Inscrições de resumos para GTs: 01/04 a 01/05.
O GT propõe discutir trabalhos que tenha a política como objeto de estudo. Serão aceitos trabalhos das áreas de Antropologia, Sociologia e Ciência Política. A política é entendida como forma de organização da sociedade e de grupos sociais que envolve relações de poder, submissão, dominação, mediação de conflitos, movimentos sociais, coletivos sociais, formas de descrição e interpretação das relações entre dominantes e dominados em diferentes relações de desigualdade sociais. Nesse sentido, parte-se do pressuposto de que diante das estruturas sociais, as ações e espaços de resistência são formas de valorização das práticas cotidianas de grupos sociais vulneráveis e, amplamente dominados.
Coordenação: Fernanda Valli Nummer (UFPA); Rodrigo Sergio Flores Gomes (UFPA); Anthony Henrique de Azevedo Matos (UFPA).
Debatedor/a: Sara Raquel Pinheiro Portal (UFPA).
O sistema sociocultural que dá sentido à morte é mutável e marca suas transformações seculares num espectro que rearranja agentes sociais que se inserem na dinâmica e na experiência da morte e do morrer no cotidiano do trabalho, do luto, da vida vivida ou do rito em diferentes esferas. As mudanças na espacialidade e no lugar social da morte, bem como nas intervenções e ritualidades, são partes investigativas fundamentais na/da Antropologia da Morte, fazendo desses processos imbricados uma ferramenta essencial de diálogo nas Ciências Sociais e nas áreas multidisciplinares. Assim, este GT objetiva explorar a morte, os mortos e o morrer em contextos ritualísticos, sociais, religiosos, culturais, políticos, biológicos, simbólicos, emocionais/afetivos e cemiteriais, aceitando trabalhos que debatam amplamente a temática nas mais diversas perspectivas, linguagens, metodologias e fluxos.
Coordenação: Elisa Gonçalves Rodrigues (UFPA); Weverson Bezerra Silva (UFPB).
Esta proposta de GT visa congregar pesquisas que investiguem as agências e materialidades dos entes vivos (humanos e não humanos) na constituição de modos de vida específicos. Interessa-nos compreender como crenças e práticas religiosas são atravessadas por dimensões políticas, econômicas e ambientais, criando redes de significação e poder. As festividades emergem como espaços privilegiados de análise, onde performances rituais e corporalidades atualizam cosmologias e negociam pertencimentos. Buscamos reflexões que articulem diferentes contextos etnográficos para pensar os trânsitos e as transformações do fenômeno religioso na contemporaneidade.
Coordenação: Ozian de Sousa Saraiva (UFPA); Leonardo Silveira dos Santos (UFPA); Manoel Ribeiro de Moraes Junior (UEPA)
Este GT reúne pesquisas empíricas, etnografias e ensaios teórico-metodológicos sobre os ativismos juvenis na Amazônia, articulados em três eixos: Ancestralidade, Insurgência e Futuridade. Os jovens amazônicos — ¼ da população local (IBGE, 2022) — redefinem repertórios de luta ao articular mobilizações presenciais, redes sociotécnicas e espiritualidades territorialmente enraizadas. Acolhem-se trabalhos que examinem como jovens indígenas, quilombolas, ribeirinhos e periférico-urbanos mobilizam memórias e saberes ancestrais para legitimar suas lutas; acionam estratégias conectivas que convertem ciberterritórios em arenas de disputa epistêmica; e projetam horizontes de bem-viver articulados a justiça climática e educação emancipatória. Estimulam-se abordagens interseccionais, decoloniais e participativas que posicionem os jovens como coautores do conhecimento.
Coordenação: Daniel Luiz Arrebola (UFMG); Denny Junior Cabral Ferreira (UFPA).
Esta proposta de Grupo de Trabalho é uma continuação das reverberações do último encontro do II Simpósio Amazônico realizado em 2024, em que foram acolhidos trabalhos de diferentes áreas das Humanidades, fomentando o debate interdisciplinar em torno do fenômeno da bruxaria e temas correlatos. Para essa edição, nos interessam pesquisas que tenham como recorte empírico as diferentes manifestações espirituais, religiosas e ritualísticas – em suas especificidades e interagências de seres outros – no contexto das bruxarias que emergem no/do solo brasileiro. Isto engloba tanto pesquisas sobre o fenômeno das múltiplas formas de bruxarias ao longo do tempo e no espaço a partir de uma mirada do Sul Global, como o estudo do desenvolvimento de bruxarias dentro do Brasil. Serão bem-vindos trabalhos com abordagens interdisciplinares, bem como aqueles dedicados especificamente ao campo da História da Bruxaria, das Ciências da Religião, dos Estudos de Gênero, das Artes e também, receberemos propostas etnograficamente localizadas que relacionem modos de produção, práticas e narrativas que tenham como pano de fundo o fenômeno da bruxaria e/ou seus temas correlatos.
Coordenação: Jeferson (Evan) Bastos de Souza (USP); Raisa Sagredo (UFSC).
O GT visa reunir resultados de pesquisas concluídas ou em andamento que analisem criticamente problemáticas socioambientais contemporâneas promovidas pelas dinâmicas do capitalismo neoextrativista na Amazônia. Serão acolhidos trabalhos que evidenciem, por meio de abordagens qualitativas e/ou quantitativas, os efeitos dessas estruturas sobre povos e comunidades tradicionais e citadinas, organizações e trabalhadores urbanos e rurais, considerando suas territorialidades, experiências sociais e formas de resistência, em articulação com reflexões teóricas pós-coloniais e decoloniais latino-americanas, com a ecologia política e com debates sobre o capitalismo e os múltiplos extrativismos, no que se refere aos processos de exploração territorial, às desigualdades e aos conflitos socioambientais e climáticos, bem como às disputas ontológicas por direitos.
Coordenação: Tânia Guimarães Ribeiro (UFPA); Marlon Kauã Silva Cardoso (UFPA); Aline Lima Pinheiro Machado (UFPA).
As ciências sociais representam um marco histórico na produção do conhecimento, consolidando-se como fonte imprescindível para refletir a validação científica e a promoção de uma educação crítica. Contudo, embora possuam um potencial transformador inerente aos fenômenos sociais, a padronização de matrizes eurocêntricas na organização da vida social frequentemente contribui para a reprodução de desigualdades e privilégios. Este GT convida contribuições que tensionem as fronteiras do fazer sociológico a partir da lupa das relações étnico-raciais. Buscamos trabalhos que analisem experiências educativas desde o contexto escolar formal — englobando formação docente, práticas curriculares, legislações e políticas educacionais — até processos de educação não formal e saberes insurgentes. O objetivo é fomentar um diálogo que elucide as fronteiras de um presente-passado-futuro contra-colonial.
Coordenação: Lívia Maria dos Santos Araújo (UFPE); Marília Renata Félix Rodrigues (UFPE).
O objetivo deste GT é discutirmos sobre questões teórico-metodológicas da pesquisa de campo e etnografia e a reflexão sobre como em nossas experiências de pesquisa, posições sociais que determinados corpos ocupam, influenciam no processo de construção do conhecimento. Esse debate alinha-se às discussões sobre posicionalidade na produção científica (Haraway, 2009), entendendo que ao interagirmos com o campo, não só produzimos os dados, mas também somos atravessadas/os por ele, tendo em vista sua imprevisibilidade e relações de poder inerentes. Nesse sentido, serão acolhidas propostas que reflitam sobre como marcadores sociais da diferença (gênero, sexualidade, raça, classe social) atuam no posicionamento da/o pesquisadora/or em campo, bem como sobre os desafios de ser e estar no campo, assim como os efeitos das situações de riscos e vulnerabilidades na escrita e na produção das pesquisas.
Coordenação: Nayla Etlen Fonseca de Campos (UFPA); Joicieli Pereira de Lima (UFPA).
Histórias de exploração, genocídio e ecocídio nos recordam os muitos coletivos que já vivem uma “catástrofe ancestral” (Povinelli, 2023). A esta se sobrepõem os efeitos das mudanças climáticas e suas implicações para existências humanas e não humanas de toda a Terra. Termos como Antropoceno, Bem Viver e desenvolvimento sustentável surgem ao longo desse caminho - nenhum deles imune a críticas -, e nos direcionam a perguntar: ao mergulharmos nas dobras da Terra, que outros mundos tornam-se possíveis? Como se organizam esses agenciamentos? Sob essa questão geradora, este Grupo de Trabalho propõe refletir sobre composições práticas e simbólicas diante das problemáticas socioambientais das mudanças climáticas a partir de pesquisas sobre temas como globalização, identidade, resistência, conflitos territoriais, cosmologias, relações multiespécies, ensino e pesquisa, entre outros.
Coordenação: Jeniffer Hübner (UFSM); Luiza de Albuquerque Leite Vieira (UFSM); Milena dos Reis Rabelo (UFSC).
O GT propõe reunir pesquisas que compreendam a educação como espaço atravessado por relações de poder e disputas simbólicas, no qual se produzem e se legitimam hierarquias sociais. A partir das contribuições das Ciências Sociais, acolherá trabalhos que abordem processos educacionais correlacionados aos seguintes temas: reprodução social e capital cultural; políticas educacionais e Estado; currículo e produção do conhecimento legítimo; desigualdades educacionais articuladas à deficiência, raça, identidades e sexualidades dissidentes; juventudes amazônicas e territorialidades; educação do campo, indígena, quilombola e epistemologias subalternizadas; ensino de Sociologia e formação docente; bem como resistências pedagógicas e experiências contra hegemônicas. Propõe-se, assim, fortalecer a reflexão crítica sobre as bases sociais das desigualdades educacionais e suas implicações para a justiça social na Amazônia.
Coordenação: Vergas Vitória Andrade da Silva (UFPA); Lourena Jesus de Souza (UFPA); Adriana Vasconcelos Carvalho (UFPA).
Debatedor/a: Lauribaldo Calandrini De Azevedo Neto (UFPA).
As emoções, entendidas como processos socioculturais e historicamente situados, constituem um campo privilegiado para a compreensão das formas pelas quais sujeitos percebem, significam e experienciam o mundo. Ao abordá-las como dimensões corporificadas e relacionais, objetiva-se reunir pesquisas que explorem os modos de sentir, expressar e gerir afetos em sua articulação com moralidades, temporalidades e materialidades. Este GT privilegia investigações que operem nas interfaces com domínios como corpo, saúde, gênero, sexualidade, trabalho, religiosidades, infâncias, performances e violência. Busca-se, assim, consolidar as emoções como um espaço profícuo de diálogo nas Ciências Sociais, reafirmando sua centralidade como dimensão constitutiva das experiências e das dinâmicas da vida social contemporânea.
Coordenação: Ayra Hannah Heleno Cabral da Silva (UFPB); Gabriel Cavalcante Bueno de Moraes (UFPB).
Na história das disciplinas escolares, as modalidades de ensino regulares e em contexto urbano têm sido privilegiadas. O campo do Ensino de Sociologia na Educação Básica tende a se concentrar em legislações nacionais e regionais, conteúdos curriculares e práticas pedagógicas praticadas nas escolas regulares. Propomos o GT que retrate e realce as especificidades do Ensino de Sociologia em cada modalidade educacional, considerando currículos instituídos, conteúdos programáticos, metodologias de ensino e práticas pedagógicas (procedimentos didáticos pedagógicos para o ensino dos conteúdos sociológicos, sistemas de avaliação, uso de materiais didáticos) no cotidiano escolar. Estudos e experiências sobre legislações e políticas educacionais em diferentes estados da federação com enfoque para a normatização do Ensino de Sociologia em cada uma delas. Conteúdos curriculares de Sociologia estabelecidos para cada nível em cada modalidade de ensino.
Coordenação: Alex Castro de Brito (UNIFAP); Brenda Nayse Lima Araújo (UNIFAP); David Júnior de Souza Silva (UNIFAP).
Debatedor/a: Joanis França Ramos de Oliveira (UNIFAP).
Este GT objetiva reunir trabalhos que busquem construir um diálogo entre diferentes linguagens artísticas e o ensino de Sociologia na educação básica. A partir da chamada virada artístico-estética (Loponte, 2025), compreende-se o papel fundamental da arte nos ambientes e processos educacionais para deslocar e responder as perguntas dadas pela modernidade. Desse modo, busca-se reunir trabalhos que partam da urgência de imaginar, sonhar e tecer utopias no contexto da formação sociológica no ensino médio, em diálogo tensionado com a arte: seja a literatura, as artes plásticas, a música ou quaisquer outras manifestações artísticas. Prioriza-se, sobretudo, a submissão de trabalhos que dialoguem com a arte a partir das proposições da epistemologia feminista negra (Collins, 2019), da escrevivência (Evaristo, 2020) e do Atlântico Negro (Gilroy, 2001). Compreende-se que o funk, o rap, o hip hop e o slam também integram esse espectro da virada artístico-estética, motivo pelo qual se buscam contribuições que contemplem essas expressões.
Coordenação: Elisângela da Silva Santos (UNESP); Rubens Arley de Almeida Junior (USP); Gabriela Mariah Nascimento de Souza (USP).
As mulheres foram e são sujeitos sociais e políticos de resistências. A frente da resistência cultural e religiosa, elas organizam e defendem a territorialidade cultural, representando um maior fortalecimento para o grupo, enquanto comunidade negra e quilombola. Sempre tiveram e têm papeis importantes nos processos de aquilombamentos, de empoderamentos, enfrentando as contradições do mundo social, político e patriarcal. O referido Grupo de trabalho tem como proposta metodológica e epistêmica constituir um debate, dialogo e comunicação sobre os processos e estratégias socioantropológicas desenvolvidos por mulheres negras e quilombolas nas suas Narrativas e Escrevivências dos seus corpos e lugares de fala nos seus empoderamentos, aquilombamentos pelas forças motrizes de sujeitos negros, femininos nas suas interseccionalidades.
Coordenação: Liberacy de Sousa Oliveira (UFAM); Rosemary Alves (UFAM).
O GT procura reunir pesquisadores que têm como objeto sociedade e música popular na Amazônia paraense. O objetivo é motivar debates em torno de uma discussão que vincule diferentes questões e pontos de vista no que se refere a temáticas e abordagens teóricas e metodológicas que envolvam a produção, circulação e o consumo, usos simbólicos, política cultural, relações de gênero, classe, identidade, trajetórias, educação, patrimônio, invenção da cultura e midiatização no campo da música popular tomada em seus múltiplos sentidos e dimensões, seja de escopo local, regional, nacional e global. Procurando englobar estudos cujas perspectivas se assentam nos mais diversos campos das Humanidades, o GT pretende ser uma arena de acesso a estudos que se debruçam sobre as práticas e experiências que consideram os enfoques, arranjos e articulações no processo musical em relação com a sociedade.
Coordenação: Nélio Ribeiro Moreira (UFPA); Jessica Maria de Queiroz Costa (UFPA).
Este Grupo de Trabalho propõe articular os aportes do feminismo negro com a Antropologia das Políticas Públicas para analisar o Estado como um campo atravessado por relações de poder, raça, gênero e classe. Parte-se das epistemologias e práticas políticas de mulheres negras para compreender como desigualdades são produzidas, reproduzidas ou tensionadas nas rotinas institucionais. O GT acolhe pesquisas sobre implementação, mediação e experimentação de políticas públicas, com foco nas experiências de sujeitos historicamente marginalizados. Buscando refletir sobre as relações entre agentes estatais e população, destacando conflitos, resistências e formas de agência, sobretudo de mulheres negras e outros grupos racializados. E ainda, propõe discutir dilemas metodológicos e éticos de pesquisas comprometidas com justiça social, promovendo diálogo horizontal e saberes situados.
Coordenação: Karine de Oliveira Moura (UFPB); Luiz Trajano de Abreu Júnior (UFPB).
O presente GT propõe reunir trabalhos que abordem as festas religiosas e suas múltiplas faces, especialmente no contexto amazônico. Compreende-se tais festividades como espaços de produção de sentidos, nos quais a arte, o ritual, a devoção e a espiritualidade se articulam na construção de experiências coletivas do sagrado. Interessa ao GT acolher estudos que investiguem festas religiosas sob suas diversas perspectivas e vertentes. Busca-se promover diálogos interdisciplinares entre áreas como, Ciências da Religião, Antropologia, Artes, História e Educação etc. Pretende-se, assim, refletir sobre a importância das festas religiosas como forma de experenciar, vivenciar e criar relações com os sagrados no interior da Amazônia.
Coordenação: Mariana Pamplona Ximenes Ponte (UFPA); Luiz Henrique Patrício Xavier (UEPA).
Este GT propõe explorar o gênero como ferramenta teórica e metodológica para compreender o tecido sociodigital, tomando as redes sociais como espaços onde se produzem relações, tensões, dominações e hierarquias. Busca-se reunir pesquisas que examinem como relações de poder e desigualdades são disputadas em ambientes online, com atenção a fenômenos como assédio, misoginia, violência política, discursos de ódio e resistências. Privilegia-se abordagens que tratam o gênero não apenas como categoria de análise, mas como operador metodológico capaz de orientar a produção de dados, a etnografia digital e a interpretação de evidências. Pretende-se discutir inovações teórico-metodológicas, desafios éticos e epistemológicos em contextos mediados por plataformas, fortalecendo diálogos entre gênero e cibercultura e consolidando o digital como campo etnográfico estratégico.
Coordenação: Kirla Korina Anderson Ferreira (IFPA); Arienny Carina Ramos Souza (UFPA).
Este GT surge dos debates realizados no grupo de estudos Confluências vinculado ao GEPEM/UFPA e visa promover discussões atuais e interdisciplinares sobre as dinâmicas sociais relacionadas aos gêneros, corpos e/ou sexualidades em diálogo/tensionamento com outros marcadores da diferença. Buscamos trabalhos que reflitam acerca das complexidades das identidades de gênero, das construções sociais do corpo racializado e das diversas expressões da sexualidade na contemporaneidade considerando as interseccionalidades e as transformações socioculturais. Dentre os temas de interesse estão as políticas de igualdade de gênero, representatividades, movimentos LGBTQIA+, questões de saúde sexual e reprodução, e novas perspectivas tecnológicas e digitais na construção dos papéis sexuais, corporais e identitários. Esperamos contribuições que ampliem o entendimento dessas questões nas Ciências Sociais, promovendo diálogos e reflexões significativas.
Coordenação: Telma Amaral Gonçalves (UFPA); Alexssander Brandon Araújo de Lima (UFPA); Arthur Lopes Ribeiro (UFPA).
Esta proposta convida à reflexão sobre temas relacionados à imagem, ao imaginário e às suas imbricações no social. Para tanto, como fio condutor das discussões, partiremos dos impactos que as tecnologias da comunicação ocasionam na vida contemporânea, considerando seus desdobramentos e sua capacidade de engendrar comportamentos sociais. Serão bem-vindas pesquisas e experiências que analisem os impactos da tecnologia, das imagens e dos processos comunicacionais em diferentes âmbitos da vida social — na política, na educação, nas artes, nas experiências religiosas, na literatura, entre outros campos. O GT constitui-se como espaço de interlocução e debate crítico acerca dos desafios éticos colocados pelas novas representações simbólicas e pelas transformações nas formas de narrar, representar e imaginar o mundo, reunindo investigações que problematizem a produção e a circulação de sentidos na atualidade.
.Coordenação: Helio Figueiredo da Serra Netto (UEPA); Rosineide de Aquino Oliveira (UFPA)
Debatedor/a: Giovane Silva da Silva (UFPA).
A análise sobre Instituições Políticas e Processo Decisório é área relevante e consolidada na ciência política nacional. O GT propõe acolher trabalhos que analisem a dinâmica institucional da política Brasileira. Temas como a Relação entre Executivo e Legislativo, Judiciário e Política, Composição, organização e comportamento legislativo, relações entre os diferentes níveis da federação, processo decisório sobre políticas públicas específicas, organização partidária, Instituições de Controle e outras questões referentes ao arranjo institucional compõem a área de atuação desse GT. Trabalhos que tratem tanto de estudos de caso, quando análises comparadas desejados, tanto em nível nacional quanto subnacional se enquadram na proposta do GT Instituições Políticas e Processo decisório.
Coordenação: Natália Pinto Costa (UFMG); Bruno de Castro Rubiatti (UFPA); Catarina Pereira Laranjeira (UFPA).
Debatedor/a: Raul Wesley Leal Bonfim (UFPI).
Convidamos pesquisadores a submeterem trabalhos que explorem as complexas relações com as águas em contextos urbanos, conectadas com a memória ambiental e pensando principalmente no processo de ocupação das cidades brasileiras. Assim, nos interessam as pesquisas e observações que considerem a criação de acervos etnográficos (sejam eles orais, textuais, audiovisuais, iconográficos, fotográficos ou multimídia) que reflitam sobre transformações territoriais e as resistências sociais diante das crises hídricas e climáticas. São bem-vindas articulações interdisciplinares que conectem o pensamento etnográfico e questões temporais ao pensar o ambiente urbano, na relação espaco-tempo. E, ainda, que tragam narrativas de diferentes grupos urbanos que tensionam as narrativas hegemônicas sobre o solo urbano.
Coordenação: Elisa Algayer Casagrande (UFRGS); Victória Ester Tavares da Costa (UFPA).
O GT se constitui num espaço de diálogo entre pesquisadores/as, discentes e docentes sobre a formação de percepções, atitudes e comportamento político. O grupo acolhe estudos que explorem temas clássicos da área, tais como comportamento eleitoral, ideologia e polarização, cultura política e democracia, congruência e representação, clivagens sociais etc. Mas também incentiva as análises sobre temáticas emergentes, a exemplo da opinião pública ambiental, o impacto das mídias sociais, as afinidades com líderes autoritários, dentre outros. O GT valoriza a diversidade teórica e metodológica, reunindo trabalhos quantitativos, qualitativos, experimentais e mistos. Suas atividades estão abertas à submissão de trabalhos advindos de instituições acadêmicas de quaisquer regiões do Brasil, mas com especial atenção à realidade amazônica.
Coordenação: Gustavo César de Macêdo Ribeiro (UFPA); Bianca Galvão Mesquita (UFPA); Agostinho Domingues Neto (UFPA).
A religiosidade amazônica constitui-se como um campo atravessado por historicidades coloniais, heranças africanas e experiências locais que se materializam, de forma privilegiada, nas festas, rituais e devoções negras. As devoções a santos associados às populações negras, como São Benedito, articulam práticas religiosas, expressões festivas, performances corporais e sonoras, bem como formas específicas de organização social e de produção de sentidos no interior das comunidades. Para além do catolicismo popular, as devoções negras na Amazônia conectam-se a universos religiosos plurais, incluindo as religiões de matriz africana, como o candomblé e a mina, e os trânsitos religiosos que atravessam diferentes campos. O GT propõe-se, assim, a reunir pesquisas etnográficas como dinâmicas comunitárias, disputas por legitimidade e os modos pelos quais as populações negras produzem e reatualizam suas experiências religiosas no contexto amazônico.
Coordenação: Sônia Cristina de Albuquerque Vieira (UFPA); Guilherme Luís Mendes Martins (UFPA).
Este G.T reúne pesquisas interdisciplinares voltadas às arquiteturas conceituais e metodológicas da Amazônia contemporânea. Busca articular a complexidade amazônica às ciências acadêmicas e dos povos indígenas e comunidades tradicionais da Amazônia, fortalecendo reflexividades críticas e sentimentos de pertencimento amazônida frente à emergência climática e às tensões socioambientais associadas a megaprojetos, como os da Margem Equatorial. O grupo acolhe estudos de perspectivas anti-coloniais e decoloniais nas áreas de sociologia, antropologia, geografia, história e educação, incorporando debates de gênero e humanidades digitais para pensar a Amazônia em seus múltiplos devires. Sua relevância ética fundamenta-se no compromisso com a justiça socioambiental e transposição futura do conhecimento produzido para materiais didáticos destinados às escolas da região.
Coordenação: Alex Sander Pereira Regis (UFAM); Mayara Mota Tashiro (UFAM); Pedro Luiz da Silva Junior (UNIFAP).
Esse GT tem por objetivo agrupar trabalhos que abordem a política educacional e seus processos decisórios. Integram seu escopo trabalhos que analisem os atores (políticos, institucionais, profissionais e grupos de interesse) envolvidos no processo de formulação e decisão das políticas para a educação. Trabalhos que tratem de processos decisórios de políticas específicas ou que tratem da avaliação de políticas públicas educacionais também integram a temática desse GT. Abordagens comparadas e estudos de caso são de interesse do GT, abrangendo análises em nível nacionais, internacionais ou subnacionais estão no escopo do grupo.
Coordenação: Suziany de Oliveira Portéglio (UFMG); Yvi Beatriz Santos Fernandes (UFPA); Eliezer da Luz Souza Júnior (UFPA).
Debatedor/a: Genival Souza Bento Junior (UFPA).
A relação entre educação e sociedade é objeto de interesse das Ciências Sociais, compreendendo normas, modos de vida e significação das realidades. Reafirmamos neste GT a relevância dessa relação ao dialogar com a produção e/ou tensionamento dos discursos de gênero, sexualidade e raça na contemporaneidade. Evidenciam-se, assim, problemas sociais e/ou sociológicos atravessados pela diferença e pela interseccionalidade, a partir da compreensão do sujeito relacional. São bem-vindos trabalhos que tratem de conflitos ligados a gênero, sexualidade e raça, a partir de: prática e formação docente; processos educacionais em espaços escolares e não escolares; disputas e constituição de políticas educacionais e curriculares; discursos políticos em relação ao campo educacional; e articulações entre neoliberalismo, (neo)conservadorismo e/ou Nova Filantropia (Terceiro Setor).
Coordenação: Josiene Mazzini da Costa (UERJ); Silas Veloso de Paula Silva (UFPE); Thais Priscila de Souza Torres (UFPE).
Objetivamos proporcionar um espaço de discussão e debates sobre os processos de construção e reprodução dos grupos religiosos, por meio das lógicas da memória social. Nesta perspectiva, a pesquisa da religião articula-se com as teorias sociais da memória, das trajetórias individuais e coletivas e do poder religioso, por meio da pesquisa documental, etnográfica, iconográfica e da história oral, a fim de mobilizar um diálogo entre esses diferentes conhecimentos científicos e os saberes dos grupos pesquisados. O estudo da memória dos grupos religiosos justifica-se enquanto uma forma de representação da realidade social e histórica e dessas representações como produtoras de identidades e expressões de lutas sociais. Assim, pesquisas que versem sobre a religião nas suas múltiplas manifestações, sobre as trajetórias de grupos ou de agentes religiosos e sobre os usos e abusos da memória social serão bem-vindas.
Coordenação: Polyana Almeida Frota Lima (UFPA); Rogério de Carvalho Veras (UFMA); Otávio Aryel Lima Araújo (UFMA).
Este GT propõe reunir pesquisas que investiguem o papel das tecnologias digitais e do audiovisual na produção de conhecimento e na constituição de disputas políticas, narrativas e epistemológicas nas Ciências Sociais. Ampliando a rede de autores e discussões iniciadas com a elaboração do dossiê Antropologia, Cinema e Novas Tecnologias (Hermes, Chêne & Sanson, 2025), o grupo expande o debate para a sociologia, ciência política e áreas afins, com ênfase nos contextos amazônicos e latino-americanos. Interessa-nos refletir sobre a etnografia digital, produção colaborativa de imagens fixas e em movimento, plataformas digitais, ativismos, artivismos, regimes de visibilidade, memória e territorialidades. O GT busca promover diálogo entre pesquisas que abordem tanto os usos sociais das tecnologias quanto seus impactos metodológicos, éticos e políticos no fazer científico.
Coordenação: Gabriel Baena Chêne (UNICAMP); João Pedro Sanson (UFSCAR); Alexandre Hermes Oliveira Assunção (UFRJ).
A Amazônia ocupa posição estratégica no debate contemporâneo sobre mudanças climáticas e conservação da biodiversidade. Contudo, mas do que um bioma de relevância global, trata-se de um território plural, historicamente constituído por múltiplas territorialidades, modos de vidas e sistemas próprios de conhecimento, onde natureza e sociedade se articulam de forma indissociável. Dessa forma, este Grupo de Trabalho se propõe a reunir pesquisas e reflexões que analisam os territórios amazônicos como espaços de produção de vida, cultura e resistência, considerando suas dimensões históricas, políticas, culturais e ecológicas. O GT objetiva problematizar o papel dos conhecimentos tradicionais na conservação da sociobiodiversidade; assim como, os conflitos socioambientais e disputas por terra e recursos naturais; mudanças climáticas e mercados ambientais na Amazônia.
Coordenação: Janete Rodrigues Botelho (UFPA); Rosenilda Botelho Gomes (UFPA); Priscila Ferreira Torres (UFPA).
Este grupo de trabalho propõe um espaço de interlocução sobre as transformações nas relações trabalhistas, a luz do capitalismo tardio e da precarização, congregando pesquisas que articulem as dimensões da sociologia do trabalho e a análise etnográfica da antropologia, em especial, no contexto amazônico, onde as dinâmicas de produção e reprodução da vida articulam-se entre o urbano e o rural. Esperamos receber pesquisas sobre técnicas, formas de organização e resistência coletivas, com intersecções acerca de trajetórias ocupacionais e marcadores sociais como gênero, raça, classe, idade e deficiências. Por meio da abordagem socioantropológica, o GT visa fomentar debates e reflexões críticas sobre as categorias “trabalho” e “trabalhador” no mundo contemporâneo. Serão aceitas pesquisas com resultados parciais e finais.
Coordenação: Marcilene dos Santos Pena (UFAM); Júlia Lima Silva (UFAM).
Debatedor/a: Marcilene dos Santos Pena (UFAM).
Este Grupo de Trabalho tem como objetivo reunir pesquisas, em andamento ou concluídas, que contribuam para evidenciar a natureza social dos fenômenos econômicos intensificados no contexto do neoliberalismo. Inspirado nas contribuições teórico-metodológicas da sociologia econômica e áreas correlatas, o GT propõe estabelecer um diálogo com pesquisadoras e pesquisadores acerca das dimensões sociais, culturais, históricas e políticas dos mercados, sejam eles legais ou ilegais. Nesse sentido, busca-se fomentar debates especialmente sobre: a construção social dos mercados; as contribuições da sociologia para a reinterpretação dos fenômenos econômicos; as articulações entre inovação tecnológica (como inteligência artificial) e mercados; o papel do Estado na constituição técnica, jurídica e morais dos mercados e na sua regulação; os processos de mercantilização de bens culturais e simbólicos. Os movimentos de contestação moral em torno das transações mercantis também se aplicam às pretensões de análise deste GT, quais sejam: a mercantilização, privatização e monopolização do espaço urbano e da natureza (mercado turístico e imobiliário, neoextrativismo, cannabis e drogas), a comercialização de armas de fogo e os processos de precificação do corpo, das emoções e da intimidade (venda de órgãos, seguros de vida, mercados em redes sociais, turismo sexual e prostituição), entre outros.
Coordenação: Wanderson José Francisco Gomes (UFS); Ítalo Gordiano (UFS).