Estudo 205
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 205
"Os dons espirituais não devem ser usados para gerar rivalidade ou inveja. Mas para servir a Deus em benefício ao outro naquilo que for útil." Essa verdade está em harmonia com a exortação de Paulo: "A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso" (1 Coríntios 12:7). Na compreensão evangélica tradicional, próxima à linha presbiteriana, os dons não são medalhas para exibição pessoal, mas ferramentas de serviço. Quando usados para autoafirmação ou comparação, distorcem o propósito divino e alimentam a carne. Deus concede dons diferentes a cada membro do corpo de Cristo para que haja complementaridade e edificação mútua, não competição. É no espírito de serviço humilde e amoroso que o exercício dos dons glorifica ao Senhor e abençoa a igreja.
O apóstolo Pedro também reforça esse princípio ao dizer: "Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus" (1 Pedro 4:10). O dom é um depósito que pertence a Deus e, portanto, deve ser administrado de modo fiel e proveitoso. A rivalidade apaga o Espírito, mas a cooperação e o amor frutificam. Na perspectiva reformada, isso significa que o foco nunca deve estar no portador do dom, mas no Doador e no propósito para o qual Ele o concedeu. Assim, cada habilidade espiritual, grande ou pequena aos olhos humanos, torna-se instrumento de adoração e serviço, refletindo a unidade e a beleza do corpo de Cristo, onde todos trabalham para um só objetivo: a glória de Deus e o bem comum.