O Brasil é o único país a disputar todas as Copas do Mundo, além de ser o maior campeão, com cinco títulos. Além disso, é celeiro de inúmeros dos maiores atletas da história do futebol, como Pelé, Zico, Romário, Garrincha e Falcão. A estrutura do futebol profissional nacional é comandada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a entidade máxima do esporte no país. A CBF é responsável por organizar as principais competições nacionais, como todos os Campeonatos Brasileiros, as quatro divisões, a Copa do Brasil e as categorias de base, além de coordenar as seleções nacionais. Ao longo da história, a entidade tem enfrentado desafios no comando do futebol nacional, sobretudo, a necessidade de modernização e da pressão por mais transparência.
Mesmo sendo a engrenagem central da estrutura, as federações estaduais desempenham um papel importante na organização do futebol em suas regiões. Operando sob a supervisão da CBF, são responsáveis por organizar os estaduais, competições tradicionais presentes no começo do calendário do esporte no país. Entre as mais relevantes podemos citar, os campeonatos Gaúcho, Paulista, Mineiro, Baiano, entre outros.
Cada federação estadual tem autonomia para fazer o gerenciamento do futebol no seu estado, regulamentando os campeonatos, registrando os jogadores e emitindo as licenças. As federações, no caso do Rio Grande do Sul, a Federação Gaúcha de Futebol (FGF), também servem como ponto de entrada para clubes menores que aspiram competir em nível nacional.
Ou seja, são responsáveis por qualificar os clubes para competições nacionais, como a Copa do Brasil e a Série D do Brasileirão, por meio dos campeonatos existentes no seu próprio calendário. O futebol profissional gaúcho está separado em três divisões, sendo elas, Série A1, Série A2 e Série B. Na primeira divisão, estão clubes com mais investimento e que estão presentes em alguma divisão nacional, como por exemplo, Grêmio, Internacional, Caxias, Juventude, Brasil, Ypiranga e Novo Hamburgo.
Além disso, a Divisão de Acesso, como é popularmente conhecida a Série A2, encontram-se inúmeras equipes tradicionais, que brigam ano após ano por duas vagas na elite, mas sofrendo com dificuldades financeiras e um calendário reduzido, ainda lutam contra o rebaixamento. Do mesmo modo, o Campeonato Gaúcho Série B, carinhosamente apelidado de Terceirona, é composto por equipes emergentes e outras de rica história, querendo retomar os bons momentos. Os investimentos monetários são ainda menores e o calendário também é bastante enxuto. Ocorrendo anualmente, o torneio tem 15 datas, não há rebaixamento e é disputado somente no final do ano.
A Série B do Rio Grande do Sul é uma das cinco competições masculinas, profissionais, que integram o calendário da Federação Gaúcha de Futebol (FGF). Complementam o ano, a Copa FGF e a Recopa Gaúcha. Estão aptos a disputar Gauchão Série B, todos os clubes que não possuem divisão, seja por rebaixamento da Divisão de Acesso na temporada anterior ou os oriundos do futebol amador, com intuito de se profissionalizar. Assim, por adesão, as equipes devem estar filiadas à FGF e cumprir os critérios existentes no edital de inscrição. O formato da competição varia de acordo com o número de inscrições enviadas para a Federação.
É de suma importância ressaltar, que 2024 terá seu menor número de participantes, apenas oito. Isto levando em consideração apenas as referências fornecidas pela FGF, iniciadas em 2017. A feito de comparação, em 2023 foram 16 inscritos, divididos por região, em quatro chaves de quatro equipes. Nesta temporada, os oito clubes foram separados em dois grupos, compostos por quatro times. Ainda assim, os moldes de competição são semelhantes, com os dois melhores colocados de cada grupo conquistando a vaga para os mata-matas.
Contudo, a diferença está na remoção de uma fase, as quartas de final. Em outras palavras, os jogos eliminatórios decididos em enfrentamentos de ida e volta, onde o clube com melhores resultados avança, enquanto o derrotado é eliminado, começam direto na semifinal. Os dois finalistas são os únicos que garantem vaga no Gauchão Série A2. Na última edição, o Cruzeiro, sediado em Cachoeirinha, e o Futebol com Vida, oriundo de Viamão, realizaram a final e foram alçados à 2ª divisão. Após dois confrontos na Arena Cruzeiro e com placar agregado de 2 x 1, o Estrelado garantiu o troféu.
A competição é uma oportunidade para as cidades menores e mais afastadas da capital mostrarem seu potencial, atraindo mais investimentos, tanto para o futebol, como para a comunidade local. Para quem torce, é a chance de acompanhar o seu clube do coração, torcer pelos representantes do seu município, vibrar com triunfos e um possível acesso.
Sobretudo, a Série B oferece oportunidades de crescimento e destaque para clubes e atletas. É uma vitrine para o futebol gaúcho e proporciona entretenimento para os torcedores, também contribui para a manutenção e para a continuidade de muitos clubes históricos. É importante ressaltar que há uma série de desafios e dificuldades para os clubes participantes. A falta de recursos financeiros e estruturais, é um obstáculo para o desenvolvimento das equipes e para a busca do acesso a outras divisões. Ao visibilizar as histórias de clubes que participam da Terceirona, o futebol gaúcho mantém suas raízes vivas e amplia sua identidade.
Nesta temporada, a competição tem início previsto para 22 de setembro e término em 8 de dezembro. Além disso, durante a fase classificatória, os times se enfrentarão dentro de seus respectivos grupos, em turno e returno. Portanto, os dois melhores colocados de cada chave avançam para as semifinais, que serão disputadas em formato de ida e volta, assim como a final. Os finalistas são os únicos que garantem o acesso ao Gauchão Série A2 2025. No Grupo 1 estão Guarani, Gramadense, Apafut e Real SC. Em contrapartida, o Grupo 2 é composto por São Paulo, Farroupilha, Rio Grande e Riograndense.