Estudo 202
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 202
"A compaixão e o cuidado para com o próximo, devem ser praticados em todas as áreas da vida." Essa afirmação encontra sólido fundamento no ensino de Cristo: "Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles" (Mateus 7:12). No entendimento evangélico tradicional, próximo da linha presbiteriana, a fé não se limita ao culto ou à devoção pessoal, mas permeia todo o viver. A compaixão não é um ato ocasional, mas um reflexo constante do amor de Deus derramado em nossos corações. O crente é chamado a enxergar em cada pessoa um ser criado à imagem e semelhança de Deus, digno de respeito, paciência e auxílio. Esse cuidado se manifesta no lar, no trabalho, na comunidade e até nos relacionamentos mais difíceis, pois a prática do amor cristão não reconhece barreiras de conveniência ou interesse.
A compaixão autêntica não se resume a palavras de conforto, mas se traduz em ações concretas, sustentadas pela verdade do evangelho. O apóstolo João lembra que não devemos amar apenas de palavras, mas com atitudes e em verdade (1 João 3:18). Isso significa estar disposto a investir tempo, recursos e atenção para suprir necessidades, interceder em oração e caminhar ao lado do outro em suas dores e desafios. Na perspectiva reformada, tais práticas não visam mérito próprio, mas a glória de Deus, refletindo o caráter de Cristo, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate de muitos. Assim, a compaixão e o cuidado, exercidos em todas as áreas da vida, tornam-se expressão visível da fé genuína, testemunho vivo que aponta para o amor redentor de nosso Senhor.