Estudo 160
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 160
Essa orientação firme e radical está registrada em Romanos 12.14:
"Abençoai aos que vos perseguem; abençoai, e não amaldiçoeis."
Este ensino reflete o coração do evangelho e o caráter de Cristo, que nos chama a amar até mesmo aqueles que nos causam mal. É uma exortação que desafia a lógica humana e as inclinações naturais do pecado, pois nossa tendência é responder à perseguição com raiva, vingança ou ressentimento. Porém, na perspectiva cristã tradicional, especialmente na linha presbiteriana, somos convidados a imitar o Senhor Jesus, que sofreu sem revidar e que orou por Seus perseguidores (Lucas 23:34). A bênção, então, torna-se uma arma espiritual poderosa, demonstrando o amor de Deus e abrindo caminho para a reconciliação e a transformação de corações.
Além disso, essa atitude de abençoar ao invés de amaldiçoar é um testemunho vivo da graça que habita em nós. Quando respondemos ao mal com o bem, mostramos que pertencemos ao Reino de Deus, cuja justiça não se baseia em retribuições humanas, mas no amor redentor. É um chamado à santidade prática, que reflete a natureza do Pai celestial e evidencia a fé genuína. Portanto, a bênção aos inimigos não é apenas um ideal moral, mas uma expressão da fé que confia na soberania de Deus para julgar e redimir, ao passo que escolhe viver em paz e graça neste mundo conturbado.