Estudo 207
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 207
"Nossas realizações não são resultados de nosso talento, mas da graça de Deus que habita em nós." Essa verdade se harmoniza com as palavras de Paulo: "Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes trabalhei mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo" (1 Coríntios 15:10). A perspectiva evangélica tradicional nos lembra que, embora possamos possuir habilidades, disposição e esforço, nada disso teria valor ou eficácia sem a ação prévia e sustentadora do Senhor. Ele é o autor e consumador de toda boa obra, e até mesmo a capacidade de realizar vem Dele. Reconhecer isso é um ato de adoração e humildade, pois nos coloca no lugar certo: dependentes do Doador, não confiantes nas próprias forças.
Na teologia reformada, tudo o que o crente é e faz está sob a providência e o governo de Deus. Isso significa que até nossas conquistas mais louváveis são, em última análise, manifestações da graça que opera em nós para cumprir Seus propósitos. O orgulho humano tende a tomar para si o crédito, mas a fé viva devolve toda a glória a Deus. Assim, ao olharmos para qualquer fruto em nossa vida — seja ministério, trabalho, família ou caráter — devemos lembrar que somos apenas instrumentos nas mãos do Oleiro. Ele nos molda, capacita e conduz, para que nossas realizações sirvam não como troféus pessoais, mas como testemunhos vivos da bondade e fidelidade d’Aquele que age em nós tanto o querer como o realizar, segundo o Seu beneplácito (Filipenses 2:13).