Estudo 171
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 171
"Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos." Esta declaração, extraída de Romanos 14.8, nos convida a uma profunda reflexão sobre a total consagração da vida do cristão ao Senhor. Paulo, escrevendo à igreja em Roma, enfatiza que o verdadeiro sentido da existência cristã está enraizado na soberania de Deus sobre tudo o que somos e fazemos. A vida, com suas escolhas, sucessos e desafios, pertence ao Senhor, assim como a morte, o último ato terreno, está igualmente sob Seu domínio. Essa perspectiva nos tira do centro da cena e coloca Deus como o protagonista absoluto de nossa jornada. Quando reconhecemos que somos propriedade d'Ele, nossa conduta diária não pode ser governada por interesses próprios ou pela vontade do mundo, mas sim pela vontade perfeita do Pai, que é boa, agradável e perfeita (Romanos 12.2).
Agir conforme a vontade de Deus, portanto, não é apenas uma recomendação ética, mas o resultado natural de uma vida que se sabe pertencente ao Senhor, seja em vida ou em morte. Isso implica um compromisso constante de buscar a santificação, obedecer aos mandamentos bíblicos e viver na dependência do Espírito Santo, que nos capacita a discernir e cumprir a vontade divina. O apóstolo Pedro também exorta os cristãos a viverem de maneira santa, lembrando que foram chamados por Deus para uma vida separada do pecado (1 Pedro 1:15-16). Assim, a certeza de que pertencemos ao Senhor em toda circunstância transforma nossas atitudes, nossas prioridades e nossa maneira de encarar as dificuldades, pois sabemos que nossa verdadeira vida está n’Ele. Essa realidade nos encoraja a viver com propósito, firme na fé e dedicados ao Reino, até o dia em que, na morte, seremos para sempre com o Senhor.