Estudo 179
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 179
“Não faça parte de um grupo rixoso na igreja, não pratique a fofoca ou a contenda, nem espalhe comentários e percepções sobre os outros. Isso não vem do Senhor.” Essa exortação ecoa claramente o ensino das Escrituras em passagens como Provérbios 6.16-19, onde se afirma que há coisas que o Senhor abomina, entre elas “a testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos.” No contexto da igreja, que é o Corpo de Cristo, atitudes como fofoca, rixas e divisões são profundamente prejudiciais, pois ferem a unidade que o Espírito Santo opera entre os crentes. A comunhão cristã deve ser marcada pelo amor, pela edificação mútua e pela busca da paz. Quando nos deixamos levar por comentários maldosos ou julgamentos precipitados, abrimos espaço não para o Espírito de Deus, mas para a atuação da carne e do inimigo.
O apóstolo Paulo advertiu com firmeza contra tais comportamentos, especialmente em passagens como Gálatas 5.15 — “Mas, se vocês se mordem e se devoram uns aos outros, cuidado para que não se destruam mutuamente.” O cristão chamado à santidade deve vigiar não apenas suas ações, mas também suas palavras e intenções. Fofocas e murmurações parecem pequenas e inofensivas, mas são sementes de destruição que podem desestabilizar famílias, amizades e comunidades inteiras. O caminho de Cristo é o da reconciliação, da verdade dita em amor, do encorajamento e da paciência. Se algo precisa ser dito sobre alguém, que seja diante da pessoa, com graça, verdade e visando sempre a restauração — jamais a exposição ou o julgamento. Viver dessa forma é nadar contra a corrente do mundo e até mesmo contra a cultura muitas vezes encontrada dentro das próprias igrejas, mas é esse o caminho mais excelente do amor (1 Coríntios 13), e é nele que o Senhor se agrada.