos: o executivo, representado por um governador e um gabinete nomeado, o poder legislativo, constituído por um congresso, e o judiciário, que inclui um Supremo Tribunal de Justiça do Estado.
O legislativo federal é o bicameral Congresso da União, composto pelo Senado da República e pela Câmara dos Deputados. O Congresso faz leis federais, declara guerra, impõe impostos, aprova o orçamento nacional e os tratados internacionais e ratifica as nomeações diplomáticas.
O Congresso federal, bem como as legislaturas estaduais, são eleitos por um sistema de votação paralela que inclui pluralidade e representação proporcional. A Câmara dos Deputados tem 500 deputados. Destes, 300 são eleitos por voto de pluralidade em distritos uninominais (os distritos eleitorais federais) e 200 são eleitos por representação proporcional com listas fechadas de partidos, para os quais o país é dividido em cinco distritos eleitorais. O Senado é composto por 128 senadores. Destes, 64 (dois para cada estado e dois para a Cidade do México) são eleitos por voto de pluralidade em pares; 32 senadores são a primeira minoria ou vice-líder (um para cada estado e um para a Cidade do México) e 32 são eleitos por representação proporcional de listas fechadas nacionais de partidos.
O executivo é o presidente dos Estados Unidos Mexicanos, que é o chefe de Estado e de governo, bem como o comandante-chefe das Forças Armadas do México. O presidente também nomeia o gabinete e outros oficiais e é responsável por executar e aplicar a lei, além de ter o poder de vetar projetos de lei.
O órgão máximo do Poder Judiciário é o Supremo Tribunal de Justiça, o Supremo Tribunal Nacional, que tem onze juízes nomeados pelo Presidente e aprovados pelo Senado. O tribunal interpreta leis e julga casos de competência federal. Outras instituições do judiciário são o Tribunal Federal Eleitoral, os tribunais colegiados, unitários e distritais e o Conselho do Judiciário Federal.
Três partidos têm sido historicamente os partidos dominantes na política mexicana: o Partido da Ação Nacional é um partido conservador fundado em 1939 e pertencente à Organização Democrata Cristã da América; o Partido Revolucionário Institucional é um partido de centro-esquerda e membro da Internacional Socialista, fundado em 1929 para unir todas as facções da Revolução Mexicana e que foi uma força quase hegemônica na política mexicana desde então; e o Partido da Revolução Democrática é um partido de esquerda, fundado em 1989 como o sucessor da coalizão de partidos socialistas e liberais.
O México tem o terceiro maior orçamento de defesa da América Latina, com relato de gastos militares anuais de 24,944 bilhões de dólares ou cerca de 1,6% do PIB. Desde os anos 1990, quando os militares escalaram seu papel na guerra contra as drogas, uma importância crescente tem sido colocada em adquirir plataformas de vigilância aérea, aviões, helicópteros, tecnologias digitais de combate, equipamento de guerra urbana e transporte rápido de tropas.
As forças armadas do México têm dois ramos: o Exército mexicano (que inclui a Força Aérea Mexicana) e a Marinha mexicana. As forças armadas mexicanas mantêm infraestruturas importantes, incluindo as instalações de design, pesquisa e experimentação de armas, veículos, aviões, navios, sistemas de defesa e eletrônica; os centros de fabricação da indústria militar para a construção de tais sistemas e estaleiros navais que constroem navios de guerra pesados e tecnologia de mísseis avançados.
Estas instalações têm um impacto significativo no emprego e na economia. Nos últimos anos, o México tem melhorado suas técnicas de treinamento, o comando militar e as estruturas de informação e tomou medidas para se tornar mais auto-suficiente no fornecimento de seus equipamentos militares, projetando, assim como fabricando suas próprias armas, mísseis, aviões, veículos, armamento pesado, eletrônica, os sistemas de defesa, equipamento militar pesado industrial e navios de guerra.
Historicamente, o México manteve-se neutro nos conflitos internacionais, com exceção da Segunda Guerra Mundial. No entanto, nos últimos anos, alguns partidos políticos propuseram uma alteração da Constituição para permitir que o exército mexicano, a Força Aérea e a Marinha colaborem com as Nações Unidas em missões de paz, ou para fornecer ajuda militar aos países que, oficialmente, pedirem por isso.
A política externa do México é dirigida pelo presidente e executada através da Secretaria de Relações Exteriores. Seus princípios são constitucionalmente estabelecidos no Artigo 89, Seção 10, e incluem: autodeterminação dos povos, não intervenção, resolução pacífica de conflitos, proibição do uso da força nas relações internacionais, igualdade jurídica dos Estados, cooperação internacional para o desenvolvimento e luta pela paz e segurança. A partir de 1930, a Doutrina Estrada serviu como um complemento importante a estes princípios.
Desde a sua independência, as relações exteriores do México têm sido dirigidas principalmente aos Estados Unidos, seu maior parceiro comercial, bem como aos seus vizinhos historicamente ligados na América Latina e no Caribe. Devido a problemas internos, como a Revolução Mexicana, no início do século XX, o México manteve-se praticamente isolado dos assuntos internacionais. Uma vez com a ordem restabelecida, a sua política externa foi construída baseada em prestígio hemisférico nas décadas seguintes. Demonstrando sua independência dos Estados Unidos, o México apoiou a consolidação do governo revolucionário de Cuba nos anos 1960, a Revolução Sandinista na Nicarágua durante a década de 1970 e grupos revolucionários de esquerda em El Salvador nos anos 1980.
No entanto, na década de 2000, o ex-presidente Vicente Fox adotou uma nova política externa que pediu a abertura e aceitação de críticas da comunidade internacional e do aumento da participação do México na política externa, bem como uma maior integração em relação aos seus vizinhos do norte. Uma maior prioridade para a América Latina e Caribe tem sido dada no governo do presidente Felipe Calderón.
Além disso, desde a década de 1990, o México tem procurado uma reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas e de seus métodos de trabalho, com o apoio do Canadá, Itália, Portugal e outros nove países, que formam um grupo informalmente chamado Coffee Club. Como uma potência regional e emergente, o México tem uma forte presença global e é um membro de diversas organizações e instâncias internacionais, como as Nações Unidas, a Organização dos Estados Americanos, o G8+5, o G20 maiores economias, a Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
A segurança pública é realizada nos três níveis de governo, cada qual com diferentes prerrogativas e responsabilidades. Os departamentos de polícia locais e estaduais são primariamente responsáveis pela aplicação da lei, ao passo que a Polícia Federal Preventiva é responsável por funções especializadas. Todos os níveis reportam à Secretaria de Segurança Pública.
O Gabinete do Procurador-Geral da República (PGR) é a agência executiva encarregada de investigar e reprimir crimes no nível federal, principalmente os relacionados com narcotráfico, tráfico de armas, espionagem e roubos bancários. O PGR opera a Polícia Federal Ministerial, uma agência de investigação e prevenção.
De acordo com um estudo da OCDE em 2012, 15% dos mexicanos relataram terem sido vítimas de crime no ano anterior, um resultado que, entre os países da OCDE, só é maior que o da África do Sul. Em 2010, a taxa de homicídios do México foi de 18 por 100 mil habitantes; a média mundial é de 6,9 por 100 mil habitantes.
O narcotráfico e atividades relacionadas são uma grande preocupação no país. A guerra às drogas no México deixou mais de 60 mil mortos e, talvez, outros 20 mil desaparecidos. Os cartéis de drogas mexicanos têm cerca de 100 mil membros. O Instituto Nacional de Estatística e Geografia do governo mexicano estimou que houve 41 563 crimes por 100 000 habitantes em 2012.
Desde que o ex-presidente Felipe Calderón lançou uma ofensiva contra os cartéis em 2006, mais de 28 mil supostos criminosos foram mortos. Do total de violência relacionada com a droga, 4% são pessoas inocentes, principalmente transeuntes e pessoas presas entre tiroteios; 90% criminosos e 6% militares e policiais. Em outubro de 2007, o presidente Calderón e o então presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, anunciaram a "Iniciativa Mérida", um plano de cooperação policial entre os dois países.
O México está dividido em 31 estados autônomos mais a Cidade do México, formando uma união federal, que se listam abaixo por ordem alfabética, seguidos do nome da respectiva capital. A área metropolitana da Cidade do México, e partes adjacentes do estado do México, é uma das áreas mais populosas do mundo. Cada estado tem sua própria constituição, congresso, e um judiciário, e seus cidadãos são eleitos por votação direta para governador por um período de seis anos, e representantes para os respectivos congressos estaduais unicamerais por três anos. A Cidade do México é uma divisão política especial que pertence à federação como um todo e não a um estado particular, e, como tal, tem um governo local mais limitado do que os estados da nação.