Estudo 155
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 155
Com certeza, essa palavra ecoa com força para a igreja de hoje, assim como para o povo de Israel naquela época. A expressão “Mas todo o dia estendi as minhas mãos a um povo rebelde e contradizente” (cf. Isaías 65:2) revela o coração compassivo e paciente de Deus diante da persistente rebeldia humana. Ele não se limita a uma única oferta de salvação, mas continuamente estende Suas mãos, chamando-nos ao arrependimento e à comunhão. Na linha teológica presbiteriana, que enfatiza tanto a santidade de Deus quanto a responsabilidade humana, essa imagem nos confronta diretamente com a nossa condição: um povo que, apesar do amor e da graça derramados, muitas vezes responde com resistência e contradição.
Ao ouvir essa palavra hoje, precisamos reconhecer que a igreja, chamada a ser o povo separado, muitas vezes repete os mesmos erros do antigo Israel — resistência à vontade de Deus, murmuração e falta de obediência plena. Esse convite constante de Deus é um chamado à humildade e à renovação espiritual. Ele nos chama a abrir nossos corações e mãos para receber e responder ao Seu amor e à Sua palavra. Mais do que nunca, a igreja deve estar atenta para não endurecer o coração, mas, ao contrário, ser aquela que responde prontamente ao Senhor, refletindo Seu amor e paciência para com o mundo. Afinal, assim como Deus perseverou com Israel, Ele também permanece estendendo Suas mãos a nós — para que possamos ser uma comunidade fiel, comprometida com a Sua obra redentora.