Estudo 176
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 176
"Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade." Essa dolorosa advertência, pronunciada por Jesus em Mateus 7.23, ressoa como um severo chamado à reflexão sobre a autenticidade de nossa fé e vida cristã. Não basta apenas professar o nome de Cristo ou realizar obras externas; é indispensável que nossa caminhada seja marcada por um verdadeiro relacionamento pessoal com Ele, evidenciado pela obediência à Sua Palavra e pela prática da justiça. Jesus não rejeita superficiais ou hipócritas, mas rejeita aqueles cuja vida revela a persistência no pecado — a iniquidade —, demonstrando que a comunhão com Ele exige santidade e transformação interior.
De fato, não desejamos ouvir essas palavras do nosso Senhor, pois elas significam separação eterna, resultado de uma fé sem frutos, de uma vida marcada por desvios e falta de arrependimento genuíno. Essa passagem nos convida a um exame profundo de consciência, para que não vivamos de aparência, mas de verdade, conscientes de que o relacionamento com Cristo é uma vida de obediência, entrega e amor. Como nos ensina João em 1 João 3.6: "Quem permanece nele não continua a pecar." Portanto, que nosso temor e amor por Deus nos levem a rejeitar toda iniquidade e a cultivar uma comunhão sincera, para que possamos ouvir do Salvador aquelas palavras tão desejadas: “Vinde, benditos de meu Pai, porque tive fome, e me destes de comer...” (Mateus 25.34).