Estudo 163
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 163
"Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer" (cf. Romanos 12.20; Provérbios 25.21) é uma instrução que confronta diretamente nossa natureza caída e expõe o quanto precisamos da graça de Deus para vivê-la. O instinto humano é retribuir na mesma moeda, proteger-se de quem nos fere e, muitas vezes, alimentar um distanciamento que preserva nosso orgulho. Mas o evangelho nos chama para um caminho mais elevado, onde o amor não é restrito aos amigos, mas se estende até mesmo àqueles que nos hostilizam. Alimentar o inimigo é mais do que um ato físico — é oferecer um gesto de misericórdia que aponta para a fonte de todo amor: Cristo, que deu a vida por nós quando ainda éramos Seus inimigos.
Sim, é difícil. É difícil porque exige negar a si mesmo, sufocar o clamor da carne e abraçar a lógica do Reino, onde a vitória não se mede por vingança, mas pela capacidade de vencer o mal com o bem. Esse tipo de amor não é natural — ele é fruto do Espírito e nasce de um coração que foi alcançado e transformado pela graça. Por isso, nossa oração precisa ser constante: que o Senhor nos ajude a cumprir essa missão, não apenas como um dever, mas como um reflexo sincero do caráter de Cristo em nós. Pois quando obedecemos a essa ordem, não apenas abençoamos quem nos ofende, mas também testemunhamos ao mundo que existe um amor mais forte que o ódio, e uma luz capaz de dissipar qualquer treva.