Estudo 204
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 204
"A indulgência sexual entre os cristãos é pior do que entre os pagãos, porque blasfemam o nome de Deus e de Sua igreja." Tal afirmação encontra respaldo nas palavras do apóstolo Paulo aos coríntios: "Geralmente se ouve que há entre vós imoralidade, e imoralidade tal como nem mesmo entre os gentios se nomeia" (1 Coríntios 5:1). Quando um cristão vive em pecado sexual, ele não apenas afronta a santidade de Deus, mas também escandaliza a fé que professa, tornando-se motivo de blasfêmia entre os incrédulos. Aquele que diz seguir a Cristo, mas vive como se Ele não fosse Senhor de sua vida, transmite ao mundo uma imagem distorcida do evangelho. A gravidade aumenta porque, ao pecar, o crente envolve o nome de Deus e a reputação de Sua igreja, profanando aquilo que deveria ser sinal de pureza, fidelidade e santidade.
Na perspectiva evangélica tradicional e reformada, a vida sexual é parte integral da santificação, e não uma esfera neutra onde o discípulo possa agir segundo seus próprios impulsos. O corpo do crente é templo do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19-20) e, portanto, deve ser usado para glorificar a Deus. A indulgência sexual entre os cristãos demonstra não apenas rebeldia contra a Palavra, mas também desprezo pela comunhão dos santos, pois fere a unidade e o testemunho da igreja. Por isso, o pecado sexual não deve ser tolerado nem tratado com leviandade, mas enfrentado com arrependimento sincero e restauração, lembrando que a graça de Deus é poderosa para perdoar, purificar e transformar. Afinal, aquele que foi chamado das trevas para a luz não pode voltar a viver como se a cruz não tivesse mudado radicalmente a sua história.