Estudo 178
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 178
"A vocação do cristão é a santidade, um modo de vida novo e revolucionário." Essa afirmação reflete com precisão o ensino bíblico expresso em 1 Pedro 1.15-16: "Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem, pois está escrito: 'Sejam santos, porque eu sou santo.'" A vocação cristã, portanto, não é um chamado para uma vida comum ou meramente religiosa, mas para um estilo de vida radicalmente distinto daquele do mundo. A santidade, longe de ser um ideal abstrato ou inatingível, é uma realidade prática e diária, moldada pela graça de Deus e sustentada pelo Espírito Santo. Para o cristão evangélico tradicional, especialmente dentro da teologia reformada, essa santidade não é um mérito pessoal, mas uma resposta grata à salvação recebida em Cristo. É viver de forma separada do pecado e consagrada a Deus, em conformidade com a Sua Palavra.
Essa vida nova é revolucionária porque subverte os valores deste mundo: onde há egoísmo, o cristão é chamado ao amor sacrificial; onde há ganância, é chamado à generosidade; onde há orgulho, é chamado à humildade. A santidade é, assim, um testemunho vivo do Reino de Deus já presente entre nós, ainda que em meio às tensões do "já e ainda não". Esse chamado não é opcional nem reservado a uma elite espiritual — é universal a todos os que estão em Cristo. É um processo contínuo de mortificação do velho homem e vivificação do novo, como ensinado em Efésios 4.22-24. Por isso, viver em santidade é um ato de contracultura, um sinal profético em um mundo cada vez mais relativista e autossuficiente. A verdadeira revolução cristã acontece no coração regenerado que deseja, dia após dia, refletir a beleza moral e espiritual do seu Salvador.