Estudo 190
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 190
O juízo próprio é, de fato, um campo escorregadio, pois nosso coração é enganoso e inclinado a justificar a si mesmo (Jeremias 17:9). Quando somos os próprios juízes, tendemos a minimizar nossas falhas, relativizar o pecado e moldar a verdade à nossa conveniência. Essa autodefesa nos dá uma falsa sensação de retidão, mas nos afasta da realidade espiritual. O apóstolo Paulo adverte em 1 Coríntios 4:3–4 que nem mesmo seu próprio julgamento sobre si era determinante, pois quem o julgava era o Senhor. Isso nos lembra que a medida da nossa vida não está nas nossas opiniões ou comparações, mas no padrão da Palavra de Deus. Quando aprovamos nossa conduta sem submeter tudo ao crivo das Escrituras e à direção do Espírito Santo, corremos o risco de caminhar pela vereda do autoengano.
Por isso, o juízo próprio precisa dar lugar à avaliação divina, que é perfeita, imparcial e reta. Essa avaliação vem por meio da luz da Palavra, que penetra até às intenções do coração (Hebreus 4:12). Ao invés de buscarmos argumentos para justificar nossas ações, devemos clamar como Davi: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos; e vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno” (Salmos 139:23–24). É somente nesse exame à luz de Deus que encontramos a verdade sobre nós mesmos, e, embora isso possa nos humilhar, também nos conduz ao arrependimento e à restauração. O verdadeiro perigo não está em ser julgado por Deus, mas em nunca permitir que Ele nos julgue agora, enquanto ainda há tempo de sermos corrigidos.