Estudo 182
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 182
"E se Ele nos disser: 'Mas aos olhos de Deus, isso é rebelião'? Vamos repensar nossas ações." Essa pergunta confronta diretamente o coração humano, que muitas vezes justifica atitudes com aparência de piedade, mas que, diante de Deus, revelam desobediência e orgulho. A rebelião, nas Escrituras, não é apenas um ato aberto de revolta, mas qualquer atitude que resista à vontade de Deus ou deseje substituí-la por uma agenda própria. Em 1 Samuel 15.23, o profeta Samuel declara a Saúl: “Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a iniquidade e a idolatria.” Saúl achava que estava servindo a Deus, mas ao agir segundo sua própria lógica, rejeitou a ordem divina — e foi rejeitado. Isso nos mostra que nem todo zelo religioso agrada ao Senhor se estiver desconectado da obediência humilde.
Vivemos em tempos em que a autonomia pessoal é celebrada, até mesmo dentro do ambiente cristão, e isso torna fácil mascarar a rebelião como "liberdade" ou "visão própria". Mas Deus sonda o coração. Ele não se impressiona com aparência de santidade, discursos eloquentes ou posições de liderança. Ele olha para a obediência sincera, o quebrantamento e a disposição de negar-se a si mesmo por amor a Cristo. Por isso, precisamos avaliar constantemente nossas motivações: o que estamos fazendo — seja no serviço à igreja, nas relações com irmãos ou em nossas decisões pessoais — é guiado por Deus ou por nossos desejos? Estamos edificando o Reino de Deus ou um reino próprio dentro do Reino? Se o Senhor nos confrontar dizendo: "Aos meus olhos, isso é rebelião", que tenhamos a humildade de nos arrepender, recomeçar e buscar a verdadeira submissão que provém do Espírito. Pois, como diz Tiago 4.6-7: “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Sujeitai-vos, pois, a Deus.”