Estudo 173
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 173
"Nem o forte nem o fraco estão em condições de adotar uma atitude superior. Todos os sentimentos de crítica e de censura devem ser extirpados." Essa verdade encontra respaldo na carta do apóstolo Paulo aos Romanos, especialmente em Romanos 14.1-4, onde ele admoesta a igreja a não julgar o irmão por causa de diferenças em entendimento ou prática. O "forte" — aquele que tem maior conhecimento ou liberdade — não deve olhar com superioridade o "fraco" — aquele que ainda está em crescimento ou tem limitações — e o "fraco" não deve se sentir menosprezado ou criticado. Ambos são objetos da graça de Deus e caminham rumo à mesma meta: a glória eterna. Paulo enfatiza que julgar o irmão é arrogância, pois "cada um está a serviço do Senhor" e, por isso, somente Deus é o justo juiz da fé e das ações de cada um.
Por isso, toda crítica e censura que brotam da soberba ou do desejo de autoexaltação devem ser removidas do coração do cristão. O amor, como o maior dos mandamentos (1 Coríntios 13), deve prevalecer em todas as relações, eliminando qualquer vestígio de julgamento que destrói a comunhão. Quando aprendemos a carregar o fardo do irmão com paciência e humildade, mostramos a verdadeira sabedoria que vem do alto, capaz de edificar e não de derrubar. Afinal, somos todos dependentes da graça, e somente por ela podemos avançar na fé. Portanto, antes de criticar, devemos lembrar que não estamos em posição de agir como superiores, mas como servos chamados a amar e a suportar uns aos outros em humildade.