Estudo 218
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 218
"O inimigo não ataca vestido de trevas, mas vestido de luz. Cuidado." Essa reflexão encontra respaldo nas palavras de Paulo: "E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz" (2 Coríntios 11:14). Na perspectiva evangélica tradicional, próxima à linha presbiteriana, o cristão não deve esperar que o mal sempre se apresente de forma explícita ou ostensiva. Muitas vezes, ele se disfarça de bondade, verdade ou oportunidade atraente, tornando-se sutil e enganoso. A astúcia do inimigo é exatamente fazê-lo parecer correto ou benéfico, desviando o coração humano sem percebermos. Portanto, a vigilância, a oração e o discernimento espiritual são indispensáveis para não sermos enganados por aparentes “luzes” que na realidade escondem trevas.
Na visão reformada, a prudência espiritual não é fruto de temor paralisante, mas de confiança em Deus e na Sua Palavra. O crente deve testar tudo à luz das Escrituras, discernindo se algo realmente glorifica a Deus ou se é uma armadilha do inimigo. Paulo adverte: "Procurai discernir o que é agradável ao Senhor" (Efésios 5:10), lembrando que nem toda aparência de bondade provém de Deus. Assim, embora o mal possa se apresentar como luz, a comunhão com Cristo, a meditação na Palavra e a vida em oração permitem reconhecer a verdade, resistir à tentação e permanecer firme no caminho da santidade, sem se deixar enganar por falsos brilhos.