O LEPHAMA (UEMG) convida professores da Educação Básica (Ensino Fundamental II e Médio) e docentes do Ensino Superior para integrarem uma rede nacional de investigação sobre a presença do passado no mundo digital.
O que nossos alunos realmente pensam quando ouvem "Antiguidade" ou "Idade Média"?
Será que a imagem de uma pirâmide ou de um cavaleiro medieval que eles carregam foi construída nos livros didáticos ou em um post de 280 caracteres que apareceu em seu feed esta manhã? Como pesquisadores e professores, enfrentamos o obstáculo diário de uma história que é consumida velozmente nas redes sociais, muitas vezes desprovida de rigor, mas carregada de afetos e ideologias. Queremos capturar esse "instantâneo" da mente dos estudantes. O seu papel nesta pesquisa é nos ajudar a revelar as divergências entre o passado acadêmico e o passado digital, transformando a sala de aula em um laboratório de diagnóstico da consciência histórica contemporânea.
O projeto "Antiguidades e Medievalidades Digitais: as Consciências Históricas no Twitter (X Corp.)", financiado pela FAPEMIG, é uma iniciativa de ponta em Humanidades Digitais coordenada pelo LEPHAMA.
Nossa investigação parte da premissa de que o Twitter (X) não é apenas uma rede social, mas um arquivo vivo de como a sociedade disputa o sentido da história. Para entender esse fluxo, precisamos primeiro ouvir a base: os estudantes de Ensino Fundamental II, Médio e Graduação.
As nuvens de palavras geradas a partir da sua colaboração não serão apenas gráficos; elas serão os filtros técnicos que utilizaremos para minerar milhões de dados na rede social. Ao participar, você ajuda a construir uma cartografia das sensibilidades históricas do Brasil, permitindo que desenvolvamos estratégias de ensino mais resilientes e conectadas à realidade tecnológica atual.
Vivemos em uma era onde o Egito Antigo e a Idade Média são constantemente ressignificados em posts de 280 caracteres. Mas como isso chega aos nossos alunos? Nossa pesquisa investiga as consciências históricas: queremos entender quais termos, imagens e conceitos os estudantes mobilizam quando pensam na Antiguidade e no Medievo.
Ao coletar essas "nuvens de palavras" em sala de aula, conseguiremos mapear a divergência entre o saber acadêmico e o consumo digital, criando filtros precisos para minerar como a história está sendo disputada no Twitter (X Corp.).
Protagonismo Científico: Você não é apenas um aplicador, mas um agente de intermediação fundamental para a produção de dados científicos nacionais.
Certificação: Emissão de certificado de Pesquisador Colaborador Regional, fortalecendo seu currículo Lattes com um projeto financiado pela FAPEMIG.
Ferramenta Pedagógica: Você receberá o diagnóstico visual (nuvem de palavras) da sua própria turma, permitindo uma intervenção imediata sobre os anacronismos e percepções dos seus alunos.
Para evitar qualquer problema administrativo e respeitar as normas do Comitê de Ética (CEP/UEMG), seguiremos este cronograma:
Manifestação de Interesse (Até 31/05): Você preenche o formulário básico abaixo sinalizando em quais turmas ou níveis (Graduação, Médio ou Fundamental) pode atuar.
Instruções e Fichas: Após o prazo, nossa equipe entrará em contato enviando o kit com as fichas de autorização e as orientações detalhadas.
Formalização e Coleta: Assim que as escolas/universidades assinarem a anuência e o CEP liberar o protocolo, você recebe o link para a atividade com os alunos.
O formulário de inscrição estará disponível aqui até 31 de maio.
Sim. O objetivo central do projeto é mapear as consciências históricas dos estudantes de uma maneira geral, e não apenas o conteúdo restrito a uma disciplina específica. Mesmo que você seja historiador de formação e esteja lecionando outras matérias, sua participação é permitida e bem-vinda. O que nos interessa é o "instantâneo" da mente dos jovens sobre o passado antigo e medieval, independentemente do componente curricular.
O obstáculo tecnológico não deve impedir a coleta de dados. O projeto prevê três alternativas:
Uso compartilhado: O formulário é anônimo e permite que vários estudantes respondam sequencialmente em um mesmo aparelho.
Formulário Impresso: Caso não haja nenhum equipamento disponível, nossa equipe disponibilizará um modelo para impressão. O professor poderá aplicar a atividade em papel, escanear as respostas e encaminhar para a coordenação do LEPHAMA.
Simplicidade: O questionário foi desenhado para ser direto e de fácil aplicação, não exigindo competências técnicas avançadas dos alunos ou do docente.
Não é necessário realizar mais de uma inscrição neste momento. Nesta fase de manifestação de interesse, que vai até 31/05/2026, estamos apenas coletando os nomes dos voluntários para organizar a rede. Após esse prazo, nossa equipe de intermediação entrará em contato individualmente para verificar a quantidade de turmas, os níveis de ensino (Fundamental II, Médio ou Graduação) e a realidade logística de cada colaborador.
A aplicação com os estudantes só ocorrerá após o parecer favorável do Comitê de Ética (CEP/UEMG). Assim que o protocolo for liberado, os professores colaboradores receberão um kit completo com as fichas de autorização e as orientações para a aplicação, garantindo a segurança jurídica e ética de todos os envolvidos.