Estudo 209
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 209
"O senso de identidade entre Jesus e os que foram designados a pregar era tanto que quando pregavam a presença de Cristo podia ser sentida." Esse pensamento reflete o que o próprio Senhor declarou aos discípulos: "Quem vos ouve, a mim me ouve; e quem vos rejeita, a mim me rejeita" (Lucas 10:16). No entendimento evangélico tradicional, próximo à linha presbiteriana, a missão de pregar o evangelho não é apenas uma tarefa transmitida por Cristo, mas uma extensão viva de Sua própria presença e autoridade. Quando um pregador fiel anuncia a Palavra com pureza e submissão ao Espírito Santo, não é apenas uma voz humana que ecoa, mas a própria mensagem de Cristo que alcança os corações. Essa comunhão tão íntima entre o Mestre e o mensageiro faz com que o anúncio do evangelho carregue não só conteúdo, mas também a presença espiritual e transformadora do Senhor.
Na perspectiva reformada, essa realidade não é fruto de uma força interior extraordinária do pregador, mas da ação soberana de Deus que habita e opera em Seus servos. O apóstolo Paulo expressa isso dizendo: "Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim" (Gálatas 2:20). Assim, a pregação fiel se torna mais do que comunicação; é uma manifestação do próprio Cristo no meio do Seu povo. Quando os apóstolos pregavam, não falavam em nome próprio, mas como embaixadores de um Rei vivo, e essa autoridade espiritual tornava a presença de Jesus perceptível, real e transformadora. Do mesmo modo, hoje, o pregador que se mantém unido a Cristo na vida e na doutrina pode ser canal pelo qual outros não apenas ouvem sobre Jesus, mas O percebem atuando em graça e poder.