📖 1. Gênesis


O livro de Gênesis é a porta de entrada para toda a Bíblia. Ele apresenta a criação do universo por Deus, o Criador soberano que traz ordem do caos. Deus criou tudo com propósito, beleza e bondade, culminando no homem feito à sua imagem e semelhança. Essa dignidade humana fundamenta o valor de toda pessoa e a responsabilidade para com a criação. Como temos tratado o mundo e as pessoas, reconhecendo que são obra do Deus Criador?


Gênesis revela o relacionamento íntimo e direto entre Deus e o homem antes da queda — um modelo para a comunhão que Ele deseja ter conosco. Adão e Eva caminharam com Deus no jardim, desfrutando sua presença. Isso nos desafia a buscar a comunhão pessoal e constante com o Senhor, superando o distanciamento causado pelo pecado. Em nossa vida, como está a qualidade da nossa comunhão com Deus?


A queda, relatada em Gênesis 3, é o marco trágico da desobediência que trouxe o pecado e a morte ao mundo. A desconfiança em Deus, o desejo de autonomia e a rejeição da sua palavra resultaram na separação espiritual e nas consequências para toda a humanidade. Isso nos mostra a gravidade do pecado e a necessidade da redenção. Temos consciência real da seriedade do nosso pecado? Ou o tratamos com superficialidade?


Mesmo no meio do julgamento, Deus oferece uma promessa: a semente da mulher que ferirá a cabeça da serpente (a chamada protoevangelium). Esse é o primeiro anúncio do evangelho, que aponta para Cristo como o Redentor futuro. A esperança é introduzida já no primeiro livro da Bíblia. Como temos vivido à luz dessa promessa? Temos nossa esperança firmada em Cristo desde o princípio?


Gênesis apresenta os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó, cuja fé e relacionamento com Deus formam a base da nação de Israel. Deus chama Abraão para sair de sua terra e lhe promete uma descendência numerosa e uma terra para habitar. A fé de Abraão é o exemplo primordial da justificação pela fé, tema caro ao presbiterianismo, pois essa fé é na verdade dada por Deus, e por essa razão a essência da salvação para os presbiterianos vem da Graça, ensino e explicação essa que será apresentada e reforçada no Novo Testamento. Temos uma fé obediente e confiante nas promessas divinas? Ou buscamos segurança em nossos próprios recursos?


O livro também traz relatos que revelam o caráter de Deus: Sua justiça, misericórdia, fidelidade e paciência. Vemos que Ele mantém aliança mesmo diante das falhas humanas, como no caso de Noé e a arca. A aliança divina é um conceito central para a teologia reformada, que entende a história da salvação como uma sequência de pactos. Temos valorizado nossa aliança com Deus, vivendo em fidelidade?


Gênesis destaca a importância da família e da transmissão da fé entre gerações. A bênção patriarcal, os conflitos entre irmãos e a providência divina no desenrolar da história familiar mostram que Deus governa mesmo nas falhas humanas. Isso nos desafia a investir na vida espiritual das famílias e na educação cristã. Como temos cuidado do legado de fé em nossa casa e comunidade?


Por fim, Gênesis é um livro de esperança, pois mesmo diante do pecado e suas consequências, Deus inicia o plano redentor que culminará em Cristo. Ele não abandona a humanidade, mas prepara o caminho para a restauração final. O cristão presbiteriano é chamado a viver com essa esperança segura. Estamos vivendo como povo da promessa, olhando para o cumprimento das promessas em Jesus Cristo?