Estudo 189
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 189
Requer-se nos despenseiros que cada um se ache fiel. Como nós estamos? Essa pergunta ecoa como um chamado à autoavaliação espiritual diante de Deus. Em 1 Coríntios 4:2, o apóstolo Paulo deixa claro que a principal exigência de Deus para os Seus despenseiros — e, em certo sentido, para todo crente que recebeu a Palavra — é a fidelidade. Isso não se resume a cumprir tarefas externas, mas envolve lealdade interior, coerência de vida e constância no serviço. Ser fiel significa guardar o depósito que nos foi confiado (2 Timóteo 1:14), transmitindo-o com exatidão e vivendo de modo digno do evangelho (Filipenses 1:27). A pergunta “Como nós estamos?” exige que examinemos se estamos sendo bons administradores da verdade, da graça recebida e dos dons que Deus nos concedeu, lembrando que um dia prestaremos contas ao Senhor.
A fidelidade não se mede apenas nas grandes provas, mas no cotidiano silencioso: na perseverança em orar, na integridade ao falar, na paciência em ensinar, no cuidado ao repreender e na humildade em servir. Somos chamados a lembrar que, como despenseiros, nada é nosso — nem o conteúdo da mensagem, nem a força para transmiti-la — tudo vem de Deus. Portanto, a resposta honesta à pergunta “Como nós estamos?” deve nos conduzir à oração: “Senhor, fortalece-me para que eu seja encontrado fiel”. Pois, no fim, a maior recompensa não será o reconhecimento humano, mas ouvir da boca do Mestre: “Muito bem, servo bom e fiel” (Mateus 25:21).