Laboratório de
Paleontologia & Evolução
Laboratório de
Paleontologia & Evolução
O Laboratório de Paleontologia e Evolução de Ilha Solteira - LAPEISA foi criado em 2015, e está vinculado à Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira, FEIS- Unesp. Nossos estudos são direcionados aos grandes grupos de vertebrados e frequentemente se interconectam, buscando compreender a evolução, a adaptação e a diversidade desses animais. As principais linhas de pesquisa do LAPEISA são:
Anatomia Comparada, Sistemática e Evolução
A Anatomia Comparada dedica-se à descrição e análise minuciosa das arquiteturas orgânicas em distintos grupos taxonômicos, mediante a confrontação de sistemas biológicos (e.g., esquelético, muscular), almeja-se discernir similaridades e disparidades que evidenciem relações filogenéticas e adaptações a variados modos de vida. Empregam-se análises quantitativas da forma e da função, instrumentalizadas por métodos estatísticos e técnicas digitais, visando à mensuração e à comparação das configurações morfológicas entre os grupos sob investigação. Tal abordagem busca elucidar a variação fenotípica intra e interespecífica, bem como sua trajetória evolutiva em resposta a pressões seletivas. Nesse sentido, a análise do registro fóssil revela-se crucial para inferir o parentesco evolutivo entre linhagens extintas e viventes de vertebrados, permitindo o delineamento das principais transições macroevolutivas .
Morfologia Funcional e Biomecânica
A Morfologia Funcional e a Biomecânica constituem domínios de estudo intrinsecamente correlacionados, que convergem para a compreensão da relação entre a forma, a estrutura e a função nos organismos. Enquanto a Morfologia Funcional concentra-se na elucidação de como os atributos anatômicos concorrem para a execução de diversas atividades biológicas, a Biomecânica aplica os princípios da mecânica clássica (estática, dinâmica, cinemática, cinética, mecânica dos fluidos) à análise do funcionamento dessas estruturas durante tais atividades. A Morfologia Funcional investiga a influência da arquitetura orgânica (sua conformação e a organização de seus componentes) na efetivação de funções vitais, como a locomoção, a nutrição, a respiração, a reprodução e a percepção sensorial. A Biomecânica, por sua vez, analisa as forças, os movimentos e a energia despendida nos processos biológicos, dissecando a interação das estruturas morfológicas (ossos, músculos, tendões, ligamentos) na produção desses fenômenos. Sob uma perspectiva evolutiva, busca-se desvendar como as pressões seletivas modelaram as interconexões entre forma e função ao longo do tempo, culminando nas adaptações observadas nos vertebrados viventes e extintos.
Paleoecologia
Em suma, a Paleoecologia transcende a mera descrição de grupos fósseis e viventes de vertebrados, servindo como ferramenta para compreender e reconstruir os nichos ecológicos do passado e para elucidação do papel dos organismos nestes ecossistemas. A comparação da morfologia de vertebrados fósseis com seus congêneres atuais ou com animais contemporâneos que ocupam nichos ecológicos análogos ajuda na compreensão sobre o modo de vida dos grupos extintos. Adicionalmente, a análise dos processos tafonômicos, desde a morte do organismo até sua fossilização, possibilita a compreensão dos mecanismos de preservação (e das perdas informacionais), bem como a distinção entre agregações fossilíferas representativas de comunidades biológicas e acúmulos seletivos. Por meio da análise das rochas que contêm os fósseis, é possível a obtenção de informações cruciais sobre as condições físicas pretéritas, ou seja, os paleoambientes.