Estudo 206
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 206
"O egoísmo e o amor são opostos, não podemos alimentar os dois. Não é possível amar alguém e sentir inveja ou desprazer em seu sucesso." Essa afirmação encontra eco no ensino bíblico: "O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece" (1 Coríntios 13:4). Na compreensão evangélica tradicional, o amor cristão é um fruto do Espírito e um reflexo do caráter de Cristo, que não busca seus próprios interesses, mas o bem do próximo. O egoísmo, por outro lado, é raiz de muitos pecados, pois coloca o “eu” no centro, deslocando Deus e o próximo para segundo plano. Onde o amor verdadeiro habita, não há espaço para inveja ou prazer no fracasso alheio; pelo contrário, há alegria sincera diante da vitória do outro, como se fosse a própria.
Na perspectiva reformada, o coração regenerado é chamado a vencer o egoísmo não por mera disciplina humana, mas pela ação transformadora da graça. O crente aprende, pela Palavra e pela comunhão com Deus, a olhar para os outros com compaixão e interesse genuíno, lembrando que todos somos membros de um mesmo corpo. Quando um membro é honrado, todo o corpo se alegra (1 Coríntios 12:26). Assim, amar implica celebrar o bem do outro, mesmo que isso signifique abrir mão de vantagens pessoais. O amor que vem de Deus não mede esforços para servir, não sente ameaça no sucesso alheio e não encontra prazer na queda de ninguém, pois sabe que toda boa dádiva procede do Pai, e que compartilhar dessa alegria é também glorificá-Lo.