Estudo 188
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 188
"Não devemos avaliar o pregador como que na perspectiva humana, pois todos somos falhos. Devemos o avaliar na figura de despenseiro, usado por Deus." Essa ideia encontra eco direto em 1 Coríntios 4:1–2, onde Paulo afirma: "Assim, pois, importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus. Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel." A visão bíblica nos chama a não medir o pregador pela eloquência, carisma ou habilidades humanas, mas pela sua fidelidade em transmitir a verdade de Deus. A perspectiva humana tende a se apegar a critérios externos e subjetivos, esquecendo que o servo é apenas um instrumento do Senhor. O foco não deve estar em comparações ou preferências pessoais, mas em reconhecer que, sendo Deus o dono da Palavra, o pregador é apenas um administrador que presta contas a Ele. Essa compreensão nos ajuda a cultivar humildade ao ouvir, lembrando que a mensagem, e não o mensageiro, é o centro do culto.
Ao entendermos o pregador como despenseiro, percebemos que seu papel não é criar uma nova verdade, mas entregar fielmente aquilo que lhe foi confiado. Como mordomo espiritual, ele distribui o pão da vida — a Palavra — para alimentar o rebanho. Isso significa que, mesmo que suas limitações humanas apareçam, Deus continua agindo por meio dele para edificar a igreja. Avaliá-lo dessa forma nos afasta da crítica meramente estética e nos aproxima da atitude bereana (Atos 17:11), que examina as Escrituras para confirmar a verdade pregada. O despenseiro não é dono da casa nem senhor do banquete; é servo de um Senhor maior, que o habilita e capacita. Assim, nossa responsabilidade é orar por ele, sustentar seu ministério com encorajamento e discernimento, e receber a mensagem como vinda de Deus, confiando que é o Senhor quem aperfeiçoa Sua obra, mesmo por meio de vasos frágeis.