Estudo 175
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 175
"Bem-aventurado aquele que não se condena naquilo que faz." Essa expressão ecoa o ensino do apóstolo Paulo em Romanos 14.22, onde ele afirma: "Bem-aventurado aquele que não se condena naquilo que aprova." Aqui, Paulo nos fala sobre a liberdade cristã e a consciência pessoal diante de questões que, embora não sejam absolutas na lei de Deus, podem gerar conflito interno ou dúvida. A bem-aventurança — ou felicidade verdadeira — não está em simplesmente agir conforme nossas próprias convicções, mas em viver com a consciência tranquila diante do Senhor, sem dúvida ou autoacusação. Essa paz interior é fruto de um relacionamento sincero e transparente com Deus, que nos guia pelo Espírito para discernirmos o que é lícito e edificante para a fé.
Entretanto, essa exortação também traz um alerta: não se trata de justificar tudo que queremos, mas de agir com responsabilidade e amor, sem que o agir provoque tropeço no irmão ou perturbe a própria consciência. Paulo continua em Romanos 14.23: "Mas o que duvida está condenado, se comer, porque não é por fé; e tudo o que não procede da fé é pecado." Portanto, a liberdade cristã deve ser exercida com sabedoria, sempre buscando agradar a Deus e preservar a paz da consciência. Assim, aquele que age com convicção e sem condenação interior está verdadeiramente abençoado, pois vive em harmonia com a sua fé e com o Senhor que o julga com justiça e misericórdia.