Estudo 152
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 152
“Uma coisa é a justiça de Deus, outra é a justiça dos homens.” Essa distinção nos ajuda a compreender que o padrão divino de justiça é perfeito, santo e absoluto, enquanto a justiça humana é limitada, imperfeita e muitas vezes influenciada por interesses pessoais, emoções e circunstâncias passageiras. A justiça de Deus é revelada na Sua lei e no evangelho, exigindo pureza de coração, retidão plena e perdão genuíno — coisas que os homens, em sua condição caída, não conseguem alcançar plenamente (Isaías 64:6). Por outro lado, a justiça humana, apesar de necessária para a convivência social, é muitas vezes falha, parcial e temporária, sujeita a erros e injustiças.
“Não esperar de um o que se é devido ao outro é importante para não gerar frustração.” Essa reflexão nos convida a equilibrar nossas expectativas, entendendo que não podemos esperar que as pessoas exerçam sobre nós a justiça perfeita de Deus, mas devemos reconhecer suas limitações e imperfeições. Da mesma forma, não devemos desvalorizar a justiça humana, mas lembrar que ela está sujeita a falhas e que a verdadeira justiça plena só virá no Reino de Deus. Com essa consciência, aprendemos a viver com paciência e humildade, buscando sempre agir com justiça e amor, sem nos deixar amargurar pelas falhas alheias ou pelo sistema imperfeito em que vivemos. Assim, evitamos a frustração e mantemos o coração aberto à misericórdia e à graça, tanto para nós quanto para os outros.