Estudo 180
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 180
"As divisões na igreja surgem quando nos ligamos a líderes humanos com o fim de inserir autoridade de um sobre o outro. Não faça isso!" Essa advertência remete diretamente ao que o apóstolo Paulo escreveu à igreja de Corinto, em 1 Coríntios 1.12-13: “Quero dizer com isso que cada um de vocês afirma: ‘Eu sou de Paulo’; ‘Eu sou de Apolo’; ‘Eu sou de Cefas’; ‘Eu sou de Cristo’. Acaso Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado por vocês? Foram vocês batizados em nome de Paulo?” A divisão causada pela exaltação de líderes humanos revela uma espiritualidade imatura e carnal, que prioriza preferências pessoais em detrimento da unidade do Corpo de Cristo. Quando colocamos homens em pedestais e nos alinhamos a eles como se fossem a fonte da verdade ou autoridade final, desviamos os olhos de Cristo, o verdadeiro Cabeça da Igreja.
A liderança é bíblica, necessária e deve ser honrada — mas nunca idolatrada. O papel de pastores, presbíteros e líderes é o de guiar o rebanho com humildade e fidelidade à Palavra, apontando sempre para Cristo, e não para si mesmos. Quando usamos a figura de um líder para criar facções, reforçar disputas ou validar sentimentos de superioridade espiritual, estamos alimentando divisões que entristecem o Espírito e desonram o evangelho. O Senhor nos chama à unidade em torno da verdade, e essa verdade é uma Pessoa: Jesus Cristo. Todo ministério que não aponta para Ele, mas para o ego de seus líderes ou para a construção de grupos de influência dentro da igreja, está em desacordo com o padrão bíblico. Em vez de nos gloriarmos em homens, devemos fazer como Paulo ensinou em 1 Coríntios 3.21-23: “Portanto, ninguém se glorie em homens; porque tudo é de vocês [...] e vocês são de Cristo, e Cristo é de Deus.”