Estudo 153
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 153
Romanos 10:14 — "Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados?" Este texto nos confronta com a essencialidade da pregação do evangelho como o meio divinamente ordenado para que o homem possa crer em Jesus Cristo e ser salvo. No coração do cristianismo evangélico, especialmente dentro da tradição presbiteriana, está a convicção de que a salvação é exclusivamente pela graça, mediante a fé, e que esta fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus (Rm 10:17). Sem a proclamação da mensagem do evangelho, a graça de Deus permanece inacessível para muitos. Este versículo mostra que o envio dos pregadores é parte do plano soberano de Deus para alcançar os perdidos, e que a responsabilidade missionária é um chamado divino para todos os crentes. A fé genuína nasce do ouvir a Palavra, e, portanto, o ministério da pregação não é uma opção, mas um mandamento inadiável para a edificação da igreja e a expansão do Reino de Deus.
Além disso, este texto desafia a igreja contemporânea a não negligenciar a urgência e a seriedade do evangelismo. É um chamado claro à obediência missionária que deve permear todo crente e toda congregação. O Senhor ordenou que o evangelho fosse pregado a todas as nações, e isso só se concretiza por meio daqueles que são enviados, ou seja, os evangelistas, pastores e missionários. A ausência da pregação não é apenas um vazio na comunicação humana, mas a barreira fundamental para que os homens sejam alcançados pelo poder regenerador do Espírito Santo. Portanto, ser enviado é uma vocação sagrada e um privilégio, e cada cristão, segundo a graça de Deus, deve participar desse envio, seja em oração, sustento ou mesmo atuação direta. A fidelidade à missão é a expressão visível da fé viva que reconhece a Cristo como único Salvador e Senhor.