Estudo 186
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 186
"Embora convertidos, eram carnais em seu modo de agir e pensar, e portanto, incapazes de julgar as coisas espirituais." Essa realidade foi vivida pela igreja de Corinto, à qual o apóstolo Paulo escreve com firmeza em 1 Coríntios 3:1-3: “Irmãos, não lhes pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a crianças em Cristo. Dei-lhes leite, e não alimento sólido, pois vocês não estavam em condições de recebê-lo. De fato, vocês ainda não estão em condições, porque ainda são carnais. Pois, havendo entre vocês inveja e discórdia, não estão sendo carnais e agindo como mundanos?” Paulo reconhece que eram convertidos — “irmãos”, “em Cristo” — mas ainda presos a comportamentos e pensamentos guiados pela carne. Isso mostra que é possível ser salvo, mas imaturo; nascido de novo, mas ainda não transformado em áreas importantes da vida cristã.
Essa carnalidade não se manifesta apenas em pecados visíveis, mas em atitudes internas: ciúmes, divisões, disputas, orgulho espiritual, resistência à correção. Enquanto permanecemos nesse estado, somos limitados na compreensão das verdades mais profundas do Reino de Deus. A carnalidade impede a maturidade, obscurece o discernimento e embota o coração para as coisas do Espírito. O cristão carnal ainda se guia mais pelos sentimentos e preferências pessoais do que pela Palavra e pelo Espírito. Ele julga segundo a aparência, não segundo a justiça. É por isso que Paulo ansiava por vê-los crescer, deixar a infância espiritual e buscar o alimento sólido, que capacita o crente a discernir entre o bem e o mal (Hebreus 5:14). A solução não é esforço próprio, mas rendição ao Espírito, disciplina espiritual e desejo sincero de amadurecer na fé. A vida cristã não é apenas um ponto de partida, mas um caminho contínuo de transformação à imagem de Cristo.