Patrimônio cultural negro, ensino de história e educação antirracista (2022 - atual)
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Patrimônio cultural negro, ensino de história e educação antirracista (2022 - atual)
Em 2003 entrou em vigor a lei 10.639, que tornou obrigatório o ensino de História e Cultura africana e afro-brasileira em todos os segmentos educacionais brasileiros e cinco anos mais tarde a lei 11.645 (2008) instituiu a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Indígenas. Nessas quase duas décadas, porém, sabemos que a implementação prática das leis enfrentou diversos desafios, fossem eles no meio escolar ou acadêmico, com currículos que demoraram a se ajustar à exigência oficial e continuaram, na prática, favorecendo outras histórias e perspectivas culturais.
Através do projeto Patrimônio cultural negro, ensino de história e educação antirracista, os membros do LEEHPAC criaram atividades e propostas de aula formuladas para permitir a conexão entre as reflexões acadêmcias e a escola, em diálogo com as demandas levantadas pelos movimentos sociais. Essas propostas foram aplicadas em instituições públicas e na rede privada, ao longo do ano de 2022.
Abaixo listamos algumas delas:
Oficina Lá no meu quintal - alunos do primeiro ano do Ensino Médio, no Colégio Estadual Olga Benário Prestes (RJ-Bonsucesso)
Projeto História em Quadrinhos e o Ensino de História: Passados Presentes - turmas de 3º ano no Colégio Estadual Prof.ª Alda Bernardo dos Santos Tavares (RJ- Magé)
Oficina Jongo da Serrinha: patrimônio cultural negro - alunos do primeiro ano do Ensino Médio, no Colégio Estadual Olga Benário Prestes (RJ-Bonsucesso) e do Colégio Estadual Professor José de Souza Marques (RJ-Brás de Pina)
Oficina África:Uma viagem no tempo - Colégio Estadual Professor José de Souza Marques (RJ-Brás de Pina)
- Confira alguns registros -
- Abaixo, estão disponíveis mais registros das atividades !
Projeto Madureira e Acervo Swahili (2014 a 2018)
O Leehpac participou de pesquisas entre 2014 e 2018 que buscaram identificar e sistematizar os bens culturais, materiais e imateriais, de duas localidades: o bairro de Madureira no Rio de Janeiro e o norte de Moçambique, tendo como horizonte maior a sua utilização no ensino da história escolar. O objetivo era refletir de que forma a pesquisa sobre o ensino de história das culturas africanas e a preservação do patrimônio cultural de populações historicamente marginalizadas, de maneira geral, ressaltou a importância de se configurarem estratégias de promoção da inclusão social no Brasil e em Moçambique.
Dessas pesquisas resultaram a criação do Laboratório Interdisciplinar de Memória e Patrimônio Cultural no Instituto de Educação Carmela Dutra e uma plataforma digital com disponibilização do acervo de documentação do Norte de Moçambique*.
No decorrer das pesquisas foi realizado levantamento de uma série de documentos relativos à cultura negra, tendo como recorte espacial o bairro de Madureira no estado do Rio de Janeiro e a Ilha de Moçambique. Essas duas localidades guardam características convergentes, na medida em que se constituem como espaços reconhecidos institucionalmente como sendo de forte expressão cultural negra. Há em Madureira uma série de bens representativos dessa cultura, tombados como patrimônio cultural, tais como o samba, o jongo, o Mercadão de Madureira, etc. Já no Norte de Moçambique, temos toda a Ilha de Moçambique tombada como patrimônio da humanidade pela UNESCO em 1991.
*Obs.: Como produto da visita à Ilha de Moçambique e à coleta de fontes e materiais patrimoniais, foi criado um site no endereço - www.acervodigitalsuaili.com.br - Aualmente, porém, o domínio encontra-se temporariamente indisponível. Apesar disso, ainda é possível acessar registros de eventos e materiais relacionados ao processo de produção do acervo e suas parcerias na página do Facebook: https://www.facebook.com/acervodigitalhistoriaeculturaswahili?locale=pt_BR
- Acesse mais registros das atividades !
Parceria - Colégio Céu Azul Montessori (2025)
Nos últimos meses, os membros do LEEHPAC e a equipe de docentes e gestores do colégio Céu Azul Montessori (Petrópolis- RJ) têm trocado experiências e realizado encontros cujo objetivo é promover o debate acerca dos desafios de se implementar propostas educacionais não-tradicionais, que valorizem os saberes e experimentação do mundo pelos educandos e que promovam a autonomia e conscientização social, sobretudo no que diz respeito à adoção de projetos pedagógicos de uma educação antirracista. O objetivo dessa parceria é a possibilidade de aprendizado mútuo e a ampliação das redes de reflexão e formação, promovendo a visibilidade entre professores e suas diversificadas atividades pedagógicas.