fugindo das ambições latentes
entro
no caminho solitário do andarilho
que busca um lugar
no seio da contradição
sobre a criança que fora
castigava-a de birra
caia-lhe de rancor
porque ela não conseguia competir
competir com você
todos esses seus anos de salivação
dos olhos deglutidos
sou sempre a sua cria
que à espera esperou
expirada a esperança
esperança que vinha...
que não vinha
faltou-lhe o leite paterno
das tetas desse coração
triste e rancoroso
quanto podia ter sido bonito
se chorasse paixão
e não criasse mais solidão
Solidão...
Cárcere da paixão
Dor que dilacera o peito
Sabor amargo
Que me enche a boca
Solidão...
Tudo aquilo que herdei
Tudo aquilo que restou
Do amor que morreu
Nos braços da ilusão
Nuvens...
nuvens rasgam
um amanhecer divino
sob camadas espessas
meu peito inchado de revoluções
e contradições
esconde minha face
Busco a problemática comunitária
no céu que encobre
nuvens cobrem
nossa nação-povo: um grito oco ecoa
pela dignidade humana
Mas estou perdido dentro
de um casulo
como pois...
voar borboleta ?
Tenho de tecer minhas asas
nas cores do meu querer
e buscar o aprendizado do vôo
no escuro-negro dos corações...
cor do nada
Ando afastado
Ando irregularmente e chego
Chego à beira de lugar-nenhum e saio
Saio com todos sentimentos carregados e volvo
Volvo asfaltado nos meus sonhos e afasto
Afasto a face de um fato de fato e falso
Falso tomado de verdades alheias e falo
Falo com todos meus entendimentos rasgados e vomito
Vomito desejos de uma sensualidade intratada e verso
Verso longe do meu lado reverso e asfalto um fausto
Fausto asfalto para o meu
Andado-afasto
e quando o dia acorda
nos olhos dos meus olhos
sinto que a frescura dessa manhã
fria de inverno
é o meu consolo
do desfiar qual novelo a vida...
correndo lá fora
aqui dentro
do meu canto chamado quarto
hesito na cama
viro para o lado
mas o dia das obrigações
chama insistente... mente
não sei ainda dos meus sonhos
sonhei com tudo
contudo... tudo se apaga com a noite
tudo
inferno é lá fora
porque despertam demônios e anjos:
noite e dia correndo atrás
uma do outro
hoje no frio fino da manhã
não pude ficar na cama
os sonhos já haviam despertado
a ilusão cobria minha carne
toda água estando gelada
conserva a vida
contendo paixões violentas
sopra o inverno matutino
detendo um incógnito destino
nos mares do além-pejo
nas paisagens trás dos montes
transbordante é o tédio de uma nação
históricos patriarcas portugueses
enterraram o nosso glorioso passado Tupi
exilado Tupi da mata virgem
estupraram o Verde os Brancos
intervalo ecologista-histórico
na minha melancolia verdamarela aquarela
nós somos um povo e Ninguém é nosso Deus
Nada nossa religião
nossa religião nada
nossa fé é c’a fé nenhuma
não somos patriotas
não temos pátria
temos um lar, uma família:
homens, mulheres, crianças
assim duas leis: vida e morte
durante a vida amamos, odiamos
quando a morte vem
só Ninguém, nosso deus, sabe
nosso deus da(na)rá ...
Alma infinita
devoraria matas
mas ela é embotada de linhas retas
e ângulos concretos
Alma sedenta
beberia o mar
não fossem as ondas de areia
que regam seus olhos verdes
Além do gueto
são outros guetos
divorciando almas do belo
Sem alimento
vagueia ela coberta de andrajos
o mundo divorciando almas do belo
o mundo recriado
pelos homens: murders of souls
Sonhei...
Sonhei que me deixavas
E em minha fantasia por ti clamava;
Clamava no escuro...
Ouvia.
Não mais que da voz do destino,
Ouvia.
Minhas palavras eram surdas,
Surdas e secas:
Cheias de orgulho
Mas, então, a realidade...
A realidade era que tu,
Tu me querias mais,
Mais e mais tu me querias
E eu...
Eu me entregando,
Olhei para frente;
Deixando de ver sonhos,
Sonhos ou desatinos.
Apenas jogados ao tempo,
Tempo da recordação
Nossos sentimentos...
Sentimentos e razões
Sentir e sorver nos lábios
lábios dos meus lábios
sem saber do porquê
Apenas pobres Helena
Apenas boca em boca
Loucas...
não são poucas,
são toscas
Toco-as
Sufoco-as
vomito-as
todos os dias varrendo
a sujeira sempre volta
do pó que disseram
ele um dia voltará
continuem varrendo o pó, Garis!
lá faz tempo que respiram poeira
nas ruas negradas
as calçadas de cimento são encardidas
pisadas por tantos
o meio-fio
onde rua e calçada dão a mão
colhe o lodo
todos os dias os Garis
saem às luas
varrendo suas descalçadas pisadas
a poeira ‚ levantando cedo
levando no ventre do cotidiano
o pó
de pesar, as soleiras dos Garis
continuam imundas
como sempre mudas
de varrer alheias soleiras
alheios vivem os Garis
Vê se não amola!
me deixa quieto.
Já não penso nos outros.
Penso em mim mesmo
Tenho um pensar dentro de mim:
essa gente que não se preocupa com nada é como o vento
Comparo a vida com o cozinhar:
se faz de um jeito, não dá serto...
faz de outro, certo?
‘inté hoji
façu arroiz queimadu
mais cuzinhá é a coisa mais fáciu
A musa que me inspira
É a que, tão distante
Não ouve quem suspira
De a querer a cada instante
Verde é o seu olhar
Qual verde me é o mar
Na face, o sorriso que canta
É doçura que me encanta
Mas como pode me inspirar lirismo tal
em tamanho cabedal
Se seu formato só me é‚ na mente?!
(nunca a vi pessoalmente)
A formosura de sua figura
Que, cá , guardo tão pura
É como pássaro bonito
A voar infinito
Quem sabe, n'algum dia
De voar ela se cansará
E a bela harmonia
De seus lábios nos meus, beijará
A BOCA
OCA
QUE CIVIL
SE VIU
SER VIL
S E R V I U
E NO BUEIRO
ESCARROU
Pouco
ou
às vezes
corre um sentimento
eminente
solto e latente
tão vivo que...
que pode estar morto...
Dependente de um encontro
despedidas as esperanças
Mais
ou
amiúde
estanca a vida
uma ferida
profunda
pretérita
Ao sentir tão rente teu ser
meus olhos penetram
nos teus olhos
e tudo ao derredor
perco de vista
“Consciente de ti, nem a mim sinto” [1]
Se és tão entorpecente...
virtualmente
(por uma virtude da mente),
perco a noção
Amei só --- mentias --- num fim de tarde
(Eras tu... ilusão)
Deleitando ao teu carinho
distante agora
distante agora sofro
Angustia-me a saudade
ao lembrar
ton doux faux visage
[1] - O Eu Profundo e o Outros Eus, Fernando Pessoa: CANCIONEIRO ("Análise") p 75
tener em mis manos
o esperma da vida
e deixá-lo esvair-se
entre mei'os dedos
nessa masturbação hodierna
pelos esgotos urbanos
me roubo, assim, a fertilidade
seduzido pela facilidade figurativa
de uma companheira...
tener en mis manos
a dor da solidão
sem poder evitá -la
nessas noites de cio animal:
borro mis manos sedutoras
Assassinado eu
quando o infinito não durou mais...
mais que a saudade engolida pelo orgulho;
a mulher abortou em cio o amor
Mata, implode;
meu peito,
beijando transbordante
a ferida...
Meu sangue coagula
a lâmina assassina
of her words
she kissed goodby
her... my own blood
Vomita-me alianças
pontes
laços...
Executa-me
como se fora heroína
salvando a pátria;
a sua
bárbaro
eu o louvo
pela sua força descomunal
um animal
dos dias, a monotonia
o girar duma roda
carro-de-boi
sonho que a liberdade...
um sonho sem acordar
mas a corda do dia rompe
sempre, toda manhã me desperta
coisas banais
pencas de bananas
governamenteiros macacos
comem todos os dias
escorregamos nas cascas
incompreensível
a bolsa de favores
sua
A decrepitude dos sentimentos que vagam
(entre a ânsia e a decepção)
que malogram meu ser
com pitadas de sarcasmo
Esperanças fecundas abortam
meus frutos
nessa seara regada pela angústia
Ao menos
a capacidade de sonhar durasse
tanto quanto os momentos
que me incutem a ânsia da espera!
Eu os queria tão efêmeros
como o dia de ontem
sem memória
seguindo o infinito
a parte alguma
e se dissociando
amalgamando
sem rastros
Foi-se o dia
soprou o vento
Veio a noite
cantarolando uma canção
Dormi suave
uma réstia de esperança
me fazia criança
O dia se fez novamente
sem o soprar do vento
Veio a noite
não houve canção
Dormi pesado
consumida a esperança
exilava-se a criança
Da alegria, agonia...
Foi-se mais uma companhia
Por amar, ama-se
E amando, há mar
Ao mar se lança o amor
Por querer e por sentir...
Insanas são as regras do jogo
Você me tortura com seu corpo
lábios e língua me lambuzam seu veneno
seus seios soltos na veste
me esfolam o peito
a tesão aguça instantes de delírios
minhas mãos queimam brasas sopradas
Você as decepa, por quê?
Estanco mais uma noite sufocada
nossa vida íntima está intimidada
são o as formalidades do seu corpo
que meu sexo cheira...
exalam mistificações
Temos amores guardados,
acumulados
e uma flor-botão
toda primavera
Resistir, sua ousadia
iludindo minha paixão
nessa forma de expressão
Louvado seja nosso amor louvado
Carne querendo carne
essência, essência
A noite passa pela carne
não fica
não é a noite da carne
que faz nossa união
nosso coito
são formas essenciais de expressão
Você ainda representa
algo para mim
indiscutivelmente,
quando tudo acabou
eu escolhi... você
Não é solidão que ficou
é mar
Não é a distância que nos separa
é estrelas
Não é saudade no horizonte
é um sol poente
Não é lembranças recolhidas
é pegadas vagando
Não é desejo enjaulado
é noite chovendo
Não é amor
é batidas de meu coração
Não é sentimentos
é linhas de um uni-verso
há mais...
Ficar mais tempo com você
que iria
queria eu
Eu não iria ao mar
-- Rio de Janeiro --
Eu iria a mar você
Chuva de olhos, porém
é tudo de outrora agora singular, singular
como crianças
são as lembranças
brincam de faz-de-conta
todas elas
elos de uma corrente
que rompida...
tento emendar
falta o elo
que não pertencia
a agonia
que não conhecia
a tristeza
que não chorei
a alegria
que não esteve comigo
brilham as lembranças
quais estrelas
no manto escuro da solidão
onde eu as vejo vivas
mas sem olhos para mim
Ondas tão altas
abarcaram toda a vila
Ondas tão violentas
arrasam tudo
todos
Vândalas ondas intrépidas‚
arrasam toda minha vida costeira
Num solo varrido
lavado
restei
restando como restos
Um gosto de sal na boca
ainda...
de uma ressaca marítima
que quer forte
quer castigante
me persegue em vômitos convulsivos
quando...
esperança ou consolo?
Revolta ou reviravolta?
...quando
quando muito pouco;
suporta-se quando ainda fé
quando ainda dia
quando ainda noite
imagens agindo
homens ou coisas
por uma avenida
cruzam ruas
e quando o quando é o mesmo
para ambos
inevitável o choque
guerra
homens em holocausto
aos deuses do charco;
soldados,
bandeiras vãs e sangue
nas veias expressas
quando
quando nadam versos
em desespero
quando minha esperança
meu consolo agem...
Quando apenas
quando nada mais...
Ainda Iraig
Ainda Poeta
Queria a morte chegar
Queria o verso romper o sonho
ver a ilusão destruída
qual suicida
Vida; onde vai dar a vida?
esperança, esperando um Deus
sei que mais um dia vai durar
onde é mais longe
do que onde quero chegar
Não consigo romper com as limitações
minhas limitações:
de força, a destruição
de amor, a união
de ódio, a vingança
de esperança, o desejo
de vida, a morte
de ser, o não-ser
O que tenho em minhas mãos
são espaços vazios entre os dedos
Por que a forma?
Por que o homem
senão o monstro?
Monstruosidade e humanidade andam juntas
nas formas apenas aparências
Sociedade de Homens & Monstros Anônimos
Tecendo a fragilidade da seda
na minha boca,
desabrocham em carícias
os temperos de uma tarde
Quando ela provou em mim
o calor nos teus lábios,
os meus engoliram os teus
tarde, porém,
era tarde
O sol se depôs;
amanheceu o dia,
ficando o sonho no poente
O que pode haver
De concreto nos meus versos?
-- Versos!
O bêbado passa de porre
E me diz que a vida...
Que a vida não vale mais
Que sua lucidez de cachaça
--- ( ? )
O coletivo carregado
lotado de seres obtusos
Pagando um percurso
Comprimidos nesse ir
E voltar até...
Até não mais haver
ônibus
Ruas talhando uma cidade...
Até não mais
Haver concreto ou em sonhos...
Disfarço meu mal estar, mal ser
Com um copo de laranjada
Adianta?
Tudo questão de tempo
Para eu afundar ou sair nadando
Na piscina, no rio ou no mar
O tempo ameaça
Ameaça e cumpre
às vezes, não como angustiamos
Ou talvez, mais angustiando ainda
Eu, água magoada...
Querendo chover minhas lágrimas secas
Mas são nuvens...
O peito abafa
Você não vem
Nem me telefona
-- O que terá acontecido?
Uns versos inúteis ou mal ditos
-- O copo de laranjada espremida acabou-se
Espero sua vinda
-- Ninguém.
Mas não chega!
-- Quando?
Pergunto, mas ninguém...
Desejo o momento sabê-lo.
-- Quando vem?
Outro encontro marcado
E o logro
Esperarei por alguém
-- Lá estava ela, ninguém
Apenas eu lembrei de ir
-- Em vão!
-- Vamos?!
Eu e você ninguém
Uma imagem
Imagens
A Imagem
Ilusória
reais
metafórica
A gente precisa dela
A gente as procura
A gente a cria
Sem ela
Com elas
Nela
não há sonhos
a mesma coisa
não dá para o pensamento discernir
A imagem
Imagens
Uma imagem
não diz nada
falam bastante
se cala
de mim
como eu
por mim
Uma imagem
Imagens
A Imagem
Ilusória
reais
metafórica
A gente precisa dela
A gente as procura
A gente a cria
Sem ela
Com elas
Nela
não há sonhos
a mesma coisa
não dá para o pensamento discernir
A imagem
Imagens
Uma imagem
não diz nada
falam bastante
se cala
de mim
como eu
por mim
O chão
existe
pisamos nele
pisar é natureza do homem
pisoteia tão bem
também
e se sente bem
O chão
existe
há
Nada
dariam
pela minha fantasia
Nado como um peixe no chão
Sinto frio
Frio que invade
Invade a alma
Alma que chora
Chora a distância
Distância hemisférica
Abraço a mim mesmo
Mesmo contorcendo,
querendo morrer
Morrer, mas a vida acode
Acode e acalenta a dor
Há dor e outro dia esvai
Ex-vai e a distância aumenta
Aumenta e sinto muito
Muito frio
Frio sinto
Vai, vai, vai...
Indo para a distância
Que comporte a sua ânsia
Parte, parte, parte...
Partindo em cacos
As memórias presas em frascos
Solta, solta, solta...
Soltando todo esse medo
Dessa vida em segredo
Mata, mata, mata...
Matando a saudade adentro
Que agride o peito
Assaltando a faculdade
Com uma hipócrita
Imagem em decurso.
Me dei à vontade
De versar de noite tarde
Porque nada arde
Escrevi algumas antes banalidades
Rabisquei-as a seguir
Não tinham pronde ir
O pensamento de sono carregado
Debalde qualquer sonho
De poesia
Que no poeta tenha Estado
Ele medonho...
Na dependência dela
Tarde da noite se revela
O verso da tarde
No reverso da minha noite
É, assim, qualquer alarde
Sendo da mais tarde primeira, insistente
Está, logos, na mais noite derradeira
Sui generis, surgem
Vontade rimada
Pela tarde-porta da noite-entrada
Erram sonhos
Me sugerindo que tarde anote
A noite como tarda
nado do meu modo
molhando a água
transbordante
de aflição
bolida constante-
mente
meus braços mexem c`gua
que me cobre
com sua razão:
razão mineral
O seu beijo me encheu a boca de saliva
Quis cuspi-la
Mas você por perto...
Tive de engoli-la
Enquanto você sorria saudade-amiga
Que nunca me procurou
Enfim, o beijo,
Que me entrou em sacrifício
Afogando o desejo da carne
Essa insana emoção
E sua saliva
Corroeram as vísceras da paixão
abortando o amor
Num cuspe
No bueiro da minha vida em sonho
Hoje bom dia prá se morrer
Mas se a vida contínua
continua resistente
Violenta toda morte é nua
Nos corpos no morrentes ainda
Quem liga às folhas que, secas,
caíram
se seiva ainda bruta o tronco
Bárbara a vida que bobeia
a pressão do sangue
nos vasos
Quer vermelho o sinal
que obrigue o trânsito a parar aqui já
Jaz...
Mais uma página em branco...
Começam a encher as lembranças
Um ser olvidado, assim,
ganha a memória dos esquecedores
Os inadiáveis compromissos dos omissos
adiados agora são à força das circunstâncias
O prenúcio da morte revolve os detalhes
de um dia insignificante
Hoje pesados na conscincia de cada
Um a um
Adianta rolar lágrimas
espremidas de remorso
rosto abaixo ?
Hipócrita desesperamento egoísta
O choro é bom
Tão bom quanto é bom
O dia pra se morrer
Não chorar é não chorar
Minhas lágrimas são secas
Como a morte
"E naqueles dias
os homens buscarão a morte,
e a não acharão;
e eles desejarão morrer
e a morte deles fugirá" [1] (como da peste)
Donzela dos meus sonhos
enquanto todos a desprezam
de ti escondendo
sempre quis tua face contemplar
em teus braços me envolver
Não pelo conforto
ou pela ferida que doí
no corpo alheio do amor egoísta
desejo-te ardente
Desejo-te senão pelo misterioso sabor
de teus lábios
tua língua a tocar o Céu
de minha boca...
De leitar
c'a morte
[2] Apocalipse de São João: III, 9, 6
Nos olhos, entre olhos
o espaço infinito, momentaneamente,
encontra uma sensação fria
Envolve, paralisa os seres
Estendida, uma ponte surpreende
Entre olhos, cruzados, não há abrigo
O raio dos olhos golpeia
tombam as defesas
Os teus e os meus
invadindo fronteiras
não há mais espaço entre
eles se tocam...