Apresentação
O projeto investiga a Egiptomania na era digital, especificamente como o Egito Antigo é ressignificado na plataforma Twitter (X Corp.). O foco recai sobre o fenômeno da allelopoiesis, processo em que o presente evoca elementos do passado — figuras mitológicas, personagens históricos e símbolos — para reinterpretá-los conforme necessidades contemporâneas de comunicação e crítica social.
Eixos de investigação e categorias
A pesquisa opera sobre um banco de dados de 7.188 evidências, classificando o uso de termos egípcios em repertórios que expõem as tensões da sociedade atual:
Crítica política: O uso da figura do Faraó como metáfora para o despotismo ou para o debate sobre financiamento cultural.
Racialidade e identidade: Discussões sobre as origens africanas do Egito e o combate ao preconceito histórico nas representações midiáticas.
Cultura Pop e cotidiano: A presença de divindades como Anúbis (25,2% das ocorrências) e Osíris (12%) em memes, hashtags e trocadilhos que revelam a vitalidade desse passado no imaginário digital.
Metodologia e alfabetização cultural
O projeto utiliza a arqueologia de salvamento digital para catalogar e preservar informações, tratando os tweets como documentos históricos sob o rigor da LGPD e da Lei de Acesso à Informação. O objetivo final é promover a alfabetização midiática, capacitando estudantes a distinguir entre o uso acadêmico da história e as apropriações ideológicas ou "fake history" que circulam nas redes.