A Yoga Restaurativa nasce justamente desse entendimento. Nela, usamos posições de relaxamento, cuidadosamente apoiadas por almofadas, mantas, blocos e outros suportes, de forma que você fique completamente acomodado. Não é preciso sustentar peso, equilibrar ou fazer esforço para permanecer na posição. É só se deixar receber.
E é exatamente essa ausência de esforço que faz a diferença. Quando você não precisa trabalhar para se manter em determinada posição, fica mais fácil desacelerar. A respiração pode se tornar mais tranquila, enquanto tensões que muitas vezes passam despercebidas começam a ceder, aos poucos.
É um tipo de prática que conversa diretamente com o que falamos sobre regulação do sistema nervoso: não precisamos obrigar o corpo a relaxar. Primeiro oferecemos conforto e tempo. A partir daí, cada pessoa pode perceber o que acontece quando não precisa mais se segurar.
Não é preciso ter flexibilidade, nem experiência anterior com yoga, nem estar em boa forma física. As posições se adaptam ao seu corpo, não o contrário. Isso torna a prática acessível também para quem nunca fez nada parecido ou para quem chega pesado, cansado, tenso, sem energia para mais uma tarefa.
No meu trabalho, uso a Yoga Restaurativa como parte do processo terapêutico, unida ao olhar da regulação emocional. Enquanto você repousa, criamos juntos um espaço onde é possível sentir, sem pressa, o que normalmente fica mais difícil de acessar em um estado de alerta constante.
A Yoga Restaurativa não exige desempenho. Não há nada para conquistar, nenhuma postura para executar perfeitamente. Há apenas a possibilidade de parar e reconectar consigo.