Estudo 197
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 197
"Mas, se não podem conter-se, casem-se; porque é melhor casar do que ficar ardendo de desejo." (1 Coríntios 7:9). Essa advertência reflete a sabedoria prática de Paulo ao tratar da sexualidade e da vida cristã. O apóstolo reconhece que o desejo sexual é uma realidade humana legítima, mas que precisa ser direcionado dentro do plano de Deus. Para aqueles que não conseguem manter a continência, o casamento é apresentado como o caminho ordenado, seguro e abençoado para a expressão sexual. Ele enfatiza que o casamento não é apenas um contrato social, mas uma união sagrada, destinada a abrigar o amor mútuo e a santidade diante de Deus, preservando a integridade física e espiritual de ambos os cônjuges. A advertência implícita é que viver "abrasado" ou ceder à sensualidade fora dos limites do casamento traz riscos à alma, ao corpo e ao relacionamento com Deus.
Paulo, porém, não desvaloriza a solteirice; ele aponta que permanecer solteiro, quando possível, permite dedicação exclusiva ao Senhor (1 Coríntios 7:32–34). A escolha do casamento deve ser feita com discernimento e compromisso, mas reconhecendo que é preferível a uma vida marcada pela paixão descontrolada ou pela imoralidade. A orientação mostra o equilíbrio do evangelho entre liberdade e responsabilidade: a liberdade de não ser escravo do desejo e a responsabilidade de viver segundo a vontade de Deus. Assim, casar-se não é apenas atender a um impulso, mas viver uma dimensão da santidade prática, onde o desejo é canalizado para o bem do outro, para a glória de Deus e para a construção de uma família segundo os princípios do Reino.