Estudo 177
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 177
Uma realidade, tão comum entre muitos cristãos, revela uma tensão profunda entre o desejo da glória futura com Cristo e a dificuldade em viver uma comunhão constante e fiel com Ele no presente. O apóstolo Paulo nos lembra em 2 Coríntios 5.7 que “andamos por fé, e não por vista”, ou seja, a vida cristã é um contínuo exercício de fé, onde o culto pessoal e a comunhão diária não são meras formalidades, mas a expressão vital de um relacionamento verdadeiro com Deus. Desejar estar com Cristo na glória sem cultivar essa proximidade diária equivale a querer colher os frutos sem antes cultivar a árvore. Essa incongruência pode ser justificada pela fragilidade humana, pela rotina e pelas distrações do mundo, mas é um chamado urgente para reavaliarmos nossas prioridades espirituais.
Além disso, a Escritura destaca que o culto não é apenas um ato isolado ou um momento esporádico, mas uma vida inteira entregue a Deus. Em Romanos 12.1, Paulo exorta: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela misericórdia de Deus, que apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” Ou seja, o verdadeiro culto é contínuo, uma entrega diária em pensamento, palavra e ação. Assim, justificar o desejo da glória sem a prática do culto constante é, em última análise, negar a profundidade da vida cristã ensinada nas Escrituras. É um convite para buscarmos, não só o futuro glorioso, mas também a presença diária do Senhor que nos sustenta, transforma e fortalece para que esse desejo se torne realidade não apenas no fim, mas em cada momento do presente.