Estudo 170
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 170
"A tentação do homem consciente é julgar quem não acompanha seus pensamentos. Não seja assim." Essa advertência encontra eco nas palavras de Jesus em Mateus 7.1-2: "Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois com o critério com que julgardes, sereis julgados; e com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também." O homem que, pela graça, alcançou maior clareza espiritual ou intelectual, corre o risco de confundir discernimento com condenação, esquecendo-se de que todo entendimento verdadeiro é fruto da misericórdia divina. Julgar o próximo por não compartilhar do mesmo nível de percepção ou das mesmas conclusões é um caminho sutil para a soberba. O servo de Cristo é chamado a ensinar com paciência, não a se colocar como juiz sobre a caminhada alheia. Afinal, quem julga segundo sua própria medida corre o risco de não medir segundo a justiça de Deus, mas segundo seu próprio orgulho.
O apóstolo Paulo, em Romanos 14.4, lembra: "Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para o seu próprio senhor está em pé ou cai; mas estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar." O cristão maduro deve lembrar que a santificação é um processo guiado pelo Espírito e que cada irmão se encontra em um ponto diferente dessa jornada. A consciência iluminada não é licença para desprezo, mas responsabilidade para edificação. Quando aprendemos a ver o outro não pela distância que nos separa, mas pelo mesmo Senhor que nos sustenta, a tendência ao julgamento se dissolve em compaixão. O chamado do evangelho é claro: edificar e suportar uns aos outros, guiando sempre em amor, pois no fim das contas, todos estaremos diante do mesmo Juiz, cuja medida é perfeita e cuja misericórdia excede qualquer compreensão humana.