Estudo 217
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 217
"Nós nos purificamos quando nos afastamos de tudo que possa manchar nossa fé. Santidade é ao mesmo tempo uma dádiva de Deus e uma obrigação do cristão." Essa verdade encontra respaldo em 1 Pedro 1:15-16: "Mas, assim como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo o vosso procedimento; porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo." Na perspectiva evangélica tradicional, próxima à linha presbiteriana, a santidade não é apenas uma recomendação moral, mas uma resposta de obediência ao Deus que nos chamou das trevas para Sua maravilhosa luz. Afastar-se do pecado e de tudo que possa manchar a fé é tanto um ato de respeito à graça recebida quanto uma prática que demonstra temor e amor a Deus. A pureza do cristão reflete a presença de Deus em sua vida, tornando seu testemunho consistente e sua comunhão com o Senhor genuína.
Na visão reformada, a santidade é simultaneamente dom e dever. É dom porque é fruto da obra do Espírito Santo em nós, transformando o coração e capacitando o crente a viver de acordo com a vontade de Deus. É dever porque, mesmo sendo capacitado pela graça, o cristão é chamado a perseverar na obediência, separando-se do pecado e buscando crescimento espiritual contínuo. Paulo exorta: "Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hebreus 12:14). Assim, a santidade não é opcional, mas um caminho diário de consagração, pelo qual o crente se mantém puro, agradando a Deus e refletindo Sua glória em cada aspecto da vida.