Estudo 161
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 161
"Que haja em nós o mesmo sentimento que houve em Cristo, e assim não sejamos arrogantes ou esnobes para com nossos irmãos" (cf. Filipenses 2.5) nos conduz ao cerne do evangelho vivido: a humildade de nosso Senhor. O apóstolo Paulo, ao exortar os filipenses, não apenas descreve um ideal moral, mas aponta para a própria vida de Cristo como exemplo supremo de disposição interior. Jesus, sendo Deus, não considerou o fato de ser igual a Deus como algo a que devesse apegar-se, antes se esvaziou, assumindo forma de servo e tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. A verdadeira humildade cristã não é apenas evitar palavras ásperas ou gestos de altivez, mas cultivar uma disposição de coração que vê no outro um irmão redimido pelo mesmo sangue precioso. Nessa perspectiva, a arrogância e o desprezo não têm lugar, pois todos estamos igualmente dependentes da graça soberana que nos alcançou.
Ao seguir o padrão de Cristo, abandonamos a lógica do mundo que exalta o status e o poder, para viver segundo a lei do amor e do serviço. A humildade bíblica não é fraqueza, mas força espiritual moldada pela consciência de que toda boa dádiva procede do Pai. Quando entendemos que nossa posição diante de Deus é fruto da misericórdia e não do mérito, passamos a tratar o próximo com mansidão e paciência. O cristão que se reveste do sentimento de Cristo encontra sua alegria em edificar e cuidar, não em competir ou se exibir. Assim, a comunhão na igreja se fortalece, o testemunho diante do mundo se torna mais puro e a glória é dada inteiramente ao Senhor, que nos chamou para sermos imitadores de Seu Filho.