Estudo 149
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 149
“A vida cristã também significa tribulação, angústia, perseguição, e por vezes fome, nudez, espada, miséria. Pois por amor de Deus somos às vezes entregues à morte, todos os dias, como ovelhas para o matadouro.” Essa realidade dura e verdadeira é expressa com intensidade no apóstolo Paulo, especialmente em 2 Coríntios 4:8-12, onde ele relata as inúmeras dificuldades enfrentadas pelo servo de Cristo. O discipulado não promete uma vida fácil ou livre de sofrimentos, mas sim um caminho marcado por provações que testam e refinam a fé. Jesus mesmo advertiu Seus seguidores em João 15:20: “Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós”. Essas dificuldades não são sinais de abandono ou fracasso, mas parte da participação na cruz do Mestre, cuja própria vida foi marcada por rejeição e sofrimento.
No entanto, há uma esperança profunda que sustenta o crente em meio à tribulação: a certeza de que o sofrimento presente não se compara à glória futura (Romanos 8:18). Somos chamados a perseverar, não como vítimas passivas, mas como soldados firmes no campo de batalha espiritual, confiantes na vitória final que Cristo conquistou. Cada “entrega à morte” diária é, paradoxalmente, um testemunho vivo da força da graça de Deus que nos mantém e transforma. Assim, ser “deputado como ovelha para o matadouro” não é apenas uma imagem de fragilidade, mas um símbolo de sacrifício voluntário e amoroso, imitando o Bom Pastor que deu Sua vida pelas suas ovelhas. Essa realidade desafia o cristão a viver com coragem, humildade e esperança firme na fidelidade de Deus.